Tuesday, December 30, 2003
Bacalhau à silly season
Não é o tempo dela (o senhor Agosto por excelência) mas sempre fomos tendo uns laivos dessa época por entre estes dias da quadra natalícia. Tudo porque, mesmo atarefado com a distribuição de paz e amor (afinal era Natal), sempre pude ir dando uma espreitadela ao que (não) acontecia no mundo. E vi bem visto o ignominioso destaque que mereceu a falhada diáspora do bacalhau rumo à mesa do jantar de consoada dos "nossos" homens no Iraque. As lamúrias dos familiares, as explicações oficiais dos superiores, as explicações técnicas dos mecânicos, tudo ouvido e reproduzido com o devido destaque em incontáveis repetições. A verdadeira não notícia. Enfim, coisas de Natal.
Aproveito o ensejo, esperando que o dito bacalhau muito bem tenha sabido ao nosso amigo leitor (que não esteja no Iraque!), e junto os votos de um óptimo ano de 2004.
Aproveito o ensejo, esperando que o dito bacalhau muito bem tenha sabido ao nosso amigo leitor (que não esteja no Iraque!), e junto os votos de um óptimo ano de 2004.
6 MESES.
Faz hoje 6 meses que este Blog começou. O inexperiente primeiro post assim rezava:
O Primeiro
Eis o primeiro post deste blog. Por enquanto ainda sem assunto, ainda à experiência.
Fica então adiado para o próximo post um blog com mais conteúdo.
6 meses depois de ter postado pela primeira vez na vida, de ter iniciado o que ainda não sei como acabará, posso dizer que o Blog-sem-Nome foi e é (e espero que continue a ser) uma aposta ganha, pelo menos pessoalmente. Nada se perdeu, muito se transformou, muito se ganhou, muito se aprendeu, e muito se discutiu. Foram 6 meses em que escrever foi apenas um prazer para qualquer dos bloggers desta casa, cada um deles no seu estilo de escrita, na sua intervenção, nas suas constatações ou preocupações ou mesmo deambulações.
6 meses em que tivémos 5.000 visitas e 8.500 páginas, mostram bem que não temos muitos leitores, mas que os que temos são fiéis, e a esses devemos estes números. São números que em todo o caso ficam acima dos nossos discretos objectivos.
Foram também acrescentados mais alguns blogs aos links à direita, blogs que já eram lidos diariamente e ainda não estavam aqui linkados, por falta de tempo para mexer no template. Está feita a justiça.
Mais não havendo a dizer por ora, resta apenas escrever:
- Obrigado leitores.
- À blogosfera e aos restantes leitores, o melhor ano possível de 2004.
O Primeiro
Eis o primeiro post deste blog. Por enquanto ainda sem assunto, ainda à experiência.
Fica então adiado para o próximo post um blog com mais conteúdo.
6 meses depois de ter postado pela primeira vez na vida, de ter iniciado o que ainda não sei como acabará, posso dizer que o Blog-sem-Nome foi e é (e espero que continue a ser) uma aposta ganha, pelo menos pessoalmente. Nada se perdeu, muito se transformou, muito se ganhou, muito se aprendeu, e muito se discutiu. Foram 6 meses em que escrever foi apenas um prazer para qualquer dos bloggers desta casa, cada um deles no seu estilo de escrita, na sua intervenção, nas suas constatações ou preocupações ou mesmo deambulações.
6 meses em que tivémos 5.000 visitas e 8.500 páginas, mostram bem que não temos muitos leitores, mas que os que temos são fiéis, e a esses devemos estes números. São números que em todo o caso ficam acima dos nossos discretos objectivos.
Foram também acrescentados mais alguns blogs aos links à direita, blogs que já eram lidos diariamente e ainda não estavam aqui linkados, por falta de tempo para mexer no template. Está feita a justiça.
Mais não havendo a dizer por ora, resta apenas escrever:
- Obrigado leitores.
- À blogosfera e aos restantes leitores, o melhor ano possível de 2004.
Sunday, December 28, 2003
Râguebi - Taça Ibérica
O Belenenses deu hoje prova de uma dureza psicológica enorme, e de um nível competitivo muito acima da média no meio Râguebístico Nacional.
De facto, apesar de perder o jogo hoje, por 40-34, levou até aos descontos a incerteza quanto ao resultado final.
Mais: esteve por duas vezes a perder por 20 pontos.
Ver comentário na MARCA, aqui.
De facto, apesar de perder o jogo hoje, por 40-34, levou até aos descontos a incerteza quanto ao resultado final.
Mais: esteve por duas vezes a perder por 20 pontos.
Ver comentário na MARCA, aqui.
Tuesday, December 23, 2003
Sol de Inverno.
Provavelmente já repararam: o dia de hoje é dos mais bonitos do ano. Aqui em Lisboa, o Mar da Palha brilha com um brilho raro, reflexo do sol baixo desta proximidade do solstício. A temperatura é fria, o ar seco, a manhã límpida; há menos carros a circular, logo menos poluição, logo mais limpidez e claridade. Sem dúvida, uma das manhãs mais bonitas do ano, com sol desde as 07:51, e com o último raio marcado para as 17:19. (Humidade relativa de 56%, em Lisboa). Como é bom o inverno assim.
Duvido que volte a postar até ao Natal, por isso aqui fica o meu desejo de um bom Natal a todos os leitores deste Blog. Bem-hajam.
Duvido que volte a postar até ao Natal, por isso aqui fica o meu desejo de um bom Natal a todos os leitores deste Blog. Bem-hajam.
Sunday, December 21, 2003
Râguebi - Jornada
Pessoal, é pena o CDUP ter ficado para trás. Não se pode ter tudo...
Comentários à jornada, pelos Jornais: Jornal de Notícias
O JOGO; a classificação, na Federação, Público
Comentários à jornada, pelos Jornais: Jornal de Notícias
O JOGO; a classificação, na Federação, Público
Friday, December 19, 2003
Hoje dá-me para colocar aqui uma passagem de um livro. Mostro quão bem se escreve na nossa materna língua pela pena de um dos seus mais ilustres filhos: Camilo Castelo Branco, na obra "Estrelas funestas". Tomem-no como um presente de Natal. E depois não digam que eu não sou vosso amigo.
"Era pelo tempo do sável. Os pescadores de Valbom carregavam nos barcos as redadas da sua pescaria. Maria das Dores entretinha-se a contemplar a labutação dos pescadores, e as rimas de de peixe estendidas no areal. Aguilhoada pelo apetite, exclamou:
- Ó minha mãe! tenho vontade de comer sável; mande comprar um, que eu tenho vontade de sável assado!
Toda a gente riu urbanamente do apetite da menina, excepto Gonçalo, que, em sua consciência, classificou de grosseirismo o desejo, e muito boçal a maneira de o exprimir. Então, para seu maior flagelo, lhe acudiu a recordação de uma merenda a que assistira em Sintra com a filha do Conde; na qual merenda de indelével saudade, a perfumada e espiritual menina escassamente comeu um terço de asa de pombo, um olho de alfaçe, e dous gomos de laranja, e, ainda assim, a pedido do amantíssimo Gonçalo; que, se ele não insta, àquela compleição angélica bastaria o cheiro da madressilva."
O mais bonito (deveria dizer o mais trágico...) é que eu vi esse anjo ao outro dia na fnac por entre os corredores de livros. Caçei um livro desinteressante que me permitiu posicionar a modo de vê-la e fingi ler. Uma, duas, três miradas e os meus sentimentos não paravam de crescer ao admirar a sua graça. Os olhos, quando obrigados, por alguma decência, a pousar nas linhas do livro não liam senão os mais nobres desses sentimenttos. À quarta vez já não estava lá. Escorregou-me o livro das mãos, tolice a minha que não a percebi partir. Lançei-me em sua procura. Nada. Desapareçera. Suspiro.
"Era pelo tempo do sável. Os pescadores de Valbom carregavam nos barcos as redadas da sua pescaria. Maria das Dores entretinha-se a contemplar a labutação dos pescadores, e as rimas de de peixe estendidas no areal. Aguilhoada pelo apetite, exclamou:
- Ó minha mãe! tenho vontade de comer sável; mande comprar um, que eu tenho vontade de sável assado!
Toda a gente riu urbanamente do apetite da menina, excepto Gonçalo, que, em sua consciência, classificou de grosseirismo o desejo, e muito boçal a maneira de o exprimir. Então, para seu maior flagelo, lhe acudiu a recordação de uma merenda a que assistira em Sintra com a filha do Conde; na qual merenda de indelével saudade, a perfumada e espiritual menina escassamente comeu um terço de asa de pombo, um olho de alfaçe, e dous gomos de laranja, e, ainda assim, a pedido do amantíssimo Gonçalo; que, se ele não insta, àquela compleição angélica bastaria o cheiro da madressilva."
O mais bonito (deveria dizer o mais trágico...) é que eu vi esse anjo ao outro dia na fnac por entre os corredores de livros. Caçei um livro desinteressante que me permitiu posicionar a modo de vê-la e fingi ler. Uma, duas, três miradas e os meus sentimentos não paravam de crescer ao admirar a sua graça. Os olhos, quando obrigados, por alguma decência, a pousar nas linhas do livro não liam senão os mais nobres desses sentimenttos. À quarta vez já não estava lá. Escorregou-me o livro das mãos, tolice a minha que não a percebi partir. Lançei-me em sua procura. Nada. Desapareçera. Suspiro.
Thursday, December 18, 2003
E mais uma vez.
Para quem não leu da última vez, CAA (como eu lhe dou tanta razão) do Mata-Mouros volta a postar o tão verdadeiro Para os meus amigos sportinguistas.
Meus amigos: o que eu vejo quando me sento em Alvalade é aquilo mesmo. Nem mais, nem menos.
Meus amigos: o que eu vejo quando me sento em Alvalade é aquilo mesmo. Nem mais, nem menos.
AHAHAHHAHAHA
Desculpem-me falar de futebol outra vez, mas o que vi ontem foi tão indigno, tão miserável, tão pobre, tão ridículo, tão triste, tão vergonhoso. Que fúria!!!!!!!!
Miséria, engenheiro Santos, a equipa apresentada.
Olhe, Sr. Eng., nem tenho mais palavras. Vá passar o Natal a casa. E fique.
E eu bem sei que sem omoletes não se fazem ovos, e que aquele plantel com média etária de 40 anos e todos os vícios do mundo, não é propriamente magnífico. Tenha um acto de coragem, reforme os Bentos, os Pintos, e outros que tais. Reforma antecipada. Mais não fazem do que tristes finais de carreira (João Pinto é fintado sistematicamente da mesma forma há 3 meses, em TODOS os jogos - perde todas as bolas ao 2º toque; Sá Pinto faz pena em campo; Paulo Bento com medo de disputar bolas) e minar o balneário.
E não mexa em equipa vencedora. Que patchwork foi aquele que fez ontem??? Pode saber-se??? A equipa de ontem fez-me lembrar as equipas de treinos: a equipa titular é dividida a meio e os restantes lugares ocupados pelo plantel suplente. Depois fazem a típica peladinha, metade com camisola azul, outra metade de amarelo. Os jornais tiram fotografias, e os amarelos ganham por 6-3. Jogam todos muito bem, nessas peladinhas. Só isso.
Uma última palavra: parabéns, ao Vitória de Setúbal, foi jogar futebol e saiu com uma vitória mais do que merecida. Aliás, nem foi difícil.
Miséria, engenheiro Santos, a equipa apresentada.
Olhe, Sr. Eng., nem tenho mais palavras. Vá passar o Natal a casa. E fique.
E eu bem sei que sem omoletes não se fazem ovos, e que aquele plantel com média etária de 40 anos e todos os vícios do mundo, não é propriamente magnífico. Tenha um acto de coragem, reforme os Bentos, os Pintos, e outros que tais. Reforma antecipada. Mais não fazem do que tristes finais de carreira (João Pinto é fintado sistematicamente da mesma forma há 3 meses, em TODOS os jogos - perde todas as bolas ao 2º toque; Sá Pinto faz pena em campo; Paulo Bento com medo de disputar bolas) e minar o balneário.
E não mexa em equipa vencedora. Que patchwork foi aquele que fez ontem??? Pode saber-se??? A equipa de ontem fez-me lembrar as equipas de treinos: a equipa titular é dividida a meio e os restantes lugares ocupados pelo plantel suplente. Depois fazem a típica peladinha, metade com camisola azul, outra metade de amarelo. Os jornais tiram fotografias, e os amarelos ganham por 6-3. Jogam todos muito bem, nessas peladinhas. Só isso.
Uma última palavra: parabéns, ao Vitória de Setúbal, foi jogar futebol e saiu com uma vitória mais do que merecida. Aliás, nem foi difícil.
Wednesday, December 17, 2003
ELF
Na procura de informação, eis que me sai este SITE ao caminho, que tem a virtude de condensar muita informação.
Não se riam do nome, ao menos atesta a tal ligação à Mairie de Paris (Chirac), ao Partido que Chirac chefiava, o RPR, e institucionalmente à Presidência da Répública Francesa (mais aos Socialistas e a Miterrand, na altura).
De ver também o testemunho de EVA JOLY, magistrada que instruiu durante 8 anos o processo, que se auto-exilou, de tal modo foi perseguida, assediada e ameaçada durante este processo. Aqui, aqui, e aqui.
Não se riam do nome, ao menos atesta a tal ligação à Mairie de Paris (Chirac), ao Partido que Chirac chefiava, o RPR, e institucionalmente à Presidência da Répública Francesa (mais aos Socialistas e a Miterrand, na altura).
De ver também o testemunho de EVA JOLY, magistrada que instruiu durante 8 anos o processo, que se auto-exilou, de tal modo foi perseguida, assediada e ameaçada durante este processo. Aqui, aqui, e aqui.
França
O que dizer?
A Front Nationale tem 22% numa sondagem de 09 de Dezembro de 2003 (!)
Ao mesmo tempo a Lei Stasi impôe um laicismo exacerbado nas escolas.
Um país, no mínimo, numa fase estranha.
A Front Nationale tem 22% numa sondagem de 09 de Dezembro de 2003 (!)
Ao mesmo tempo a Lei Stasi impôe um laicismo exacerbado nas escolas.
Um país, no mínimo, numa fase estranha.
A propósito.
A propósito destes posts do Tiago (TMM), sobre direita e esquerda, sobre a qualidade dos media, encontrei uma sátira de cabaret berlinense dos golden twenties, ao tempo da República de Weimar. Lê-se num instante e é bastante elucidativo acerca das perspectivas que diferentes políticas têm do mesmo acontecimento. Aqui fica:
Berlin , Freichheit, September 1929
Sketch by Robitschek - the stage is set by the conférencier, who explains that the audience is about to hear how each of the Berlin newspapers would report the minor incident of a collision between a bicycle and a dog:
The optimistically liberal Berliner Tageblatt claimed that "dog and bicyclist race along the Kurfürstendamm, they hurry - despite a little scratch here and there - towards the brilliant future of the German republic". The pessimistically liberal Vossische Zeitung complained that the appearance of red blood on a black dog with white spots turned the incident into an expression of reactionary politics; it called for more laws to defend the republic. The nationalist Lokal-Anzeiger claimed that "a foreign bicyclist ran over the dog of a retired general. Fifteen years ago the german people would have stood up as one body and would have swept the bicyclist away with ringing manly fury, but today our faithfull dogs lie limply on the ground, shattered by the Treaty of Versailles". The Communist Rote Fahne reported: "On the Kurfürstendamm, that pompous boulevard of satiated capitalism on which the proletarian revolution will march against the imperialists in the very near future, a dog attacked a simple proletarian bicyclist!!!!! That's how it starts! First one dog attacks a single bicyclist, then all dogs unite agains Soviet Union!" Finally, the Nazi Völkischer Beobachter asserted: "Once more one of our party comrades has been attacked from behind in the dark of night by a bow-legged, flat-footed dachshund. Bow-legged - that betrays the true race of these eastern Jewish pets, with their sagging ears and curls, who suck the marrow of our countrymen and steal the bones from under the noses of our German shepherds. Tomorrow our Führer Adolf Hitler will speak in the sports palace about this national affair. Party comrades should appear in simple battle dress, with hand grenades and flamethrowers."
Berlin , Freichheit, September 1929
Sketch by Robitschek - the stage is set by the conférencier, who explains that the audience is about to hear how each of the Berlin newspapers would report the minor incident of a collision between a bicycle and a dog:
The optimistically liberal Berliner Tageblatt claimed that "dog and bicyclist race along the Kurfürstendamm, they hurry - despite a little scratch here and there - towards the brilliant future of the German republic". The pessimistically liberal Vossische Zeitung complained that the appearance of red blood on a black dog with white spots turned the incident into an expression of reactionary politics; it called for more laws to defend the republic. The nationalist Lokal-Anzeiger claimed that "a foreign bicyclist ran over the dog of a retired general. Fifteen years ago the german people would have stood up as one body and would have swept the bicyclist away with ringing manly fury, but today our faithfull dogs lie limply on the ground, shattered by the Treaty of Versailles". The Communist Rote Fahne reported: "On the Kurfürstendamm, that pompous boulevard of satiated capitalism on which the proletarian revolution will march against the imperialists in the very near future, a dog attacked a simple proletarian bicyclist!!!!! That's how it starts! First one dog attacks a single bicyclist, then all dogs unite agains Soviet Union!" Finally, the Nazi Völkischer Beobachter asserted: "Once more one of our party comrades has been attacked from behind in the dark of night by a bow-legged, flat-footed dachshund. Bow-legged - that betrays the true race of these eastern Jewish pets, with their sagging ears and curls, who suck the marrow of our countrymen and steal the bones from under the noses of our German shepherds. Tomorrow our Führer Adolf Hitler will speak in the sports palace about this national affair. Party comrades should appear in simple battle dress, with hand grenades and flamethrowers."
Exmº Sr. Primeiro-Ministro
Respondendo ao seu comment ao post do Jeu de Paume:
Pelo contrário, pelo contrário.
Há uma lógica, há uma razão. Ela é histórica.
Vem do século Político, o Séc. XVIII, com a divisão entre Monárquicos x Republicanos e Absolutistas x Liberais.
Passa para o Século Económico, o Séc. XIX, para confronto entre a facção Capitalista x Comunista.
Passará o Séc. XXI a ser o século da Ética?
Veremos, não sei...
De qualquer modo, percebe-se como são possíveis várias combinações, e como dentro de cada qual há sem dúvida outras sub-divisões possíveis.
Só necessitam de apurada análise, mas tudo se desfia, até o novelo que levou Teseu ao centro do Labirintho, caminho que Dédalo e seu filho Ícaro não quizeram seguir, dedicando-se a construir dois pares de asas com cera e penas, comos quais voaram para a Liberdade. Os dois? Não, pois Ícaro chegou muito perto do sol, a cera derreteu e caiu ao mar, morrendo.
Quem queremos ser? Teseu, ou os desafortunados companheiros? A questão é essa, é muito portuguesa.
Pelo contrário, pelo contrário.
Há uma lógica, há uma razão. Ela é histórica.
Vem do século Político, o Séc. XVIII, com a divisão entre Monárquicos x Republicanos e Absolutistas x Liberais.
Passa para o Século Económico, o Séc. XIX, para confronto entre a facção Capitalista x Comunista.
Passará o Séc. XXI a ser o século da Ética?
Veremos, não sei...
De qualquer modo, percebe-se como são possíveis várias combinações, e como dentro de cada qual há sem dúvida outras sub-divisões possíveis.
Só necessitam de apurada análise, mas tudo se desfia, até o novelo que levou Teseu ao centro do Labirintho, caminho que Dédalo e seu filho Ícaro não quizeram seguir, dedicando-se a construir dois pares de asas com cera e penas, comos quais voaram para a Liberdade. Os dois? Não, pois Ícaro chegou muito perto do sol, a cera derreteu e caiu ao mar, morrendo.
Quem queremos ser? Teseu, ou os desafortunados companheiros? A questão é essa, é muito portuguesa.
Saddam - Foto divertida + Pensamentos sobre a França
No seguimento a comment a post de JCD nos Jaquinzinhos, e a post do Eduardo, no 4a Ferida Narcísica.
Mais pela piada do que pela pertinência, aqui fica mais uma foto: Jacques Chirac, esse tradutor de Sânscrito, visitando uma central nuclear francesa com Saddam Hussein em 1975.
Para quem não saiba, algumas questões e factos diversos sobre "nos compagnons":
1- A França produz duas vezes a energia eléctrica de que necessita, vinda das Centrais Nucleares e da implementação de energias renováveis. Exporta para toda a Europa. Exporta para Portugal, que, diga-se de passagem, não é independente neste aspecto.
2- A França tem uma política activa em todo o mundo de experimentação, desenvolvimento, venda e compra de matéria-prima e tecnologia do nuclear, dos quais os ensaios em Mururoa e contactos com senhores do género deste Senhor na foto são apenas a pequena face visível.
3- A França tem uma política activa e intervenção em África, no mais puro estilo "neo-colonialista-do-mundo", e um dos grandes exemplos é a presença ao largo do Zaire, de Cabinda e Angola das gigantescas plataformas da ELF.
4- A ELF é conhecida em França, por um enorme escândalo financeiro de ramificações em vários sectores da política francesa, que chegou até Jacques Chirac. Chirac nunca foi julgado, por entretanto ter sido eleito Presidente da República.
5- A França furava de facto o bloqueio, (no mínimo com o oil for food) e era, com a Alemanha e da Rússia, o grande comprador do gás natural e do petróleo Iraquiano, a preço de saldo. (Compreende-se que fosse um negócio da china.)
Em resumo: não me custa a acreditar que assistimos a uma intervenção no Iraque por razões geo-estratégicas, económico-energéticas. Seria o petróleo a grande fonte de rendimento que vinha sustentando os vícios orçamentais de Franceses e Alemães?
Questão, provavelmente impertinente: não é curioso a França e a Alemanha terem um défice excessivo no ano em que perderam receitas provenientes de petróleo mais barato imaginem um número e digam: 30%? Imaginem se eles comprassem mais barato 20% aos Iraquianos, o dinheiro que isso representava.
A guerra é feita pelo Cartel Petrolífero de Bush. Porquê? Porque o mercado estava a ser sabotado por Saddam.
Isso, conjugado com o facto de as ligações com a Al-Qaeda estarem a germinar, parecem-me já duas razões válidas.
Permanecem estes factos diversos, alguns mais opinativos, como questões, pontas soltas, a acrescentar à especulação geral. Questões que não vi publicadas em Media portugueses, mas que são provavelmente fáceis de encontrar em motores de busca: yahoo ou google. Vou procurar e pôr aqui se possível.
Uma coisa é certa, apesar do imbecil do Presidente, os Americanos há uma coisa que não são: burros. Não dão ponta sem nó. Os motivos? Não entendo. Continuo sem entender bem. Mas continuemos à procura, objectiva e sensatamente, sem cair em excessos doutrinários de esquerda/direita. Será possível?
Mais pela piada do que pela pertinência, aqui fica mais uma foto: Jacques Chirac, esse tradutor de Sânscrito, visitando uma central nuclear francesa com Saddam Hussein em 1975.
Para quem não saiba, algumas questões e factos diversos sobre "nos compagnons":
1- A França produz duas vezes a energia eléctrica de que necessita, vinda das Centrais Nucleares e da implementação de energias renováveis. Exporta para toda a Europa. Exporta para Portugal, que, diga-se de passagem, não é independente neste aspecto.
2- A França tem uma política activa em todo o mundo de experimentação, desenvolvimento, venda e compra de matéria-prima e tecnologia do nuclear, dos quais os ensaios em Mururoa e contactos com senhores do género deste Senhor na foto são apenas a pequena face visível.
3- A França tem uma política activa e intervenção em África, no mais puro estilo "neo-colonialista-do-mundo", e um dos grandes exemplos é a presença ao largo do Zaire, de Cabinda e Angola das gigantescas plataformas da ELF.
4- A ELF é conhecida em França, por um enorme escândalo financeiro de ramificações em vários sectores da política francesa, que chegou até Jacques Chirac. Chirac nunca foi julgado, por entretanto ter sido eleito Presidente da República.
5- A França furava de facto o bloqueio, (no mínimo com o oil for food) e era, com a Alemanha e da Rússia, o grande comprador do gás natural e do petróleo Iraquiano, a preço de saldo. (Compreende-se que fosse um negócio da china.)
Em resumo: não me custa a acreditar que assistimos a uma intervenção no Iraque por razões geo-estratégicas, económico-energéticas. Seria o petróleo a grande fonte de rendimento que vinha sustentando os vícios orçamentais de Franceses e Alemães?
Questão, provavelmente impertinente: não é curioso a França e a Alemanha terem um défice excessivo no ano em que perderam receitas provenientes de petróleo mais barato imaginem um número e digam: 30%? Imaginem se eles comprassem mais barato 20% aos Iraquianos, o dinheiro que isso representava.
A guerra é feita pelo Cartel Petrolífero de Bush. Porquê? Porque o mercado estava a ser sabotado por Saddam.
Isso, conjugado com o facto de as ligações com a Al-Qaeda estarem a germinar, parecem-me já duas razões válidas.
Permanecem estes factos diversos, alguns mais opinativos, como questões, pontas soltas, a acrescentar à especulação geral. Questões que não vi publicadas em Media portugueses, mas que são provavelmente fáceis de encontrar em motores de busca: yahoo ou google. Vou procurar e pôr aqui se possível.
Uma coisa é certa, apesar do imbecil do Presidente, os Americanos há uma coisa que não são: burros. Não dão ponta sem nó. Os motivos? Não entendo. Continuo sem entender bem. Mas continuemos à procura, objectiva e sensatamente, sem cair em excessos doutrinários de esquerda/direita. Será possível?
Tuesday, December 16, 2003
Passar à acção
Antes que me chamem Sociólogo, tenho a dizer o seguinte:
Seria interessante ir à origem desta dicotomia Direita x Esquerda. Sobre vários pontos de vista.
A lenda deu-nos como origem do termo Esquerda x Direita, a célebre primeira assembleia, em Versailles, que se diz ter despoletado a Revolução de 1789, no pavilhão do Jeu de Paume (Ténis), por ser o espaço maior disponível, (não confundir com a galeria de Arte nas Tuilleries, perto do Louvre). Reza a dita que Siéyés, no meio da confusão generalizada, elevou a voz e bradou qualquer coisa do género : " Quem està por mim, coloque-se à minha esquerda! Quem està contra, à minha direita!".
Os representantes do Poder presentes na assembleia, eram a Nobreza e o Clero, autorizados pelo Rei a irem à reunião, o próprio Luís XVI, e o Povo, que eram na realidade Burgueses abastados.
Estou neste momento à procura do facto, não tendo encontrado sites que o confirmem.
Ouvi a história em Paris, quando lá vivi. Tentarei fazê-lo mais tarde. Senão, se alguém ler o post e tiver algo a acrescentar, força.

Seria interessante ir à origem desta dicotomia Direita x Esquerda. Sobre vários pontos de vista.
A lenda deu-nos como origem do termo Esquerda x Direita, a célebre primeira assembleia, em Versailles, que se diz ter despoletado a Revolução de 1789, no pavilhão do Jeu de Paume (Ténis), por ser o espaço maior disponível, (não confundir com a galeria de Arte nas Tuilleries, perto do Louvre). Reza a dita que Siéyés, no meio da confusão generalizada, elevou a voz e bradou qualquer coisa do género : " Quem està por mim, coloque-se à minha esquerda! Quem està contra, à minha direita!".
Os representantes do Poder presentes na assembleia, eram a Nobreza e o Clero, autorizados pelo Rei a irem à reunião, o próprio Luís XVI, e o Povo, que eram na realidade Burgueses abastados.
Estou neste momento à procura do facto, não tendo encontrado sites que o confirmem.
Ouvi a história em Paris, quando lá vivi. Tentarei fazê-lo mais tarde. Senão, se alguém ler o post e tiver algo a acrescentar, força.
Esquerda Vs Direita
O que me preocupa, devo dizer, das posições ideológicas que vamos tomando na blogosfera, é saber a profundidade que elas encerram. A quantidade de lugares-comuns que são ditos, as ideias feitas que são repetidas, e a rapidez do posicionamento que temos.
Este maniqueísmo excessivo, a dualidade bem-mal , esquerda-direita, " é a favor ou contra", " ou está por nós ou é contra nós" perturba-me. Encerra uma facilidade discursiva aflitiva, e muito pouca reflexão.
Se não devo falar deingenuidade, devo no mínimo chamar a atenção para os dois lados das "trincheiras" que é tão patético defender certo tipo de posições contra a guerra como a favor da guerra. O patético prende-se com a superficialidade da análise que justifica as posições. A omissão de factos que são relevantes por ambos os lados, a incapacidade de dar razão ao adversário em pontos pertinentes.
No meu ponto de vista, é característica intrínseca dos tipos de debates em Portugal. Sejam eles desportivos, político-ideológicos, empresariais, ou práticos do dia-a-dia. Falha claramente uma cultura de análise objectiva e imparcial dos problemas. Mas falta ainda mais uma cultura de síntese e propostas de resolução dos mesmos. Isto implica negociação. Só que isso é coisa que não existe neste país.
A radicalização das posições e incapacidade de um debate sairem conclusões e uma linha de acção não são algo de contemporâneo. Resulta de uma incapacidade que o país teve e tem de ultrapassar no imaginário colectivo vindo da Idade Média. Os senhores não se misturam com os servos e os servos odeiam os seus senhores. Os servos não fazem nada para serem melhores e os senhores não têm interesse em que eles o sejam. Os senhores têm métodos de produção de riqueza atrasados, mas os servos não são capazes de propor melhor. Quando se juntam, falam linguagens diferentes, e não fazem evoluir o património que lhes é comum, a comunidade, ou em última análise, o país.
Em Portugal não houve Renascença, não houve Cromwell, não houve Iluminismo, não houve Revolução Francesa, não houve sobretudo revolução Industrial. Nunca houve lucidez. Não há cidades, há pequenas aldeias. Não há razão e análise científica, no sentido objectivo e rigoroso. Tudo é relativo aos nossos interesses. Tudo é relativo a uma família, um clube, uma cidade, uma posição ideológica - a nossa. Depois há a dos outros. Estranhos, com quem não inter-agimos, que têm processos e história que não toca a nossa. São os diversos adversários. Ou estás num lado, ou estás no outro.
No meu entender, é chegada uma nova era. Em que socialistas debatem com liberais. Em que católicos falam com ateus. Em que brancos falam com pretos. Em que o Porto dialoga com Lisboa, que por sua vez dialoga com o resto do país. Em que os homens ouvem as mulheres. Em que os comunistas debatem (impossível talvez). Em que olhamos para dentro e somos capazes de ver as nossas falhas, capazes de nos criticar com ponto de vista reformador.
Para isso, é importante que nestas questões que aqui vimos discutindo, falemos de todos os factores em causa. Que sejam claras e completas as exposições da infomação. Que não se omitam factos, que não nos baseemos numa imprensa que o faz deliberadamente, por ser símbolo exacto do fenómeno que descrevi acima. Temos de os buscar ao máximo de fontes possível e conjugá-los todos.
Os factos. Objectivos, racionais, sem nehum sentimento pessoal. São factos. Vamos a isso.
Este maniqueísmo excessivo, a dualidade bem-mal , esquerda-direita, " é a favor ou contra", " ou está por nós ou é contra nós" perturba-me. Encerra uma facilidade discursiva aflitiva, e muito pouca reflexão.
Se não devo falar deingenuidade, devo no mínimo chamar a atenção para os dois lados das "trincheiras" que é tão patético defender certo tipo de posições contra a guerra como a favor da guerra. O patético prende-se com a superficialidade da análise que justifica as posições. A omissão de factos que são relevantes por ambos os lados, a incapacidade de dar razão ao adversário em pontos pertinentes.
No meu ponto de vista, é característica intrínseca dos tipos de debates em Portugal. Sejam eles desportivos, político-ideológicos, empresariais, ou práticos do dia-a-dia. Falha claramente uma cultura de análise objectiva e imparcial dos problemas. Mas falta ainda mais uma cultura de síntese e propostas de resolução dos mesmos. Isto implica negociação. Só que isso é coisa que não existe neste país.
A radicalização das posições e incapacidade de um debate sairem conclusões e uma linha de acção não são algo de contemporâneo. Resulta de uma incapacidade que o país teve e tem de ultrapassar no imaginário colectivo vindo da Idade Média. Os senhores não se misturam com os servos e os servos odeiam os seus senhores. Os servos não fazem nada para serem melhores e os senhores não têm interesse em que eles o sejam. Os senhores têm métodos de produção de riqueza atrasados, mas os servos não são capazes de propor melhor. Quando se juntam, falam linguagens diferentes, e não fazem evoluir o património que lhes é comum, a comunidade, ou em última análise, o país.
Em Portugal não houve Renascença, não houve Cromwell, não houve Iluminismo, não houve Revolução Francesa, não houve sobretudo revolução Industrial. Nunca houve lucidez. Não há cidades, há pequenas aldeias. Não há razão e análise científica, no sentido objectivo e rigoroso. Tudo é relativo aos nossos interesses. Tudo é relativo a uma família, um clube, uma cidade, uma posição ideológica - a nossa. Depois há a dos outros. Estranhos, com quem não inter-agimos, que têm processos e história que não toca a nossa. São os diversos adversários. Ou estás num lado, ou estás no outro.
No meu entender, é chegada uma nova era. Em que socialistas debatem com liberais. Em que católicos falam com ateus. Em que brancos falam com pretos. Em que o Porto dialoga com Lisboa, que por sua vez dialoga com o resto do país. Em que os homens ouvem as mulheres. Em que os comunistas debatem (impossível talvez). Em que olhamos para dentro e somos capazes de ver as nossas falhas, capazes de nos criticar com ponto de vista reformador.
Para isso, é importante que nestas questões que aqui vimos discutindo, falemos de todos os factores em causa. Que sejam claras e completas as exposições da infomação. Que não se omitam factos, que não nos baseemos numa imprensa que o faz deliberadamente, por ser símbolo exacto do fenómeno que descrevi acima. Temos de os buscar ao máximo de fontes possível e conjugá-los todos.
Os factos. Objectivos, racionais, sem nehum sentimento pessoal. São factos. Vamos a isso.
Caro Senhor Fernando Viegas, do blog Almariado:
O seu comportamento pouco digno, o facto vil e cobarde de retirar um post em que me acusava de ser amigo de Saddam Hussein, e em que me chamava claramente conotado com a esquerda, entre outras boçalidades avulsas, levam-me a dar por terminada, pela minha parte, qualquer hipotética conversa ou discussão com o Senhor. Dou-lhe de boa vontade a última palavra, à qual não responderei. Não queira importunar mais com os seus dislates os leitores deste Blog, por quem deveria ter respeito - uma vez que pelos autores já provou não ter.
Cumprimentos,
F.M.A.
Post scriptum: ao seu almariado algarvio só encontro semelhança no português:
almareado - adj. (de almarear) diz-se de pessoa perturbada, com as faculdades pouco lúcidas. Agoniado, enjoado. Embaciado, baço (referindo-se a metais), in Grande Dicionário da Língua Portuguesa, da Sociedade de Língua Portuguesa.
Cumprimentos,
F.M.A.
Post scriptum: ao seu almariado algarvio só encontro semelhança no português:
almareado - adj. (de almarear) diz-se de pessoa perturbada, com as faculdades pouco lúcidas. Agoniado, enjoado. Embaciado, baço (referindo-se a metais), in Grande Dicionário da Língua Portuguesa, da Sociedade de Língua Portuguesa.
Aborto
A reboque do julgamento que acontece em Aveiro, mais declaração aqui e ali e acolá, a discussão sobre a lei do aborto volta a estar na ordem do dia. O referendo que trouxe os portugueses a pronunciar-se sobre o assunto foi já no Verão de 1998, há mais de 5 anos portanto. E a discussão que começa agora a emergir traz consigo a necessidade de novo referendo. Ora, a lei que trata o referendo é omissa quanto ao periodo de tempo que deverá mediar entre dois referendos sobre o mesmo objecto. Mas parece pacífico que, sendo o referendo um instrumento democrá¡tico de excelência (amostra da democracia directa que chegou a existir na Grécia), até com consagração constitucional, um periodo de tempo razoavelmente longo seria exigível que decorresse entre um e outro. Caso contrário perderia esta consulta à vontade do povo nítida dignidade política. Seria uma desconsideração grave permitir que recorressem ao referendo quer Governo, quer Assembleia da República, quer um grupo de cidadãos nos termos e prazos previstos na lei (que não conheço), obtendo a autorização do Presidente da República para o fazer, tantas vezes quantas as necessárias para fazerem triunfar a sua posição. Mas a verdade é que já lá vão quase seis anos. Serão suficientes? Face à lei as opiniões são irrelevantes. Mas uma coisa não o é: em seis anos não terão, de certeza, mudado os valores de uma sociedade que recusou então a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
Monday, December 15, 2003
Mário Crespo
Inacreditável a maneira como a RTP se "livrou" de Mário Crespo. Oferecendo à SIC o melhor apresentador de telejornais (não gosto da palavra pivô) da nossa televisão. A opinião é minha, mas é partilhável, basta ligar às 9:00 a SIC-Notícias e deleitar-se.
Julgamento de Saddam
Concordo com a análise feita por Paulo Castro Rangel, professor universitário e comentador político na Antena 1, aos microfones da mesma. Para o julgamento de Saddam 3 cenários se abrem: julgamento em tribunal militar nos EUA- nunca, de rejeitar liminarmente, um erro total; julgamento por um tribunal iraquiano- sim mas não, isto é, até poderia ser se o tribunal tivesse na sua composição juízes e observadores internacionais mas a celeridade que se exige para o julgamento impede que se possa a curto prazo optar pelo Iraque, logo não; julgamento por um tribunal internacional constituído ad hoc, como aconteceu para Milosevic- sim mas com um pequeno mas, a necessidade que entrem na sua composição juízes de origem Muçulmana, e assim evitar a leitura de que esta seria mais uma cruzada dos infieis contra o Islão. Menos dúvidas acerca das características do julgamento: imediato, célere e justo ( e justo, claro está, quer dizer pesada pena para o ditador iraquiano).
Saddam Hussein ou Leitores na diagonal.
Sou o único destes bloggers que ainda não falou aqui de Saddam Hussein. Compreendo que para quem não me conheça, não seja completamente óbvio que rejubilo com a prisão deste facínora. É algo tão natural para mim, que na minha ingénua distracção não me passa pela cabeça que haja quem possa achar o contrário. Mas há. Acredito que não seja por mal.
JCD do Jaquinzinhos faz um apanhado hilariante de vários comentários de certa gauche anti-guerra, anti-americana, anti-capitalismo, anti-liberal, enfim, anti-tanta-coisa. Mas junta uma frase do TMM, deste blog, no mesmo saco. Admitamos, é suspeito. Mas é uma questão de ler direitinho o que lá está escrito: Um resumo de alguma luso-blogosfera numa manhã de Domingo. E antes de citar TMM: Sem hipocrisias.
Se há coisa em que não concordo com TMM (facto visível a quem leia este blog), é na sua perseguição a George W. Bush. Confesso que acho o ser um pouco caricato, mas nada mais de especial. Não é novidade nenhuma ter 1 ex-alcoólico como presidente da república (a Europa foi pioneira nisso), e ainda não me conseguiram convencer que um perfeito anormal (ou alguém completamente louco ou cerebralmente vegetativo) chega a presidente dos USA. Em todo o caso, continuo à espera de argumentos (Michael Moore não me convence porque solta umas mentiras avulsas pelo meio, e exagera - porém, é lúdico).
No que toca à guerra, para que conste, estive e estou de acordo. Como mais ainda estive no caso do Afeganistão. Vejam-se as últimas notícias do Afeganistão, e imediatamente se vê que sem aquela guerra tudo estaria na mesma. Por causa dessa mesma guerra discutem-se lá, e agora, os direitos das mulheres da sociedade afegã. E é nestas alturas que eu tanto aprecio o silêncio daqueles que não se calavam durante a guerra, daqueles que esbracejavam argumentos contra, dos que empunhavam cartazes. Quero ver o que dirão quando daqui a um par de anos o Iraque exportar normalmente e aplicar essas divisas a desenvolver o país.
Voltando ao post em Jaquinzinhos (que é a meu ver um dos melhores blogs nacionais), lamento que haja quem o tenha lido na diagonal, e posto tudo no mesmo saco. E logo autores de Blogs de que gosto bastante. Caros Pedros, qualquer um dos 3 bloggers desta casa está longe de ser um lunático do Bloco de Esquerda (definição efectivamente correcta, mas que não se aplica neste caso), ou teve uma reacção menos contente. Antes pelo contrário. Acredito que a leitura apressada tenha gerado conclusões apressadas. O que já não é o caso deste senhor, que nem na diagonal leu, ou então tem problemas de interpretação de português. Caro Fernando, chamar-me claramente conotado com a esquerda, e falar de anti-americanismo primário, é ofensivo. É claramente ofensivo, é dizer qualquer coisa por dizer. Faça uma coisa, vá lá ler o post de TMM outra vez, e outra, e outra ainda, até entender o que ele diz. Para rematar em beleza, chama-me amigo de Saddam no título do seu post, o que é de um mau gosto atroz.
Last but not least, houve quem entendesse o que TMM queria dizer, e a esses aqui fica também a referência.
JCD do Jaquinzinhos faz um apanhado hilariante de vários comentários de certa gauche anti-guerra, anti-americana, anti-capitalismo, anti-liberal, enfim, anti-tanta-coisa. Mas junta uma frase do TMM, deste blog, no mesmo saco. Admitamos, é suspeito. Mas é uma questão de ler direitinho o que lá está escrito: Um resumo de alguma luso-blogosfera numa manhã de Domingo. E antes de citar TMM: Sem hipocrisias.
Se há coisa em que não concordo com TMM (facto visível a quem leia este blog), é na sua perseguição a George W. Bush. Confesso que acho o ser um pouco caricato, mas nada mais de especial. Não é novidade nenhuma ter 1 ex-alcoólico como presidente da república (a Europa foi pioneira nisso), e ainda não me conseguiram convencer que um perfeito anormal (ou alguém completamente louco ou cerebralmente vegetativo) chega a presidente dos USA. Em todo o caso, continuo à espera de argumentos (Michael Moore não me convence porque solta umas mentiras avulsas pelo meio, e exagera - porém, é lúdico).
No que toca à guerra, para que conste, estive e estou de acordo. Como mais ainda estive no caso do Afeganistão. Vejam-se as últimas notícias do Afeganistão, e imediatamente se vê que sem aquela guerra tudo estaria na mesma. Por causa dessa mesma guerra discutem-se lá, e agora, os direitos das mulheres da sociedade afegã. E é nestas alturas que eu tanto aprecio o silêncio daqueles que não se calavam durante a guerra, daqueles que esbracejavam argumentos contra, dos que empunhavam cartazes. Quero ver o que dirão quando daqui a um par de anos o Iraque exportar normalmente e aplicar essas divisas a desenvolver o país.
Voltando ao post em Jaquinzinhos (que é a meu ver um dos melhores blogs nacionais), lamento que haja quem o tenha lido na diagonal, e posto tudo no mesmo saco. E logo autores de Blogs de que gosto bastante. Caros Pedros, qualquer um dos 3 bloggers desta casa está longe de ser um lunático do Bloco de Esquerda (definição efectivamente correcta, mas que não se aplica neste caso), ou teve uma reacção menos contente. Antes pelo contrário. Acredito que a leitura apressada tenha gerado conclusões apressadas. O que já não é o caso deste senhor, que nem na diagonal leu, ou então tem problemas de interpretação de português. Caro Fernando, chamar-me claramente conotado com a esquerda, e falar de anti-americanismo primário, é ofensivo. É claramente ofensivo, é dizer qualquer coisa por dizer. Faça uma coisa, vá lá ler o post de TMM outra vez, e outra, e outra ainda, até entender o que ele diz. Para rematar em beleza, chama-me amigo de Saddam no título do seu post, o que é de um mau gosto atroz.
Last but not least, houve quem entendesse o que TMM queria dizer, e a esses aqui fica também a referência.
Polónia
A Polónia ameaça tornar-se um caso sério na UE. Ainda não entrou para a UE- a adesão acontece em Maio do próximo ano- e já bate o pé aos chamados países grandes, pondo com isso, inclusivé, em cheque a própria UE. A Polónia- bem como os restantes 9 futuros membros- apesar de não ser ainda parte toma já assento nas cimeiras da UE. A última das quais aconteceu este fim de semana em Bruxelas, onde se iria decidir o futuro da Convenção europeia, fundamental passo para a União. E que não se deu. Porque Polónia e Espanha se opuseram, mostrando a França e Alemanha que não estariam dispostos a aceitar o novo critério de decisão (dupla maioria), que os iria enfraquecer, fazendo antes finca-pé no sistema de decisão aprovado em Nice (cimeira realizada ainda, e só, pelos 15 membros- sem Polónia, portanto- e que visava preparar as instituições europeias para o alargamento, adoptando as devidas alterações legais, sistema de decisão incluído) que tanto beneficiou Espanha e foi generoso com a Polónia. E se é para perdermos poderes não contem com o nosso voto para aprovar a Convençao, disseram sem espinhas.
Vejo a Polónia como a Espanha do Leste.
O impasse está criado e convém que seja ultrapassado, porque europa a duas velocidades não.
Vejo a Polónia como a Espanha do Leste.
O impasse está criado e convém que seja ultrapassado, porque europa a duas velocidades não.
Ainda Alcântara.
Que me desculpe o leitor pelo repisar destas uvas, mas estou atrasado e ficou isto por dizer. Quando há dias atrás publiquei uma fotografia da maquete (manhosa, mas isso é pessoal) da torres de Siza (aliás, da imobiliária, Siza é apenas o arquitecto), o nosso leitor Marco, ofereceu-nos uma fotomontagem das mesmas torres em Hong Kong. Ora, meu caro Marco, brincar às cidades é tão mais fácil em fotomontagem, não é? Que divertido, colar as torres em Hong Kong! Agora, já que o Marco domina tão bem a arte do photoshop, sugeria que deixasse de ser pernicioso, e nos brindasse com as mesmas torres no sítio para onde são planeadas, vistas ali da outra banda, ou do meio da ponte, ou de um cacilheiro. Vá lá, em photoshop é coisita para menos de 5 minutos. E pelo menos sempre brincamos com o exemplo real.
2ª-feira.
De volta ao espaço blogosférico.
Template de novo arranjado, via telefone, a mais de 300 km, durante o fim de semana. Acabei por descobrir o problema.
Bastante que fazer, pouco tempo para postar.
Mas tempo (espero) para umas breves nótulas.
Template de novo arranjado, via telefone, a mais de 300 km, durante o fim de semana. Acabei por descobrir o problema.
Bastante que fazer, pouco tempo para postar.
Mas tempo (espero) para umas breves nótulas.
Sunday, December 14, 2003
Râguebi - CDUP - Revista da semana
Comentários à jornada, pelos Jornais:
Diario Notícias; O JOGO; Infordesporto; Record e a classificação, na Federação, Público
Diario Notícias; O JOGO; Infordesporto; Record e a classificação, na Federação, Público
Saddam Hussein
Um título de post que se irá repetir e repetir nos tempos próximos.
Vou falar da captura, claro. Notícia do momento, do ano se calhar. É que muita coisa irá mudar. Importa ver e acreditar, distanciando-nos do excesso de júbilo americano ("Senhoras e senhores...apanhamo-lo!"), que a captura de Saddam trará não só novo alento ao movimento de transição do regime iraquiano como terá mesmo sido o seu acto final. Agora, as forças da coligação, no prosseguimento do seu plano, encontrarão menos obstáculos, no Iraque mas também no mundo, para levar a bom porto a entrega do poder e da governação do Iraque ao povo iraquiano. Assim queremos todos.
Pena é que ainda não tenha sido concretizado esse ideal de criação de um orgão de justiça penal internacional, onde uma grande maioria dos países mundiais se apresentasse como signatário (todos seria uma utopia?) conscientes que aceitavam um orgão independente, superior e, mais importante, que proferia decisões com força vinculativa. A tentativa de criar o Tribunal Penal Internacional ainda esbarra no insuficiente número de países signatários, entre os quais os EUA, necessários para dotar as suas decisões da referida vinculatividade. É que este era o momento e aquela era a instituição para o mundo julgar Saddam Hussein.
Escusadas foram as imagens dos "exames médicos" ao que mais parecia um velho sem abrigo. Sobretudo quando os próprios americanos criticaram, e com razão, a divulagação das imagens de soldados americanos a darem entrevistas aterrorizados, após terem sido capturados pelo exército iraquiano. Todo o homem tem direito à sua dignidade.
Vou falar da captura, claro. Notícia do momento, do ano se calhar. É que muita coisa irá mudar. Importa ver e acreditar, distanciando-nos do excesso de júbilo americano ("Senhoras e senhores...apanhamo-lo!"), que a captura de Saddam trará não só novo alento ao movimento de transição do regime iraquiano como terá mesmo sido o seu acto final. Agora, as forças da coligação, no prosseguimento do seu plano, encontrarão menos obstáculos, no Iraque mas também no mundo, para levar a bom porto a entrega do poder e da governação do Iraque ao povo iraquiano. Assim queremos todos.
Pena é que ainda não tenha sido concretizado esse ideal de criação de um orgão de justiça penal internacional, onde uma grande maioria dos países mundiais se apresentasse como signatário (todos seria uma utopia?) conscientes que aceitavam um orgão independente, superior e, mais importante, que proferia decisões com força vinculativa. A tentativa de criar o Tribunal Penal Internacional ainda esbarra no insuficiente número de países signatários, entre os quais os EUA, necessários para dotar as suas decisões da referida vinculatividade. É que este era o momento e aquela era a instituição para o mundo julgar Saddam Hussein.
Escusadas foram as imagens dos "exames médicos" ao que mais parecia um velho sem abrigo. Sobretudo quando os próprios americanos criticaram, e com razão, a divulagação das imagens de soldados americanos a darem entrevistas aterrorizados, após terem sido capturados pelo exército iraquiano. Todo o homem tem direito à sua dignidade.
Vulcanologia
Seguinfo JPP no seu Abrupto, fui até ao vulcão mais recente a entrar em actividade.
O Piton de la Fournaise, algures no Índico. Que espetacular.
Vou de imediato mandar a minha mãe, essa coleccionadora de vulcões, pedras e minerais.
Um dia mostro aqui. Entretanto deleitem-se com a imagem.
Aparecida no mesmo site, publicada pelo Le Journal de l’Ile de la Réunion.
O Piton de la Fournaise, algures no Índico. Que espetacular.
Vou de imediato mandar a minha mãe, essa coleccionadora de vulcões, pedras e minerais.
Um dia mostro aqui. Entretanto deleitem-se com a imagem.
Aparecida no mesmo site, publicada pelo Le Journal de l’Ile de la Réunion.
Sousa Franco
Acabo de ler a Visão desta semana.
Para além de irritar com a quantidade de publicidade que traz, começa a soar a informação tendenciosa.
Cá está, mais um exemplo de como a imprensa é estranha.
Que critério para entrevistar um dos homens que nos levou à falência?
É impressionante a disfaçatez de António Sousa Franco.
A lata! Mas que moral tem ele? Inacreditável.
Para além de irritar com a quantidade de publicidade que traz, começa a soar a informação tendenciosa.
Cá está, mais um exemplo de como a imprensa é estranha.
Que critério para entrevistar um dos homens que nos levou à falência?
É impressionante a disfaçatez de António Sousa Franco.
A lata! Mas que moral tem ele? Inacreditável.
Diário Notícias
Apesar de tudo, o único imparcial dos diários de referência portugueses.
Mais informativo do que deformativo/opinativo.
Ver hoje, pequenas entrevistas aos Presidentes da Câmara do Porto e de Lisboa.
Até que enfim temos Homem no Porto! Mesmo que não ganhe as próximas eleições, dá para ver a diferença.
Na postura, na honestidade, na transparência, no rigor, na preocupação social.
Um verdadeiro Social Democrata, ao contrário dos pseudo-socialistas de pacotilha que o precederam no cargo. E do pseudo-médicos nortistas elitistas da margem sul. Esses, de social, têm o cartão de utente.
E despois dizem que não há diferenças entre o Ps e o PSD. Elas estão aí. O problema é que o PSD anda a fazer o trabalho que devia ser do PS. O tal papel regulador e corrector de assimetrias sociais que devia ser função do Estado. E que não é apologia da Direita Liberal-democrata. Mas e daí, talvez seja a vantagem do Partido social Democrata. Assumir-se como Social-democrata e ir ao terreno de luta por excelencia dos Socializantes. O que lhe dá crédito e o torna imbatível.
Mais informativo do que deformativo/opinativo.
Ver hoje, pequenas entrevistas aos Presidentes da Câmara do Porto e de Lisboa.
Até que enfim temos Homem no Porto! Mesmo que não ganhe as próximas eleições, dá para ver a diferença.
Na postura, na honestidade, na transparência, no rigor, na preocupação social.
Um verdadeiro Social Democrata, ao contrário dos pseudo-socialistas de pacotilha que o precederam no cargo. E do pseudo-médicos nortistas elitistas da margem sul. Esses, de social, têm o cartão de utente.
E despois dizem que não há diferenças entre o Ps e o PSD. Elas estão aí. O problema é que o PSD anda a fazer o trabalho que devia ser do PS. O tal papel regulador e corrector de assimetrias sociais que devia ser função do Estado. E que não é apologia da Direita Liberal-democrata. Mas e daí, talvez seja a vantagem do Partido social Democrata. Assumir-se como Social-democrata e ir ao terreno de luta por excelencia dos Socializantes. O que lhe dá crédito e o torna imbatível.
Iraque - Saddam
A notícia acabou de sair, na TSF.
Saddam Hussein foi preso em Tikrit, hoje.
Nem sei o que pensar ou o que sentir.
É estranho, porque com tanta revolta contra os Americanos, estamos quase do lado do vilão nesta história.
Sem razão para isso, o que diz bem da política desastrada do Caminhante Arbusto Júnior.
Saddam Hussein foi preso em Tikrit, hoje.
Nem sei o que pensar ou o que sentir.
É estranho, porque com tanta revolta contra os Americanos, estamos quase do lado do vilão nesta história.
Sem razão para isso, o que diz bem da política desastrada do Caminhante Arbusto Júnior.
Madeira
Alberto João já passou há dez anos o prazo de validade. Somos o único país da Europa onde não há democracia numa região. É embaraçoso, humilhante, um desgosto nacional.
Proponho uma linha de acção contínua na blogosfera, para apoiar a oposição a Jardim nas próximas eleições na Madeira.
Ele tem de ser derrubado.
Jardim prá RUA.
Proponho uma linha de acção contínua na blogosfera, para apoiar a oposição a Jardim nas próximas eleições na Madeira.
Ele tem de ser derrubado.
Jardim prá RUA.
STASI
O nome da famosa lei da Laicidade Imposta é infeliz.
Não conseguiam arranjar já agora uma lei chamada KGB? ou CIA?
( Stasi foi a polícia secreta do Comunismo da DDR)
Não conseguiam arranjar já agora uma lei chamada KGB? ou CIA?
( Stasi foi a polícia secreta do Comunismo da DDR)
O Véu Islâmico - a lei Stasi em França - a Laicidade
Muito interessante a visão de Nuno, da Rua da Judiaria, sobre o assunto.
Concordo muito com o seu ponto de vista, quando fala de uma imposição quase inquisitorial.
É o laicicismo a impor a sua religião de certa forma.
Mas pense como reage uma democracia a credos anti-democráticos. Se encontrar resposta fácil, ao menos diga-me que não concorda em tudo que o Governo de Israel tem feito. Por favor. Acredite que compreendo o desespero dos Israelitas. A questão é muito idêntica À frança e aos véus. E também aqui, não concordo com os métodos.
E agora? Que fazemos? É que em Roma pode haver mesquitas. Em Meca e Medina nunca poderá haver Igrejas.
Concordo muito com o seu ponto de vista, quando fala de uma imposição quase inquisitorial.
É o laicicismo a impor a sua religião de certa forma.
Mas pense como reage uma democracia a credos anti-democráticos. Se encontrar resposta fácil, ao menos diga-me que não concorda em tudo que o Governo de Israel tem feito. Por favor. Acredite que compreendo o desespero dos Israelitas. A questão é muito idêntica À frança e aos véus. E também aqui, não concordo com os métodos.
E agora? Que fazemos? É que em Roma pode haver mesquitas. Em Meca e Medina nunca poderá haver Igrejas.
Saturday, December 13, 2003
União Europeia
Desde a revolução Industrial, a Inglaterra esteve na crista da onda, e pior do que isso, esteve por cima. As invejas são óbvias, assim como o instinto de cópia do modelo inglês. Só que nunca foram iguais ao original, e com os últimos acontecimentos se prova que as razões para a desconfiança Inglesa nesta União eram pertinentes. Não se pode confiar na Alemanha nem na França para fazer uma moeda única.
O euro-cepticismo está no auge. Salva-se a atitude da Espanha, aluno bem-comportado das estratégias Inglesas. Aznar, esse Azno (achavamos nós!) deu uma sapatada na história, outra nos Franco-godos, e declarou que ia à próxima reunião do G-8 (!). Com um SUPERAVIT de 3% no bolso para mostrar(?). Com humildade, contenção nos salários, consumo frugal, e muito trabalho. Isto, num país que não o é, com povos que não se aceitam como iguais, é obra.
Se o país basco faz as suas próprias leis, tem os seus próprios tribunais e polícia, se a Catalunha e a Galiza e as Astúrias para lá caminham... a única diferença, para além das embaixadas, e das formalidades, e da história formal, ... entre Portugal e eles... é termos exército. Sendo ele fraquíssimo...porque não uma estratégia comum entre os Governos e Representantes máximos Nacionais da IBERIA? Já que o temos de fazer com os outros todos, e já que sós não nos ouvem!
Juntos, reparem, somos 60 milhões de pessoas. Não temos peso. Nós passamos a ser UM dos pesos pesados. E porque não, algo do género, salvaguardando a nacionalidade?
O euro-cepticismo está no auge. Salva-se a atitude da Espanha, aluno bem-comportado das estratégias Inglesas. Aznar, esse Azno (achavamos nós!) deu uma sapatada na história, outra nos Franco-godos, e declarou que ia à próxima reunião do G-8 (!). Com um SUPERAVIT de 3% no bolso para mostrar(?). Com humildade, contenção nos salários, consumo frugal, e muito trabalho. Isto, num país que não o é, com povos que não se aceitam como iguais, é obra.
Se o país basco faz as suas próprias leis, tem os seus próprios tribunais e polícia, se a Catalunha e a Galiza e as Astúrias para lá caminham... a única diferença, para além das embaixadas, e das formalidades, e da história formal, ... entre Portugal e eles... é termos exército. Sendo ele fraquíssimo...porque não uma estratégia comum entre os Governos e Representantes máximos Nacionais da IBERIA? Já que o temos de fazer com os outros todos, e já que sós não nos ouvem!
Juntos, reparem, somos 60 milhões de pessoas. Não temos peso. Nós passamos a ser UM dos pesos pesados. E porque não, algo do género, salvaguardando a nacionalidade?
Cimeira Europeia 2003
É uma imagem forte, penso que nunca me irei esquecer.
O primeiro-ministro da Polónia a chegar de cadeira de rodas à cimeira.
Aquele homem, é dos tesos, que nos fazem falta. Num momento de viragem, histórico, não se vergou, só porque os países ricos e poderosos lhe estendem o tapete vermelho da União europeia. Os polacos habituaram-nos ao longo da história a isto. Emociona-me e galvaniza-me esta atitude.
A Polónia não aceita discriminações. Um NÃO foi o que França e Alemanha mereceram ouvir.
Que moral têm, depois deitaram abaixo uma das bases do (que acreditámos fosse o) caminho para a União? Para não perderem votos, não tomando medidas impopulares, de restrição! Para manterem o poder! Não são capazes? RUA!
Para isso há democracias!
Eu sei eu sei, o caso da França é complicado: o PSF está de frangalhos, depois de Jospin ter percebido que perdeu crédito ao ligar-se a Comunistas, e perdeu a mão no país ao não passar à 2ª volta das eleições presidenciais. Contribuiu para que a extrema esquerda pulverizasse o seu terreno político, em mais fragmentos do que à direita. A esquerda tornou-se uma feira de vaidades ede intelectuais à Carrilho, em França.
De qualquer modo, a França não aguentou a Desistência de Jospin da vida política, o PSF definhou, a esquerda perdeu folgor e a direita, com Raffarinm tomou o Poder. É uma direita capaz, mas perigosa. Está cheia de gente ambiciosa, como o Cão-Polícia Sarkozy, inicialmente julgado como Fascista. Revelou uma postura hábil, resposta pronta, desassombrada perante os problemas mais caros à esquerda intelectual. Esta, ficou paralisada por não ter Católicos conservadores com ideias do Baú-da-avó-do-sotão.
O estilo populista de Sarkozy trouxe-lhe simpatias do povo genuíno, esses proletários que acham que não o são, só porque estão num call-center e não numa siderurgia. Não é novo, é dos livros. Mas lutar no terreno da esquerda, dar ao povo o que o povo quer (por ambições pessoais) é perigoso. Pde levar o país à bancarrota. Raffarin, mais pausado, não tem mão neste ministro. E pior que isso, está a governar à sua imagem. Pragamático, despachado, popular. estoura-se o orçamento, não se vai à guerra. são opções.
Os Ingleses nunca deixariam a Economia na VERGONHA que os Franceses deixaram. Sabem muito. Por isso, não precisam de ser muito hipócritas nem de contar tostões para dar a cara às feras. Mesmo que não digam o motivo principal. E deixem a liderança para um atrasado mental como o Arbusto Júnior. Os motivos estão lá.
Mas, depois de relacionar o "não" Alemão e Francês a esta guerra com a calamidade das economias internas dos seus países, uma pergunta permanece. Preocupante, avassaladora: mas e a Alemanha? Como embalou na aventura do défice excessivo?! A resposta é uma: Schroeder e a sua administração TÊM de ser uns incompetentes. No meu entender, o OST não pode pagar por tudo. Não acredito. Não pode ser a única causa.
Mas o que preocupa mais é isto: a alternativa é Stoiber, esse bávaro que, podendo ser capaz, carrega consigo a contradição católica Vs Protestante da alemanha, e acorda pesadelos profundos do passado. Será este possível racista intolerante, conservador a única face possível da CDU? Estará a Europa entregue a um SPD sem crédito?
Em todo o caso, o pior aconteceu. A Alemanha, a reserva de seriedade, de pujança, de vigor, está de rastos. É grave, é muito grave. As pessoas não se dão conta, mas é muito grave.
O primeiro-ministro da Polónia a chegar de cadeira de rodas à cimeira.
Aquele homem, é dos tesos, que nos fazem falta. Num momento de viragem, histórico, não se vergou, só porque os países ricos e poderosos lhe estendem o tapete vermelho da União europeia. Os polacos habituaram-nos ao longo da história a isto. Emociona-me e galvaniza-me esta atitude.
A Polónia não aceita discriminações. Um NÃO foi o que França e Alemanha mereceram ouvir.
Que moral têm, depois deitaram abaixo uma das bases do (que acreditámos fosse o) caminho para a União? Para não perderem votos, não tomando medidas impopulares, de restrição! Para manterem o poder! Não são capazes? RUA!
Para isso há democracias!
Eu sei eu sei, o caso da França é complicado: o PSF está de frangalhos, depois de Jospin ter percebido que perdeu crédito ao ligar-se a Comunistas, e perdeu a mão no país ao não passar à 2ª volta das eleições presidenciais. Contribuiu para que a extrema esquerda pulverizasse o seu terreno político, em mais fragmentos do que à direita. A esquerda tornou-se uma feira de vaidades ede intelectuais à Carrilho, em França.
De qualquer modo, a França não aguentou a Desistência de Jospin da vida política, o PSF definhou, a esquerda perdeu folgor e a direita, com Raffarinm tomou o Poder. É uma direita capaz, mas perigosa. Está cheia de gente ambiciosa, como o Cão-Polícia Sarkozy, inicialmente julgado como Fascista. Revelou uma postura hábil, resposta pronta, desassombrada perante os problemas mais caros à esquerda intelectual. Esta, ficou paralisada por não ter Católicos conservadores com ideias do Baú-da-avó-do-sotão.
O estilo populista de Sarkozy trouxe-lhe simpatias do povo genuíno, esses proletários que acham que não o são, só porque estão num call-center e não numa siderurgia. Não é novo, é dos livros. Mas lutar no terreno da esquerda, dar ao povo o que o povo quer (por ambições pessoais) é perigoso. Pde levar o país à bancarrota. Raffarin, mais pausado, não tem mão neste ministro. E pior que isso, está a governar à sua imagem. Pragamático, despachado, popular. estoura-se o orçamento, não se vai à guerra. são opções.
Os Ingleses nunca deixariam a Economia na VERGONHA que os Franceses deixaram. Sabem muito. Por isso, não precisam de ser muito hipócritas nem de contar tostões para dar a cara às feras. Mesmo que não digam o motivo principal. E deixem a liderança para um atrasado mental como o Arbusto Júnior. Os motivos estão lá.
Mas, depois de relacionar o "não" Alemão e Francês a esta guerra com a calamidade das economias internas dos seus países, uma pergunta permanece. Preocupante, avassaladora: mas e a Alemanha? Como embalou na aventura do défice excessivo?! A resposta é uma: Schroeder e a sua administração TÊM de ser uns incompetentes. No meu entender, o OST não pode pagar por tudo. Não acredito. Não pode ser a única causa.
Mas o que preocupa mais é isto: a alternativa é Stoiber, esse bávaro que, podendo ser capaz, carrega consigo a contradição católica Vs Protestante da alemanha, e acorda pesadelos profundos do passado. Será este possível racista intolerante, conservador a única face possível da CDU? Estará a Europa entregue a um SPD sem crédito?
Em todo o caso, o pior aconteceu. A Alemanha, a reserva de seriedade, de pujança, de vigor, está de rastos. É grave, é muito grave. As pessoas não se dão conta, mas é muito grave.
FORÇA FERRO! FORÇA PS!
Como escrevi e previ neste blog, a polémica " affaire Lusíada" esvaziou-se.
De facto, foi um case-study para a compreensão do fenómeno de inter-ligação Poder_político poder-mediático.
Saltaram para fora do cesto, mesmo depois das explicações cabais e claras do Ministro Morais Sarmento, as serpentes do costume.
Percebe-se o patético que é ter Santos Silva desautorizado por Ferro um dia depois das suas declarações inflamadas. Que mal que lhe fica, esse símbolo do Porto em Lisboa. Esse ambicioso, que lhe tomou o gosto após ser ministro.
De facto, ficava bem centrar o debate em coisas sérias. O debate é legítimo e o desacordo faz parte da vida política. É importante, uns tempos mais tarde, que o Ps volte ao governo. Para pôr as coisas a funcionar à sua maneira. Ou seja, em vez de gastar com o OE, fazer o Estado gastar melhor. Isto se ainda acreditam nisso. É a reforma mais necessária.
Agora, isto de andara tapar buracos do governo Guterres e ainda por cima ser apontado a dedo por o fazer ,é no mínimo ridículo.
Este caso põe a nu o desnorte do PS e de alguns media. Ora, ninguém quer um PS fraco. Pôe em perigo a democracia.
Força PS! Estamos connvosco! (se não somos nós, quem os vai animar?)
De facto, foi um case-study para a compreensão do fenómeno de inter-ligação Poder_político poder-mediático.
Saltaram para fora do cesto, mesmo depois das explicações cabais e claras do Ministro Morais Sarmento, as serpentes do costume.
Percebe-se o patético que é ter Santos Silva desautorizado por Ferro um dia depois das suas declarações inflamadas. Que mal que lhe fica, esse símbolo do Porto em Lisboa. Esse ambicioso, que lhe tomou o gosto após ser ministro.
De facto, ficava bem centrar o debate em coisas sérias. O debate é legítimo e o desacordo faz parte da vida política. É importante, uns tempos mais tarde, que o Ps volte ao governo. Para pôr as coisas a funcionar à sua maneira. Ou seja, em vez de gastar com o OE, fazer o Estado gastar melhor. Isto se ainda acreditam nisso. É a reforma mais necessária.
Agora, isto de andara tapar buracos do governo Guterres e ainda por cima ser apontado a dedo por o fazer ,é no mínimo ridículo.
Este caso põe a nu o desnorte do PS e de alguns media. Ora, ninguém quer um PS fraco. Pôe em perigo a democracia.
Força PS! Estamos connvosco! (se não somos nós, quem os vai animar?)
Friday, December 12, 2003
A Laicidade do Estado.
Em França está a tornar-se numa verdadeira polémica.
Senão veja-se as páginas do Monde.
Mais uma vez recomendo a imprensa estrangeira, que é no geral de primeira qualidade.
A imprensa nacional é uma desilusão concentrada em dois grandes grupos editoriais que repetem notícias entre si, num ping-pong desenfreado, com poucas novidades. As redacções estão submergidas por regras absurdas, que têm hoje pouco a ver com a objectividade jornalística.
Começa e acaba no desporto. Mas enquanto Lisboa não perceber isto, como é que querem que o resto do País perceba??
Os media valem mais que o Parlamento.
Está tudo dito sobre ESTA República/ Democracia.
Senão veja-se as páginas do Monde.
Mais uma vez recomendo a imprensa estrangeira, que é no geral de primeira qualidade.
A imprensa nacional é uma desilusão concentrada em dois grandes grupos editoriais que repetem notícias entre si, num ping-pong desenfreado, com poucas novidades. As redacções estão submergidas por regras absurdas, que têm hoje pouco a ver com a objectividade jornalística.
Começa e acaba no desporto. Mas enquanto Lisboa não perceber isto, como é que querem que o resto do País perceba??
Os media valem mais que o Parlamento.
Está tudo dito sobre ESTA República/ Democracia.
PEDE-SE AJUDA...
...A QUEM PERCEBA mais do que eu de html.
Não consigo pôr o template como estava, e comparando-o com um original não há diferenças que saltem à vista.
Alguém sabe se este erro é habitual? Alguém sabe como corrigir este afunilar do texto?
Alguém pode ajudar? Desde já se agradece toda a ajuda...
Não consigo pôr o template como estava, e comparando-o com um original não há diferenças que saltem à vista.
Alguém sabe se este erro é habitual? Alguém sabe como corrigir este afunilar do texto?
Alguém pode ajudar? Desde já se agradece toda a ajuda...
Sorteio 2
Tal como nos partidos políticos também nos clubes de futebol somos pluralistas. Calhou o Rosenborg ao Benfica. Teve a sorte do sorteio, o Rosenborg é um clube perfeitamente ao alcance do benfica, que tem mais futebol que os noruegueses, ainda por cima estes acabam agora a época, e quando defrontarem o clube da Luz estarão em fase de pré-temporada. E no mês de Março as temperaturas na Noruega já não serão tão agrestes, factor não dispiciendo. Ao contrário de Camacho, acho que o benfica é claramente favorito, e não é caso para os costumeiros 50/50. Camacho, mais uma vez, foi humilde e modesto em excesso. Vá lá, desta vez a àguia ainda levanta voo.
Já agora, falo dos comentários de Luís César, enviado do FCP a Nion, que se referiu a José Mourinho como timoneiro. Disse o senhor, e cito, que a partir de agora "é tiro e queda, seja chumbo míudo, graúdo ou zagalote alguém tem de cair". Palavras sábias. Só não acho muito polido que se considere a capacidade de fogo de Nistelrooy e companhia como chumbo míudo.
Já agora, falo dos comentários de Luís César, enviado do FCP a Nion, que se referiu a José Mourinho como timoneiro. Disse o senhor, e cito, que a partir de agora "é tiro e queda, seja chumbo míudo, graúdo ou zagalote alguém tem de cair". Palavras sábias. Só não acho muito polido que se considere a capacidade de fogo de Nistelrooy e companhia como chumbo míudo.
Sorteio
Com os ouvidos na Suiça ouço que calha o Manchester United ao FCPorto. Sorteio é sorteio e não havia muito por onde escolher, até porque quem chega até aqui não é por acaso. Mas foi o Manchester. Seja então o Manchester. Não temos medo. Podemos perder, mas também podemos ganhar, porque não? Uma coisa é certa, vão ser dois grandes jogos de futebol. Estamos confiantes.
Avaria.
Já nos apercebemos da avaria no template deste blog.
O dia de hoje é complicado em termos de trabalho, mas tentaremos tão breve quanto possível corrigir o erro.
Até lá, o melhor é ler só os posts mais recentes.
O dia de hoje é complicado em termos de trabalho, mas tentaremos tão breve quanto possível corrigir o erro.
Até lá, o melhor é ler só os posts mais recentes.
Tintim
A mim tanto se me dá como. Pois já todos li e li. Mas ainda assim, não consigo aceitar que o Público, que teve a excelente ideia de publicar a obra completa do tintim ( menos, julgo, o tintim "No país dos sovietes"- Matos, é o título de um livro, não desates a espancar-me num próximo post!), não o faça ordenadamente. Esta semana sai o 7, para a próxima vem o 12, e na seguinte, olha!, o 3!! Alguém percebe? Sobretudo porque deve ser, devia ser, totalmente indiferente para a editora portuguesa do tintim, e que autorizou o Público a publicar, a ordem em que este sai. E sair por ordem até o valoriza. É que nem todos as aventuras do tintim têm sequência, mas algumas têm, e mais ainda as personagens, que saltitam muito da história para história ( e essa é para mim uma das maiores mestrias de Hérge). Mas pronto, melhor que nada.
Prémio
Para o pior nome de um programa de televisão que alguma vez existiu. Nunca vi o programa e por isso o prémio queda-se pelo título. Chama-se "Ou bai ou rocha" e passa na SIC a horas que, felizmente, os mais ajuízados já dormem ou bebem copos no Bairro Alto. Rochava-se-lhe era a cabeça!
Thursday, December 11, 2003
Emigração X Acolhimento
No seguimento do post de F.M.A., e ao envio do mesmo ao Abrupto, que iniciou a reflexão.
VER o post abaixo, "O VÉU".
Emigra-se, ainda hoje, por um sonho de melhorar a vida, de ter oportunidade, de ganhar dinheiro, usufruir de condições de que no país de origem talvez não haja.
A coabitação de culturas diferentes num mesmo local, apesar de uma constante ao longo da história da Humanidade, não se pode reclamar pacífica. Por mais respeitadora que fosse a sociedade acolhedora, sempre houve problemas. Houve povos que se tornaram integradores totais, como os Romanos, outros que se limitaram à interacção sem evolução e miscigenação, como as diversas tribos africanas. Outros ainda tornaram-se em comunidades errantes sem terra, como os Ciganos e os Judeus. O normal foi a evolução para comunidades distintas e separadas no território.
Recomendo um ponto de vista útil, desde que não o único: David S. Landes, e o seu " The Wealth & Poverty of Nations". É uma visão lúcida, sem ideologia, fazendo uma análise surpreendente à história da Humanidade.
Se a organização de estado fosse em todos os países do mundo voltada para a liberdade de escolha, haveria condições para que cada um pudesse aspirar ao mínimo legítimo : Saúde, Habitação, Educação e Trabalho. Os países de origem dos emigrantes não o fazem ainda. Os direitos das mulheres e das crianças não são respitados, a população está arredada do processo e da eleição para ter representantes no poder. Há oligarquias que se perpetuam, e que quando os problemas sociais apertam, entram em deriva fundamentalista. É fácil e delega responsabilidades no mundo ocidental, colonizador. Mudanças, veêm-se muito poucas.
Por outro lado, nas comunidades deslocadas, criam-se os tais fenómenos de controle social e de hermetismo que derivam não poucas vezes em fundamentalismos religiosos. A questão encerra uma negação, ou incapacidade destas comunidades em gerirem uma escolha individual. A vida assenta num código moral e numa aprovação comunitária. Sentem-se sem referências, e as que encontram estão ligadas à sua diferença fundamental: a religião.
Interessante, também como pista, a leitura de alguns sociólogos do princípio do século XX, como Durkheim, Zimmel, Walter Benjamin, sobre a Cidade, a noção de estrangeiro numa cidade, do imaginário colectivo comum, sobre a identidade individual, a relação do Indivíduo com o meio, o controle social, a assimilação, ou não-assimilação, a liberdade de escolha individual, o relativo anonimato. Por acaso ou não... são todos judeus.
Há que lembrar, que estudar e ter atenção os fenómenos que levaram ao anti-semitismo. Ele não é exclusivo do NAcional- SoZIalismo, antes herança da Idade Média e da Inquisição vinda de Roma. Está presente em TODOS os países da Europa, desde a expulsão dos Marranos (porco em Espanhol) da Península, até ao "affaire" Dreyfuss no virar do Séc.XIX para o Séc.XX, em França. É um exemplo típico de comunidade hermética, que levou a problemas gravíssimos.
O essencial a reter desta reflexão, é que as cidades ocidentais permitem que em si hajam identidades que são contrárias ao próprio conceito e espírito de si mesmas. Tal como a Democracia. Só que enquanto é inaceitável hoje um Fascismo ou um Comunismo, será que vamos aceitar o fundamentalismo do véu por quanto tempo? Não se estará a criar um anti-islamismo?
VER o post abaixo, "O VÉU".
Emigra-se, ainda hoje, por um sonho de melhorar a vida, de ter oportunidade, de ganhar dinheiro, usufruir de condições de que no país de origem talvez não haja.
A coabitação de culturas diferentes num mesmo local, apesar de uma constante ao longo da história da Humanidade, não se pode reclamar pacífica. Por mais respeitadora que fosse a sociedade acolhedora, sempre houve problemas. Houve povos que se tornaram integradores totais, como os Romanos, outros que se limitaram à interacção sem evolução e miscigenação, como as diversas tribos africanas. Outros ainda tornaram-se em comunidades errantes sem terra, como os Ciganos e os Judeus. O normal foi a evolução para comunidades distintas e separadas no território.
Recomendo um ponto de vista útil, desde que não o único: David S. Landes, e o seu " The Wealth & Poverty of Nations". É uma visão lúcida, sem ideologia, fazendo uma análise surpreendente à história da Humanidade.
Se a organização de estado fosse em todos os países do mundo voltada para a liberdade de escolha, haveria condições para que cada um pudesse aspirar ao mínimo legítimo : Saúde, Habitação, Educação e Trabalho. Os países de origem dos emigrantes não o fazem ainda. Os direitos das mulheres e das crianças não são respitados, a população está arredada do processo e da eleição para ter representantes no poder. Há oligarquias que se perpetuam, e que quando os problemas sociais apertam, entram em deriva fundamentalista. É fácil e delega responsabilidades no mundo ocidental, colonizador. Mudanças, veêm-se muito poucas.
Por outro lado, nas comunidades deslocadas, criam-se os tais fenómenos de controle social e de hermetismo que derivam não poucas vezes em fundamentalismos religiosos. A questão encerra uma negação, ou incapacidade destas comunidades em gerirem uma escolha individual. A vida assenta num código moral e numa aprovação comunitária. Sentem-se sem referências, e as que encontram estão ligadas à sua diferença fundamental: a religião.
Interessante, também como pista, a leitura de alguns sociólogos do princípio do século XX, como Durkheim, Zimmel, Walter Benjamin, sobre a Cidade, a noção de estrangeiro numa cidade, do imaginário colectivo comum, sobre a identidade individual, a relação do Indivíduo com o meio, o controle social, a assimilação, ou não-assimilação, a liberdade de escolha individual, o relativo anonimato. Por acaso ou não... são todos judeus.
Há que lembrar, que estudar e ter atenção os fenómenos que levaram ao anti-semitismo. Ele não é exclusivo do NAcional- SoZIalismo, antes herança da Idade Média e da Inquisição vinda de Roma. Está presente em TODOS os países da Europa, desde a expulsão dos Marranos (porco em Espanhol) da Península, até ao "affaire" Dreyfuss no virar do Séc.XIX para o Séc.XX, em França. É um exemplo típico de comunidade hermética, que levou a problemas gravíssimos.
O essencial a reter desta reflexão, é que as cidades ocidentais permitem que em si hajam identidades que são contrárias ao próprio conceito e espírito de si mesmas. Tal como a Democracia. Só que enquanto é inaceitável hoje um Fascismo ou um Comunismo, será que vamos aceitar o fundamentalismo do véu por quanto tempo? Não se estará a criar um anti-islamismo?
WALL OF SOUND
No Público, a seguinte notícia.
TSF, notícia que cursos de Medicina vão ser abertos, vários em Universidades Privadas, salvo erro 300 vagas a mais por ano. Quantas é que existem ao todo, actualmente? E quantas foram criadas nos últimos 20 anos? Noutra notícia, no DN, proõe-se a resolução das listas de espera também com apoio nos Privados. Para além de irem contra interesses corporativos instalados, delegam nos privados, aquilo que não espera que o Estado faça. Chama-se política Social-Liberal, para quem diga ainda que o PS é igual ao PSD.
Penso que o PS está em luta mediática muito intensa, depois do Escândalo Açores. Não entendo de outra forma o seguinte: - Várias notícias ao mesmo tempo, algumas sem fundamento e outras sem novidades, espalhando brasas e desviando a atenção do público de como PS bate no fundo (nos Açores).
Por exemplo a notícia no Público de Constâncio sobre o Défice. A questão mantém-se em relação a este Senhor. Porque esteve ele calado entre 1999 e 2002? Porque não teve uma intervenção antes do célebre artigo de Cavaco Silva no DN, sobre o Monstro Défice? Claramente uma notícia para criar a "wall of sound", que nos impede, de olhar para o fundo do poço onde caiu o Partido Socialista.
Ou ainda na TSF, Saldanha Sanches. Com a sua "esposa", o " MAIS MEDIÀTICO CASAL" de Portugal. Alguém percebe porque se lhes dá tanta cobertura?
Just another brick in the wall...
TSF, notícia que cursos de Medicina vão ser abertos, vários em Universidades Privadas, salvo erro 300 vagas a mais por ano. Quantas é que existem ao todo, actualmente? E quantas foram criadas nos últimos 20 anos? Noutra notícia, no DN, proõe-se a resolução das listas de espera também com apoio nos Privados. Para além de irem contra interesses corporativos instalados, delegam nos privados, aquilo que não espera que o Estado faça. Chama-se política Social-Liberal, para quem diga ainda que o PS é igual ao PSD.
Penso que o PS está em luta mediática muito intensa, depois do Escândalo Açores. Não entendo de outra forma o seguinte: - Várias notícias ao mesmo tempo, algumas sem fundamento e outras sem novidades, espalhando brasas e desviando a atenção do público de como PS bate no fundo (nos Açores).
Por exemplo a notícia no Público de Constâncio sobre o Défice. A questão mantém-se em relação a este Senhor. Porque esteve ele calado entre 1999 e 2002? Porque não teve uma intervenção antes do célebre artigo de Cavaco Silva no DN, sobre o Monstro Défice? Claramente uma notícia para criar a "wall of sound", que nos impede, de olhar para o fundo do poço onde caiu o Partido Socialista.
Ou ainda na TSF, Saldanha Sanches. Com a sua "esposa", o " MAIS MEDIÀTICO CASAL" de Portugal. Alguém percebe porque se lhes dá tanta cobertura?
Just another brick in the wall...
Imprensa nacional
O dia é pródigo em Notícias.
Na Sic notícias de ontem, na Visão, no Dn e na TSF, o relevo é para o affaire Lusíada, no que me parece ser um daqueles casos de má cobertura jornalística. Pelo que ouvi do Ministro Morais Sarmento na Sic notícias, é bastante claro que a Cooperativa Lusíada passa a Fundação Lusíada no tempo do Governo Guterres. Este Governo simplesmente decide a atribuição de " interesse público " e nega-lhe a " Utilidade Pública". Mais nada. No entanto, corre praí tinta e grita-se em Foruns. Imprensa portuguesa.
Aliás, Santana Lopes tem um artigo interessante , hoje no DN, sobre um dos assuntos subjacentes: a falta de comunicação do Governo. As políticas até estariam a ser boas, o Governo é que não as comunica. Mantenho que a comunicação Social em Portugal é tendencialemente de Esquerda. Como é que o Governo há-de comunicar se a sua área ideológica não domina os media, e se estes boicotam a sua acção?
Há, no entanto algumas excepções à falta de informação. Na Sic Notícias, António José Teixeira levanta a questão central e realmente importante: porque se demora menos a responder a uma notícia nos media do que a um deputado no Parlamento? Se há esse problema, o Parlamento não funciona. A Democracia não funciona. Não há fiscalização das políticas do governo. Os Media são efectivamente essa fiscalização. são realmente o poder. Ser oposição é ser cenário.
Ora, isso não pode ser. A democracia, se acreditamos nela, tem de funcionar plenamente, nas instituições. Se o comentador da Sic Notícias está enganado, isso significa o seguinte: o Deputado Comunista Lino de Carvalho servido por jornalistas ligados ao PS, antes de se dirigir ao Governo, criou um facto político com alarido, sem o mínimo fundamento, facilmente desmontável pelo Ministro Morais Sarmento.
O que nos deixa com as questão seguintes:- Nº1 - O governo está a governar mal? - Nº2 - Alguns media são pagos para dar notícias? - Nº3 - Alguns outros media serão incompetentes? - Nº4 - A oposição não tem mais nada para dizer?
Têm de concordar que é no mínimo assustador.
Na Sic notícias de ontem, na Visão, no Dn e na TSF, o relevo é para o affaire Lusíada, no que me parece ser um daqueles casos de má cobertura jornalística. Pelo que ouvi do Ministro Morais Sarmento na Sic notícias, é bastante claro que a Cooperativa Lusíada passa a Fundação Lusíada no tempo do Governo Guterres. Este Governo simplesmente decide a atribuição de " interesse público " e nega-lhe a " Utilidade Pública". Mais nada. No entanto, corre praí tinta e grita-se em Foruns. Imprensa portuguesa.
Aliás, Santana Lopes tem um artigo interessante , hoje no DN, sobre um dos assuntos subjacentes: a falta de comunicação do Governo. As políticas até estariam a ser boas, o Governo é que não as comunica. Mantenho que a comunicação Social em Portugal é tendencialemente de Esquerda. Como é que o Governo há-de comunicar se a sua área ideológica não domina os media, e se estes boicotam a sua acção?
Há, no entanto algumas excepções à falta de informação. Na Sic Notícias, António José Teixeira levanta a questão central e realmente importante: porque se demora menos a responder a uma notícia nos media do que a um deputado no Parlamento? Se há esse problema, o Parlamento não funciona. A Democracia não funciona. Não há fiscalização das políticas do governo. Os Media são efectivamente essa fiscalização. são realmente o poder. Ser oposição é ser cenário.
Ora, isso não pode ser. A democracia, se acreditamos nela, tem de funcionar plenamente, nas instituições. Se o comentador da Sic Notícias está enganado, isso significa o seguinte: o Deputado Comunista Lino de Carvalho servido por jornalistas ligados ao PS, antes de se dirigir ao Governo, criou um facto político com alarido, sem o mínimo fundamento, facilmente desmontável pelo Ministro Morais Sarmento.
O que nos deixa com as questão seguintes:- Nº1 - O governo está a governar mal? - Nº2 - Alguns media são pagos para dar notícias? - Nº3 - Alguns outros media serão incompetentes? - Nº4 - A oposição não tem mais nada para dizer?
Têm de concordar que é no mínimo assustador.
Nunca é de mais
Recomendar a leitura de Jornais realmente de referência: El País, Le Monde, Le Figaro, The Times, The Guardian, Corriere della Sera, La Reppublica. Os alemães quase que não vale a pena, mas aqui vão: Die Zeit, Frankfurter Allgemeine, Sueddeutscher Zeitung.
Para que a informação internacional não seja filtrada pelos nosso media fracos. E porque não faz sentido, hoje em dia, não ir directamente às fontes de informação.
Para que a informação internacional não seja filtrada pelos nosso media fracos. E porque não faz sentido, hoje em dia, não ir directamente às fontes de informação.
Wednesday, December 10, 2003
Um curto post
Só para divulgar quem pode o Benfica apanhar na próxima etapa da Taça Uefa. O eliminados da competição onde está o FCP (que só está à frente da Superliga por causa dos árbitros). São eles - a ter atenção:
- Celtic Glasgow (ECO),- Inter Milan (ITA), - PSV Eindhoven (HOL), - Galatasaray (TUR), - Panathinaïkos (GRE), - Marseille (FRA), - Besiktas (TUR), - FC Bruges (BEL).
FC Porto pode apanhar, pelas regras no site da UEFA, ou seja só líderes do grupo:
- Lyon (FRA), - Arsenal (ING), - Monaco (FRA), - Juventus (ITA), - Manchester United (ING), - Chelsea (ING), - Milan AC (ITA).
- Celtic Glasgow (ECO),- Inter Milan (ITA), - PSV Eindhoven (HOL), - Galatasaray (TUR), - Panathinaïkos (GRE), - Marseille (FRA), - Besiktas (TUR), - FC Bruges (BEL).
FC Porto pode apanhar, pelas regras no site da UEFA, ou seja só líderes do grupo:
- Lyon (FRA), - Arsenal (ING), - Monaco (FRA), - Juventus (ITA), - Manchester United (ING), - Chelsea (ING), - Milan AC (ITA).
O Véu - Emigrantes e Imigrantes.
J.P.P. fala hoje sobre o Véu islâmico, a burkha, motivo de notícias nos últimos tempos nalguns países Europeus, com especial destaque para a França e a Alemanha. Um pouco acima do post onde emite o seu juízo, expõe também cartas de leitores, cuja leitura mais informa, mais enriquece. A páginas tantas, J.P.P., diz-nos que uma parte da comunidade muçulmana exige regras de atendimento que "respeitem" os seus valores religiosos. O Le Monde tem um caderno especial sobre este assunto.
Mas a dúvida que me fica é esta: uma parte de uma comunidade emigrante "EXIGE" de um país que a recebe? Pode "exigir", a quem abre as portas? -São perguntas minhas, dúvidas que eu tenho.
Também eu já vivi no estrangeiro, embora nunca num país de tradição religiosa tão distante da minha quanto o islamismo está do cristianismo. Em todo o caso, enquanto emigrante, o que tentei, foi, não descurando as minhas raízes, integrar-me e deixar-me absorver a cultura de quem me recebe. Sobretudo, e acima de tudo, não a atacar, vilipendiar, menosprezar, como creio que deve fazer todo aquele que está num país que não é o seu. Humildade, e respeito, porque afinal, ninguém é obrigado a estar em determinado país que não o seu. Pode sempre escolher outro, que melhor satisfaça as suas necessidades, aquilo que procura, sem entrar em conflito, sem arranhar a cultura de quem recebe. Sem provocação.
Porque não tenho dúvidas de que a emigração pode enriquecer ambos os intervenientes, o emigrante e o país receptor, creio simultaneamente que este enriquecimento só se dá quando há vontade de ambas as partes. O país de permitir imigração e promover a integração dos seus imigrantes, e os emigrantes de estarem na disposição de aceitar as regras desse país, de as respeitarem.
Quando vivi em Berlin, pude estar próximo de uma enorme comunidade de imigrantes, os turcos. Berlin é a cidade do mundo inteiro que maior número de turcos reúne, fora da Turquia. Está para a Turquia um pouco como Paris para Portugal. No caso de Berlin, a grande maioria destes turcos vive em Kreuzberg, um dos distritos da cidade que embora estando geograficamente a sul do centro, pertencia a Berlim Ocidental. Nada a comparar com bairros do Jamor, banlieus, ou bidon-villes. Há toda uma explicação aqui,disponível em inglês, especialmente sobre determinada área de Kreuzberg, a Kottbusser Tor. É importante ainda aqui, salientar que a comunidade turca é bem acolhida pelos Berliners, tendo junto deles uma imagem positiva e de mais-valia para a cidade.
Falo aqui de Kreuzberg porque esta discussão actual sobre tolerância, tradições islâmicas, laicidade, me traz à memória um episódio passado onde surge Kreuzberg. Há mais ou menos 2 anos, conheci, em Avignon, 2 raparigas dinamarquesas. Apresentaram-se como dinamarquesas, algum tempo depois explicaram que eram a 2ª geração de emigrantes turcos em Copenhaga, mas nascidas e criadas na Dinamarca. Quando souberam que eu vinha de Berlin, inevitavelmente a conversa foi parar a Kreuzberg. E ainda bem. Fiquei por elas a saber algumas coisas interessantes:
- que a vida dos turcos em Kreuzberg é tão controlada por outros turcos que é quase igual a estarem na Turquia, em termos de liberdades individuais;
- que estavam gratas pelo facto de os seus Pais terem emigrado para Copenhaga e não para Berlin, pelo facto de terem a liberdade de fazerem tudo o que normalmente se pode fazer, de a comunidade turca em Copenhaga ser pequena, liberal e integrada na população geral;
- que, pelo facto de estarem tão integradas no país onde nasceram, nem falavam 100% correctamente turco, a ponto serem ostracizadas quando iam à Turquia de férias;
- que embora tendo raízes turcas, não podiam deixar de se sentir dinamarquesas na plenitude, pois eram-no cultural e constitucionalmente;
Esta conversa ensinou-me. Nesta conversa aprendi alguma coisa sobre as comunidades de emigrantes, sobre segregação, sobre integração, sobre rejeição, sobre como funcionam as ditas comunidades, sobre as burkhas, sobre as tradições... pareceu-me, sabem, esclarecedora, sem querer generalizar.
Mas a dúvida que me fica é esta: uma parte de uma comunidade emigrante "EXIGE" de um país que a recebe? Pode "exigir", a quem abre as portas? -São perguntas minhas, dúvidas que eu tenho.
Também eu já vivi no estrangeiro, embora nunca num país de tradição religiosa tão distante da minha quanto o islamismo está do cristianismo. Em todo o caso, enquanto emigrante, o que tentei, foi, não descurando as minhas raízes, integrar-me e deixar-me absorver a cultura de quem me recebe. Sobretudo, e acima de tudo, não a atacar, vilipendiar, menosprezar, como creio que deve fazer todo aquele que está num país que não é o seu. Humildade, e respeito, porque afinal, ninguém é obrigado a estar em determinado país que não o seu. Pode sempre escolher outro, que melhor satisfaça as suas necessidades, aquilo que procura, sem entrar em conflito, sem arranhar a cultura de quem recebe. Sem provocação.
Porque não tenho dúvidas de que a emigração pode enriquecer ambos os intervenientes, o emigrante e o país receptor, creio simultaneamente que este enriquecimento só se dá quando há vontade de ambas as partes. O país de permitir imigração e promover a integração dos seus imigrantes, e os emigrantes de estarem na disposição de aceitar as regras desse país, de as respeitarem.
Quando vivi em Berlin, pude estar próximo de uma enorme comunidade de imigrantes, os turcos. Berlin é a cidade do mundo inteiro que maior número de turcos reúne, fora da Turquia. Está para a Turquia um pouco como Paris para Portugal. No caso de Berlin, a grande maioria destes turcos vive em Kreuzberg, um dos distritos da cidade que embora estando geograficamente a sul do centro, pertencia a Berlim Ocidental. Nada a comparar com bairros do Jamor, banlieus, ou bidon-villes. Há toda uma explicação aqui,disponível em inglês, especialmente sobre determinada área de Kreuzberg, a Kottbusser Tor. É importante ainda aqui, salientar que a comunidade turca é bem acolhida pelos Berliners, tendo junto deles uma imagem positiva e de mais-valia para a cidade.
Falo aqui de Kreuzberg porque esta discussão actual sobre tolerância, tradições islâmicas, laicidade, me traz à memória um episódio passado onde surge Kreuzberg. Há mais ou menos 2 anos, conheci, em Avignon, 2 raparigas dinamarquesas. Apresentaram-se como dinamarquesas, algum tempo depois explicaram que eram a 2ª geração de emigrantes turcos em Copenhaga, mas nascidas e criadas na Dinamarca. Quando souberam que eu vinha de Berlin, inevitavelmente a conversa foi parar a Kreuzberg. E ainda bem. Fiquei por elas a saber algumas coisas interessantes:
- que a vida dos turcos em Kreuzberg é tão controlada por outros turcos que é quase igual a estarem na Turquia, em termos de liberdades individuais;
- que estavam gratas pelo facto de os seus Pais terem emigrado para Copenhaga e não para Berlin, pelo facto de terem a liberdade de fazerem tudo o que normalmente se pode fazer, de a comunidade turca em Copenhaga ser pequena, liberal e integrada na população geral;
- que, pelo facto de estarem tão integradas no país onde nasceram, nem falavam 100% correctamente turco, a ponto serem ostracizadas quando iam à Turquia de férias;
- que embora tendo raízes turcas, não podiam deixar de se sentir dinamarquesas na plenitude, pois eram-no cultural e constitucionalmente;
Esta conversa ensinou-me. Nesta conversa aprendi alguma coisa sobre as comunidades de emigrantes, sobre segregação, sobre integração, sobre rejeição, sobre como funcionam as ditas comunidades, sobre as burkhas, sobre as tradições... pareceu-me, sabem, esclarecedora, sem querer generalizar.
Post a dois.
Se parou por aqui, prezado leitor, avance até ao post seguinte e não perca o seu tempo a ler este disparate. Este post foi escrito por GPT e FMA, em animada noite de copos, no último fim de semana, e por motivos de logística, só hoje dado a conhecer ao mundo. Por ter sido previamente decidido, é postado.
GPT – Em noite de copos. Claro, que mais. À Lisboa, como se diz em estrangeiro. Mas vamos publicar. E porque não? Passo a bola (bola? Que raio, só agora me lembro que empatámos 2:2, mudemos). Passo a trouxa (trouxa? ridículo).
FMA – Bem, boa noite. Tinha já algumas merdas na cabeça para escrever, mas o simples facto de ter lido o que o GPT escreveu antes, pura e simplesmente, bloqueou-me. Saco do guia de MOCKBA para poder escrever sobre suporte + sólido, já que estou sentado na minha buterfly chair. Entretanto, o gajo queixa-se, por isso vou passar testemunho. Mas, pronto!, não vou ler a sua próxima oração, para me concentrar naquilo que queria escrever antes. A bientot.
GPT – Ainda traumatizado pela trouxa, onde raio terei eu ido buscar aquilo?! E o gajo acaba a deixa em estrangeiro! (lá está o estrangeiro outra vez, parece cisma...) Bem, lá sai mais um gole. Vodca. Gosto sim. Mas agora pede-se algo esclarecedor, lance-se alguma luz sobre o assunto, faça-se Lux!
FMA – Agora sem ler o que GPT acaba de escrever, voltamos ao ponto base. Resumidamente: TMM e GPT fizeram uma troca durante este long weekend. TMM rumou ao seu Norte, que vê com olhos tristes, GPT rumou ao Sul, mais concretamente à capital, onde se encontra instalado na pensão FMA, às Janelas Verdes. Bebe vodka. E também eu, mas com tónica. Mostro-lhe (incorrecto, faço-o escutar) Brian Wilson ao vivo no Roxy Theatre, a única Love and Mercy. Delira, pede nova escuta. Não conhecia. Para que conste, jantámos um pargo assado com batatas, por mim cozinhado, sobre o qual ele fará a devida avaliação. Rematámos com Jameson como digestivo. A dopo, passámos à vodka, já que o Jameson era finito. Falámos sobretudo de gajas, da nossa atitude, de sermos uns românticos, de sermos Julien’s Sorel’s e Fabrizio’s del Dongo, falámos do Ulisses de Joyce, falámos enfim de tanta coisa. Acabámos com um medo, de sermos vencidos da vida. Seguindo o subtil conselho do Eça. Tudo à partida, nada à chegada. Enfim, a vida é longa; não me quero alargar. Agora outra música.
GPT – O gajo acima, FMA, escreve sem ler o que eu escrevo.Meu amigo, eu também sou capaz, só mais um gole. Glú, glú. Isso foram dois. Glu. Três. Foste. Era uma vez. E eu sentado em cima de esferovite, pouf de. Que mais hei-de escrever. São 4 e um quarto da manhã, lembra-me o gajo. Seja. Que mais há a acrescentar? Nada. Glu.
FMA – Genial, meu Amigo. Agora, para de bater palmas ao Wilson, e fala do pargo.
GPT – Pargo? Glu!
FMA – Acaba-se. Siga! Lux!
GPT – Em noite de copos. Claro, que mais. À Lisboa, como se diz em estrangeiro. Mas vamos publicar. E porque não? Passo a bola (bola? Que raio, só agora me lembro que empatámos 2:2, mudemos). Passo a trouxa (trouxa? ridículo).
FMA – Bem, boa noite. Tinha já algumas merdas na cabeça para escrever, mas o simples facto de ter lido o que o GPT escreveu antes, pura e simplesmente, bloqueou-me. Saco do guia de MOCKBA para poder escrever sobre suporte + sólido, já que estou sentado na minha buterfly chair. Entretanto, o gajo queixa-se, por isso vou passar testemunho. Mas, pronto!, não vou ler a sua próxima oração, para me concentrar naquilo que queria escrever antes. A bientot.
GPT – Ainda traumatizado pela trouxa, onde raio terei eu ido buscar aquilo?! E o gajo acaba a deixa em estrangeiro! (lá está o estrangeiro outra vez, parece cisma...) Bem, lá sai mais um gole. Vodca. Gosto sim. Mas agora pede-se algo esclarecedor, lance-se alguma luz sobre o assunto, faça-se Lux!
FMA – Agora sem ler o que GPT acaba de escrever, voltamos ao ponto base. Resumidamente: TMM e GPT fizeram uma troca durante este long weekend. TMM rumou ao seu Norte, que vê com olhos tristes, GPT rumou ao Sul, mais concretamente à capital, onde se encontra instalado na pensão FMA, às Janelas Verdes. Bebe vodka. E também eu, mas com tónica. Mostro-lhe (incorrecto, faço-o escutar) Brian Wilson ao vivo no Roxy Theatre, a única Love and Mercy. Delira, pede nova escuta. Não conhecia. Para que conste, jantámos um pargo assado com batatas, por mim cozinhado, sobre o qual ele fará a devida avaliação. Rematámos com Jameson como digestivo. A dopo, passámos à vodka, já que o Jameson era finito. Falámos sobretudo de gajas, da nossa atitude, de sermos uns românticos, de sermos Julien’s Sorel’s e Fabrizio’s del Dongo, falámos do Ulisses de Joyce, falámos enfim de tanta coisa. Acabámos com um medo, de sermos vencidos da vida. Seguindo o subtil conselho do Eça. Tudo à partida, nada à chegada. Enfim, a vida é longa; não me quero alargar. Agora outra música.
GPT – O gajo acima, FMA, escreve sem ler o que eu escrevo.Meu amigo, eu também sou capaz, só mais um gole. Glú, glú. Isso foram dois. Glu. Três. Foste. Era uma vez. E eu sentado em cima de esferovite, pouf de. Que mais hei-de escrever. São 4 e um quarto da manhã, lembra-me o gajo. Seja. Que mais há a acrescentar? Nada. Glu.
FMA – Genial, meu Amigo. Agora, para de bater palmas ao Wilson, e fala do pargo.
GPT – Pargo? Glu!
FMA – Acaba-se. Siga! Lux!
Luís Andersson de Sousa
Meus amigos,
não penso que sejam os argumentos legais o melhor caminho para atacar o Deco. É que isso é matéria incontrovertível. Com a naturalização, o cidadão brasileiro Luís Andersson de Sousa (LAS) passou também a ser cidadão português. E como tal tem exactamente todos os direitos que qualquer um de nós que participa nesta discussão tem. Todos não! Um direito resiste agora e sempre ao naturalizado: ser candidato a Presidente da República! Mas isso ainda nenhum de nós, julgo eu, pode ainda. O artº. 112º da nossa lei fundamental exige, cumulativamente com a nacionalidade portuguesa originária, que se tenha mais de 35 anos. Fora isto, LAS, goza de estatuto igual ao de qualquer um de nós, e, pelo tanto, pode ser convoccado para a seleção nacional de futebol, de andebol ou de berlinde, pode ser deputado da nação ou presidente de câmara, pode estabelecer-se e trabalhar livremente em qualquer país da UE, etc. O Deco é português. Ponto final.
Agora, quanto às motivações psicológicas que estão por detrás da opção do jogador, ou quanto à medição do nível de sentimento patriótico necessário para representar uma seleção nacional podem gritar, barafustar e espernear argumentos e razões à vontade que nem um eco de mim ouvem de mim ouvem de mim ouvem de mim ouvem.
não penso que sejam os argumentos legais o melhor caminho para atacar o Deco. É que isso é matéria incontrovertível. Com a naturalização, o cidadão brasileiro Luís Andersson de Sousa (LAS) passou também a ser cidadão português. E como tal tem exactamente todos os direitos que qualquer um de nós que participa nesta discussão tem. Todos não! Um direito resiste agora e sempre ao naturalizado: ser candidato a Presidente da República! Mas isso ainda nenhum de nós, julgo eu, pode ainda. O artº. 112º da nossa lei fundamental exige, cumulativamente com a nacionalidade portuguesa originária, que se tenha mais de 35 anos. Fora isto, LAS, goza de estatuto igual ao de qualquer um de nós, e, pelo tanto, pode ser convoccado para a seleção nacional de futebol, de andebol ou de berlinde, pode ser deputado da nação ou presidente de câmara, pode estabelecer-se e trabalhar livremente em qualquer país da UE, etc. O Deco é português. Ponto final.
Agora, quanto às motivações psicológicas que estão por detrás da opção do jogador, ou quanto à medição do nível de sentimento patriótico necessário para representar uma seleção nacional podem gritar, barafustar e espernear argumentos e razões à vontade que nem um eco de mim ouvem de mim ouvem de mim ouvem de mim ouvem.
Carlos Andrade
Era o mentor da TSF, desaparecido das lides há pouco mais de um mês, depois do take-over de Rangel, Marante, e Mettelo, esses imparciais jornalistas.
Que se passa? Onde estará Carlos Andrade? Ele que nos deu o melhor programa político alguma vez feito nos media portugueses - FLASHBACK - onde participaram J.P.P., A.L.X., e J.M.
(E onde, acaso ou não, nenhum comunista teve assento. Porque será?)
A interrogação permanece, dão-se alvíssaras a que mencontrar o jornalista, gone underground.
Que se passa? Onde estará Carlos Andrade? Ele que nos deu o melhor programa político alguma vez feito nos media portugueses - FLASHBACK - onde participaram J.P.P., A.L.X., e J.M.
(E onde, acaso ou não, nenhum comunista teve assento. Porque será?)
A interrogação permanece, dão-se alvíssaras a que mencontrar o jornalista, gone underground.
Sites de Partidos
Para que os nossos visitantes não sejam alheios à nossa democracia, aqui ficam: PSD, PS, PCP, PP, BE.
Bem hajam. Os que forem democratas, claro.
Bem hajam. Os que forem democratas, claro.
Aos fãs de Râguebi
Podem consultar aqui os comentários de Jonny Wilkinson, esse Jordi (de Newcastle) que deu o CMR2003 à Inglaterra.
No mesmo site podem ler os comentários de que falava de David Campese.
Um senhor, no mais puro estilo e espírito brintânico. Que partilho diga-se. Aplaudir um adversário melhor, é coisa que os latinos não compreendem. O amor do desporto, puro. Jogar, não apenas ganhar, é que importa. Praticar, quando possível, pois é o equilibrio necessário para uma vida cheia. Ver aqui quem é David Campese
No mesmo site podem ler os comentários de que falava de David Campese.
Um senhor, no mais puro estilo e espírito brintânico. Que partilho diga-se. Aplaudir um adversário melhor, é coisa que os latinos não compreendem. O amor do desporto, puro. Jogar, não apenas ganhar, é que importa. Praticar, quando possível, pois é o equilibrio necessário para uma vida cheia. Ver aqui quem é David Campese
Bom, quanto às torres de Alcântara do Siza
Mais uma acha para a fogueira, a entrevista concedida por Álvaro Siza a uma das 10 revistas do Expresso, A registar. Eu continuo a manter o que disse, mesmo que o Arquitecto diga que foi ideia dele.
Deco? Português? Quem???
Esta resposta era um comment ao post imediatamente abaixo, do Tiago, mas por ser longa não coube, por isso aqui fica, ainda que mal estruturada.
Sem qualquer tipo de racismo ou outro ismo qualquer. Não gosto de ter 1 jogador estrangeiro na selecção portuguesa. O que (estrangeiros) não tem nada a ver com jogadores das nossas antigas províncias ultramarinas. Algo para que sempre estive mentalizado, foi exactamente o acabar desses jogadores na selecção nacional, uma vez que a distância temporal sobre a descolonização se alarga, e é de todo natural que eles joguem pelos seus países de origem. (como exemplo, Paíto, um jogador novo que joga pela selecção moçambicana)
Deco. A confusão que me faz vê-lo com a camisola da selecção portuguesa. Uma vez que Deco nem sequer é culturalmente português, é um brasileiro com todos os vícios do terceiro mundo de onde provém, com todos os tiques de mercenário, serve apenas um senhor, o dinheiro. Mais: Deco está-se cagando para Portugal (peço desculpa pela expressão socialista usada na frase). É-lhe igual ao litro, e por dinheiro ele também jogaria pelo Sultanato do Brunei, pela ilha da Páscoa, ou por St. Kitts and Nevis.
Em suma: Deco é um bom jogador, mas prefiro ver a selecção perder do que ganhar com qualquer golo de um não-português. Em bom português: apenas isto.
Sem qualquer tipo de racismo ou outro ismo qualquer. Não gosto de ter 1 jogador estrangeiro na selecção portuguesa. O que (estrangeiros) não tem nada a ver com jogadores das nossas antigas províncias ultramarinas. Algo para que sempre estive mentalizado, foi exactamente o acabar desses jogadores na selecção nacional, uma vez que a distância temporal sobre a descolonização se alarga, e é de todo natural que eles joguem pelos seus países de origem. (como exemplo, Paíto, um jogador novo que joga pela selecção moçambicana)
Deco. A confusão que me faz vê-lo com a camisola da selecção portuguesa. Uma vez que Deco nem sequer é culturalmente português, é um brasileiro com todos os vícios do terceiro mundo de onde provém, com todos os tiques de mercenário, serve apenas um senhor, o dinheiro. Mais: Deco está-se cagando para Portugal (peço desculpa pela expressão socialista usada na frase). É-lhe igual ao litro, e por dinheiro ele também jogaria pelo Sultanato do Brunei, pela ilha da Páscoa, ou por St. Kitts and Nevis.
Em suma: Deco é um bom jogador, mas prefiro ver a selecção perder do que ganhar com qualquer golo de um não-português. Em bom português: apenas isto.
A alegria dos portistas
Hoje em dia vai estando desviada para um senhor que dá um pouco de credibilidade so "trabalho" de jogar futebol. Porque dá tudo o que tem, não se rende, 95 minutos, 120 minutos. Porque se percebe que não é um talento inesgotável e raro, é fruto de muito esforço. Mais um golo. Mais uma alegria. Não foi mais uma vitória, mas também, era o santiago Bernabéu.
A própósito, alguém sabe o nome de um bom guarda-redes praa trocar por este do Porto, que é péssimo? É que ele esteve relativamente modesto! Ainda para mais, o Real Madrid jogou sem vedetas, só estava em campo o Roberto Carlos, o Figo, o Zidane e o Ronaldo... Digam qualquer coisa quando o Nélson sair. Pode ser que a gente queira.
A própósito, alguém sabe o nome de um bom guarda-redes praa trocar por este do Porto, que é péssimo? É que ele esteve relativamente modesto! Ainda para mais, o Real Madrid jogou sem vedetas, só estava em campo o Roberto Carlos, o Figo, o Zidane e o Ronaldo... Digam qualquer coisa quando o Nélson sair. Pode ser que a gente queira.
Tuesday, December 09, 2003
Bom...
De facto sou obrigado a engolir a tarte, como dizia há bem pouco tempo David Campese no Times. ( Tinha dito que a Inglaterra não ganhava, e que a Austália não chgava à final do CM2003 de Râguebi)
De que falo? Da entrevista dada por Deco à Marca, de Madrid. O homem só pensa na carreira, e em sair das Antas.
Fala com um á vontade que nunca foi característica de um jogador do Porto. Já estou a pensar em quem vamos pegar para o substituir.
Cheira a mercenário ao longe. Mantenho que foi uma das alegrias da minha vida aquele livre ao Brasil. Entendo quem diga que ele só pensava na sua auto-promoção, e não em Portugal. Vamos ver, vamos esperar pelo Euro 2004, se ele nos dá alguma alegria fora de série. Se não der, digo desde já, voto contra. Que vá à sua vida. Há bastantes jogadores do tipo do Ricardo Sousa (que prova que foi injustiçado), por aí à espreita de uma oportunidade.
De que falo? Da entrevista dada por Deco à Marca, de Madrid. O homem só pensa na carreira, e em sair das Antas.
Fala com um á vontade que nunca foi característica de um jogador do Porto. Já estou a pensar em quem vamos pegar para o substituir.
Cheira a mercenário ao longe. Mantenho que foi uma das alegrias da minha vida aquele livre ao Brasil. Entendo quem diga que ele só pensava na sua auto-promoção, e não em Portugal. Vamos ver, vamos esperar pelo Euro 2004, se ele nos dá alguma alegria fora de série. Se não der, digo desde já, voto contra. Que vá à sua vida. Há bastantes jogadores do tipo do Ricardo Sousa (que prova que foi injustiçado), por aí à espreita de uma oportunidade.
A pérola...
...da nossa Democracia é ter de conviver com estes Senhores..
Não me levem a mal por te-los posto aqui à mão de semear, penso que é produtivo aprender o que eles de facto são, em vez de falarmos de cor.
Se tiverem a paciência de ler alguns dos textos, verão que simples á discutir com uma pessoa deste género: não se discute, pois estão demasiado fora da realidade. São uma seita ateia e fundamentalista. São perigosos, mas há que desmitifica-los e desmontá-los para acabar com eles.
Isso implica, tal como Pacheco Pereira percebeu há muito, estudá-los, saber quem são.
Dói, mas é interessante, garanto.
Não me levem a mal por te-los posto aqui à mão de semear, penso que é produtivo aprender o que eles de facto são, em vez de falarmos de cor.
Se tiverem a paciência de ler alguns dos textos, verão que simples á discutir com uma pessoa deste género: não se discute, pois estão demasiado fora da realidade. São uma seita ateia e fundamentalista. São perigosos, mas há que desmitifica-los e desmontá-los para acabar com eles.
Isso implica, tal como Pacheco Pereira percebeu há muito, estudá-los, saber quem são.
Dói, mas é interessante, garanto.
Carlos Cruz
Importa seguir com atenção esta petição feita pelos representantes legais de Carlos Cruz para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Para ver de uma vez por todas, perante este insuspeito orgão de justiça, se todo este caso não passa afinal de uma gigantesca manipulação, perseguição, cabala, ou o que quiserem, com o intuito de atacar e destruir certas e determinadas pessoas, certas e determinadas instituições. Por inveja, claro.
É um bocado à semelhança do que se passa no futebol, onde dirigentes e adeptos do Benfica e do Sporting não se ensaiam para falar de sistemas, arbitragens e mais não sei que desculpas, para justificar desaires internos perante o sucesso do rival Porto, e que quando chegam à UEFA não conseguem passar das primeiras rondas perante equipas de 3º plano no escalão europeu. O que acontecendo duas, três, quatro vezes, torna a evocação do factor sorte mera piada.
À atenção de todos então, ver no que isto vai dar, pois agora não há desculpas nem justificações esfarrapadas. Se bem que o que é pedido seja já esclarecedor da seriedade e/ou probabilidade de proceder: 10 milhões de euros de indemnização por lucros cessantes, provenientes de uma esperada, mas truncada, vida de trabalho até aos 70 anos, mais danos morais.
É um bocado à semelhança do que se passa no futebol, onde dirigentes e adeptos do Benfica e do Sporting não se ensaiam para falar de sistemas, arbitragens e mais não sei que desculpas, para justificar desaires internos perante o sucesso do rival Porto, e que quando chegam à UEFA não conseguem passar das primeiras rondas perante equipas de 3º plano no escalão europeu. O que acontecendo duas, três, quatro vezes, torna a evocação do factor sorte mera piada.
À atenção de todos então, ver no que isto vai dar, pois agora não há desculpas nem justificações esfarrapadas. Se bem que o que é pedido seja já esclarecedor da seriedade e/ou probabilidade de proceder: 10 milhões de euros de indemnização por lucros cessantes, provenientes de uma esperada, mas truncada, vida de trabalho até aos 70 anos, mais danos morais.
Rugby - Parada dos Campeões do Mundo
Ainda não nos foi possível contactar o nosso correspondente em Londres, Mig-Mags, para saber o que aconteceu ontem na cidade. Parece que foi a loucura, com 750,000 pessoas a victoriarem a equipa de Râguebi nacional, Campeã do Mundo.


Significativa
A vitória de Vladimir Putin este fim de semana, muito próximo da maioria absoluta.
Interessante ouvir Gorbatchov falar de "vantagem administrativa", referindo-se a um sistema instalado de pressão e condicionamento das populações periféricas à Rússia, em que os respectivos Governadores são penalizados com menos orçamento, em caso de não conseguirem cativar simpatia e apoio popular para o Governo Central.
De todos os modos, são os Liberais e os Comunistas os derrotados. Significa isto que temos uma Rússia ao centro a governar? Talvez. Vamos a ver.

Interessante ouvir Gorbatchov falar de "vantagem administrativa", referindo-se a um sistema instalado de pressão e condicionamento das populações periféricas à Rússia, em que os respectivos Governadores são penalizados com menos orçamento, em caso de não conseguirem cativar simpatia e apoio popular para o Governo Central.
De todos os modos, são os Liberais e os Comunistas os derrotados. Significa isto que temos uma Rússia ao centro a governar? Talvez. Vamos a ver.

Alcântara, outra vez.
Mais um contributo para esta discussão, aqui.
Quanto a mim, continuo de momento sem querer acrescentar nada ao que já disse, apenas que já temos esta imagem:

Quanto a mim, continuo de momento sem querer acrescentar nada ao que já disse, apenas que já temos esta imagem:
Monday, December 08, 2003
Albert Speer no Terreiro do Paço.
Passei na sexta-feira passada pelo Terreiro do Paço, ao fim da tarde. Como fiquei parado num semáforo, dei por mim a observar as luzes de Natal, o que quer que isso seja. Sou completamente insuspeito: não faço a mais pálida ideia de quem idealiza, concebe, ordena, paga, monta, ou tem alguma ligação profissional com estes milhões de lâmpadas que pontilham na cidade nesta saison. Mas, subitamente, pasmo, incrédulo. Ponho a cabeça de fora da janela, e confirmo o que estou a ver. Alguém iluminado resolveu criar uma pirâmide luminosa com a largura da praça, encimando-a, partindo a luz de cada um dos 4 cantos. O resultado, esteticamente discutível, apenas me trouxe à memória a Catedral de Luz, idealizada por Speer para o Parteitag de 1936, em Nuremberga. E desconfio que não seja só a mim. Não podiam ter feito outra coisa qualquer com as lâmpadas?
Comentário Arquitectura
Folheando um anuário de Arquitectura, dei de caras com uma obra dos Mateus "Tortos" (ARX) em Setúbal. Já a conhecia, e de facto acentua a minha incompreensão pela admiração que eles provocaram na cena nacional.
Pelo contrário, passei os olhos em duas publicações da Fatima Fernandes & Michelle Cannatá, e fiquei muito satisfeito.
A primeira, Habitação Contemporânea, onde se faz um apanhado geral e nacional de obras de Habitação Colectiva.
Desenhos técnicos, pormenores, muito boas fotos... um must de Biblioteca.
A 2ª, um livro de obras dos ditos arquitectos, no mínimo espantoso. Sem palavras.
Na livraria mais próxima, edições ASA (?!)
Pelo contrário, passei os olhos em duas publicações da Fatima Fernandes & Michelle Cannatá, e fiquei muito satisfeito.
A primeira, Habitação Contemporânea, onde se faz um apanhado geral e nacional de obras de Habitação Colectiva.
Desenhos técnicos, pormenores, muito boas fotos... um must de Biblioteca.
A 2ª, um livro de obras dos ditos arquitectos, no mínimo espantoso. Sem palavras.
Na livraria mais próxima, edições ASA (?!)
Râguebi - CDUP - Revista da semana
Sei que não é um bom dia para começar, mas aqui vai:
comentários à jornada, pelos Jornais:
Diario Notícias; O JOGO; Record e a classificação, na Federação
comentários à jornada, pelos Jornais:
Diario Notícias; O JOGO; Record e a classificação, na Federação
Vejam
Commonwealth
A propósito de geração dos nossos pais, muitos de nós têm raízes profundas em África. Vá, ligações fortes, pelo menos.
Há que reflectir no Império Britanico. De facto,, milenarmente ocupando Gale, a Escócia e a Irlanda, os Ingleses conseguiram um feito estranho, extraordinário, inigualável.
A "Riqueza Comum" celebra o pragmatismo inglês, a sua capacidade de lidar com as mudanças dos tempos. Com o fim do colonialismo, toda a rede de extracção e circulação da riqueza foi reduzida drasticamente. A Inglaterra pôs em marcha a Commonwealth, que garantiu desde logo a soberania dos povos ex-colonizados. E reatou laços comerciais. A justificação da teses de que o colonialismo não explorou só os países colonizados mas que também os fez desenvolverem tremendamente, ganhou asas e até hoje voa.
São uma comunidade efectiva. E de facto, Londres é a capital de um imprério. Vem daqui o cosmolitanismo de Londres, que tanto admiramos. Em cada ex-colónia, há aspectos da cultura que se manifestam como resíduo e como força viva da influência inglesa. É ver as West Indies, ou o Paquistão , ou a Índia disputarem os campeonatos de Críquete! É o futebol, o râguebi, estes desportos que unem ainda hoje empaticamente as pessoas.
Há que reflectir. A nossa relação com as ex-colónias é sobretudo de demissão. É minha tese que nós portugueses sempre sentimos de forma diferente África e o mundo. Mais tolerantes, menos superiores. Qual será o nosso papel, quando conseguirmos resolver a vergonha de ser colonialista? Vamos para lá? Ou deixamos Moçambique passar a Mozambique? e Cabo verde a Cap Vert, e por aí fora?
Há que reflectir no Império Britanico. De facto,, milenarmente ocupando Gale, a Escócia e a Irlanda, os Ingleses conseguiram um feito estranho, extraordinário, inigualável.
A "Riqueza Comum" celebra o pragmatismo inglês, a sua capacidade de lidar com as mudanças dos tempos. Com o fim do colonialismo, toda a rede de extracção e circulação da riqueza foi reduzida drasticamente. A Inglaterra pôs em marcha a Commonwealth, que garantiu desde logo a soberania dos povos ex-colonizados. E reatou laços comerciais. A justificação da teses de que o colonialismo não explorou só os países colonizados mas que também os fez desenvolverem tremendamente, ganhou asas e até hoje voa.
São uma comunidade efectiva. E de facto, Londres é a capital de um imprério. Vem daqui o cosmolitanismo de Londres, que tanto admiramos. Em cada ex-colónia, há aspectos da cultura que se manifestam como resíduo e como força viva da influência inglesa. É ver as West Indies, ou o Paquistão , ou a Índia disputarem os campeonatos de Críquete! É o futebol, o râguebi, estes desportos que unem ainda hoje empaticamente as pessoas.
Há que reflectir. A nossa relação com as ex-colónias é sobretudo de demissão. É minha tese que nós portugueses sempre sentimos de forma diferente África e o mundo. Mais tolerantes, menos superiores. Qual será o nosso papel, quando conseguirmos resolver a vergonha de ser colonialista? Vamos para lá? Ou deixamos Moçambique passar a Mozambique? e Cabo verde a Cap Vert, e por aí fora?
Estranho
No mínimo a entrevevista dada por Mª José Morgado ao Expresso, este fim de semana.
É uma gente estranha, com declarações do tipo: " amor foi uma fraqueza pequeno-burguesa...", ou ainda: " ...não tínhamos direito a ter vida pessoal, a minha vida era o Partido (MRPP)". Pérolas de análise social.
Fico com a sensação que esta geração, a dos nossos pais, é uma geração de gente que colou a junta da culaça.
Partiu o motor, saltou um parafuso.
O problema é que é a geração que está no poder e que efectivamente manda. Que diz que nós somos rasca, etc. Ela até se dá ao luxo de dizer que as lutas dos estudantes são burguesas!!! Mas onde está a esquerda?? Onde está o anti-cavaquismo?
Esta senhora, por exemplo, diz que nunca falou à filha do que passou nos anos da revolução, ao mesmo tempo que confessa nunca ter passado afecto à dita filha. A miúda teve carinho da avó(?!). Um monstro, que se arvora em salvadora da pátria, em nossa reserva moral.
Antes desta entrevista, interrogava-me: Mas porque darão tanto tempo de antena a esta mulher?" Hoje estou convicto: quem manda, e tb quem manda nos media, é muito distorcido, muito perverso. Há qualquer coisa de errado, de muito errado, para gente como esta ter chegado a posições de responsabilidade e de chefia. Há limites.
É uma gente estranha, com declarações do tipo: " amor foi uma fraqueza pequeno-burguesa...", ou ainda: " ...não tínhamos direito a ter vida pessoal, a minha vida era o Partido (MRPP)". Pérolas de análise social.
Fico com a sensação que esta geração, a dos nossos pais, é uma geração de gente que colou a junta da culaça.
Partiu o motor, saltou um parafuso.
O problema é que é a geração que está no poder e que efectivamente manda. Que diz que nós somos rasca, etc. Ela até se dá ao luxo de dizer que as lutas dos estudantes são burguesas!!! Mas onde está a esquerda?? Onde está o anti-cavaquismo?
Esta senhora, por exemplo, diz que nunca falou à filha do que passou nos anos da revolução, ao mesmo tempo que confessa nunca ter passado afecto à dita filha. A miúda teve carinho da avó(?!). Um monstro, que se arvora em salvadora da pátria, em nossa reserva moral.
Antes desta entrevista, interrogava-me: Mas porque darão tanto tempo de antena a esta mulher?" Hoje estou convicto: quem manda, e tb quem manda nos media, é muito distorcido, muito perverso. Há qualquer coisa de errado, de muito errado, para gente como esta ter chegado a posições de responsabilidade e de chefia. Há limites.
Um dos locais mais incríveis de todo o mundo.
Grand Prysmatic Spring , no Yellowstone, Parque Natural nos Estados Unidos, em fotografia publicada na National Geographic. Reparem na escala das pessoas na foto.
Photograph copyright George Steinmetz, National Geographic Society
Photograph copyright George Steinmetz, National Geographic Society
Saturday, December 06, 2003
Parece recorrente.
Mas aconselho a todos irem ao Monde de hoje ver o perfil de PUTIN (em baixo à direita na página de abertura).
Bastante actual, depois de termos de jogar com a Rússia uma fase final de um Europeu e um qualificação de um Mundial.
Fora isso, é interessante politicamente de perceber melhor este germanófilo autocrata.
Combate os comunistas, chegou lá sem ser eleito, combate os neo-capitalistas russos.
Estranhos desígnios de um país que disputa territórios com o Japão.
A Rússia é Europa? É. Mas também é Ásia... é um mundo.
Kalinegrado é um enclave russo entre a Polónia e os estados bálticos.
Lá, viveu e morreu ( sem nunca de lá ter saído) Emmanuel Kant, filósofo Alemão.
Chamava-se então Könisberg, Monte do Rei.
Bastante actual, depois de termos de jogar com a Rússia uma fase final de um Europeu e um qualificação de um Mundial.
Fora isso, é interessante politicamente de perceber melhor este germanófilo autocrata.
Combate os comunistas, chegou lá sem ser eleito, combate os neo-capitalistas russos.
Estranhos desígnios de um país que disputa territórios com o Japão.
A Rússia é Europa? É. Mas também é Ásia... é um mundo.
Kalinegrado é um enclave russo entre a Polónia e os estados bálticos.
Lá, viveu e morreu ( sem nunca de lá ter saído) Emmanuel Kant, filósofo Alemão.
Chamava-se então Könisberg, Monte do Rei.
Arquitectura
Por falar na dita cuja, essa meretriz com as costas largas, posso dizer-vos a minha opinião.
Os senhores que interessam são Mansilla e Tuñon.
Top Classe.
Estou farto da Holanda e da Suiça.
É muito bonito, mas não dá para usar aqui.
Por todas as razões e mais alguma.
Espanha is Where it's at.
Os senhores que interessam são Mansilla e Tuñon.
Top Classe.
Estou farto da Holanda e da Suiça.
É muito bonito, mas não dá para usar aqui.
Por todas as razões e mais alguma.
Espanha is Where it's at.
Um desgosto
Deu-me o mestre de AVIZ, quando percebi que a Grande Reportagem tinha sido recauchutada, oferecida como brinde no DN de sábado.
Vá lá, livra-nos de comprar esse apêndice em que se tornou a DNA, outrora um consolo num marasmo geral, hoje uma coutada dos amigos de P. R. D.
Imperdíveis estes prémios a distinguir personalidades públicas portuguesas.
Fica um exemplo:
Prémio não era por causa das compras, sua tola:
" Já me aconteceu irem atrás de mim e comprarem tudo o que me viam a comprar"
Catarina Furtado, às compras do Natal. TV Guia.
AHAHahahaHAHAHA!!!!
Vá lá, livra-nos de comprar esse apêndice em que se tornou a DNA, outrora um consolo num marasmo geral, hoje uma coutada dos amigos de P. R. D.
Imperdíveis estes prémios a distinguir personalidades públicas portuguesas.
Fica um exemplo:
Prémio não era por causa das compras, sua tola:
" Já me aconteceu irem atrás de mim e comprarem tudo o que me viam a comprar"
Catarina Furtado, às compras do Natal. TV Guia.
AHAHahahaHAHAHA!!!!
Friday, December 05, 2003
Caro GANGster
No caso da discussão das torres no teu blog GANG:
Não me leves a mal, a tua resposta é má. Está cheia de redundâncias e evidências. Nas ideias, nos conceitos, na reflexão sobre o que te rodeia, na tua reacção à realidade.
Mas o que não é aceitável é o teu português. Tens no máximo 2 ideias (confusas) em texto a mais.
És um Arquitecto típico, de vocabulário hermético. Um discurso incompreensível para não-Arquitectos. Só que para quem está dentro da gíria, nada acrescentas com esse estilo. Tens de ter essa noção. E a de que podes e deves melhorar.
Vai lendo este Blog, porque pelo menos é claro. Pode ter gralhas, ter textos compridos, mas é legível. Pode ser que, acessoriamente, vás lendo outras coisas para além da Arquitectura que te ineressem. E terás vontade?
Não me leves a mal, a tua resposta é má. Está cheia de redundâncias e evidências. Nas ideias, nos conceitos, na reflexão sobre o que te rodeia, na tua reacção à realidade.
Mas o que não é aceitável é o teu português. Tens no máximo 2 ideias (confusas) em texto a mais.
És um Arquitecto típico, de vocabulário hermético. Um discurso incompreensível para não-Arquitectos. Só que para quem está dentro da gíria, nada acrescentas com esse estilo. Tens de ter essa noção. E a de que podes e deves melhorar.
Vai lendo este Blog, porque pelo menos é claro. Pode ter gralhas, ter textos compridos, mas é legível. Pode ser que, acessoriamente, vás lendo outras coisas para além da Arquitectura que te ineressem. E terás vontade?
+ 1 pouco de Alcântara.
Gostei que também o Gonçalo tivesse postado sobre as hipotéticas torres de Alcântara projectadas por Siza Vieira.
E porquê? Porque se travarmos esta discussão apenas entre arquitectos, entraremos mais tarde ou mais cedo num circuito circular, fechado. A pescadinha de rabo na boca. Porque entramos no ponto em que construção em altura, zonas históricas, Carta de Atenas, e tantos outros pontos deixam de ser debatidos com lógica e razão (se é que as há de facto) e passam a ser meras paixões pessoais, melhor ou pior defendidas, não interessa. É óbvio que bons argumentos rebatem maus (em questões objectivas), mas é também óbvio que as torres, ao serem construídas, não estarão lá apenas para arquitectos, mas sim para todos os cidadãos, sujeitos à apreciação de todos os cidadãos. Desde o dono da tasca da esquina, ao gerente da agência bancária, ao presidente do conselho de administração da construtora. E por isso, se para nós arquitectos esta pode ser uma discussão importante, para os restantes cidadãos deve ser uma discussão interessante. E na qual os interessados possam participar, independentemente da formação que têm. Mas também na qual possam participar porque percebem do que se trata, em vez de acharem que dado o teor da conversa (e aqui os arquitectos sabem bem ao que me refiro - a habitual crítica de arquitectura recheada de bullshit e vazia de conteúdo) esta é uma discussão fechada. Por isso gostei de ler o post do Gonçalo, em que vê as torres por um prisma diferente, mas muito complementar à discussão. Como nos últimos dias tenho feito especial questão de perguntar a aqueles com quem estou (desde que não sejam arquitectos) qual a sua opinião sobre as torres.
Porque os não-arquitectos são a maioria, mas raras vezes têm voto no que é feito nas suas cidades. E sendo óbvio que esta é uma discussão que mais possa interessar a arquitectos, o meu interesse vai exactamente no sentido dos cidadãos, dos habitantes, dos usufrutuários, do que eles pensam acerca das ditas torres em Alcântara.
É também por isso que gostava de ver outros blogs a darem a sua opinião, a explicarem o que acham, e porquê. Fica lançado o desafio, esta conversa não é só de arquitecto. (Peço desculpa ao Gang por alargar a discussão que em boa hora iniciaram, mas creio que aprovarão.)
E porquê? Porque se travarmos esta discussão apenas entre arquitectos, entraremos mais tarde ou mais cedo num circuito circular, fechado. A pescadinha de rabo na boca. Porque entramos no ponto em que construção em altura, zonas históricas, Carta de Atenas, e tantos outros pontos deixam de ser debatidos com lógica e razão (se é que as há de facto) e passam a ser meras paixões pessoais, melhor ou pior defendidas, não interessa. É óbvio que bons argumentos rebatem maus (em questões objectivas), mas é também óbvio que as torres, ao serem construídas, não estarão lá apenas para arquitectos, mas sim para todos os cidadãos, sujeitos à apreciação de todos os cidadãos. Desde o dono da tasca da esquina, ao gerente da agência bancária, ao presidente do conselho de administração da construtora. E por isso, se para nós arquitectos esta pode ser uma discussão importante, para os restantes cidadãos deve ser uma discussão interessante. E na qual os interessados possam participar, independentemente da formação que têm. Mas também na qual possam participar porque percebem do que se trata, em vez de acharem que dado o teor da conversa (e aqui os arquitectos sabem bem ao que me refiro - a habitual crítica de arquitectura recheada de bullshit e vazia de conteúdo) esta é uma discussão fechada. Por isso gostei de ler o post do Gonçalo, em que vê as torres por um prisma diferente, mas muito complementar à discussão. Como nos últimos dias tenho feito especial questão de perguntar a aqueles com quem estou (desde que não sejam arquitectos) qual a sua opinião sobre as torres.
Porque os não-arquitectos são a maioria, mas raras vezes têm voto no que é feito nas suas cidades. E sendo óbvio que esta é uma discussão que mais possa interessar a arquitectos, o meu interesse vai exactamente no sentido dos cidadãos, dos habitantes, dos usufrutuários, do que eles pensam acerca das ditas torres em Alcântara.
É também por isso que gostava de ver outros blogs a darem a sua opinião, a explicarem o que acham, e porquê. Fica lançado o desafio, esta conversa não é só de arquitecto. (Peço desculpa ao Gang por alargar a discussão que em boa hora iniciaram, mas creio que aprovarão.)
AHHH afinal está tudo bem...
UFFF...
E eu a pensar que os próximos tempos iam ser de decisões difíceis, com a constituição Europeia a reduzir a capacidade de pesca portuguesa para metade... Com o alargamento, com o EIXO a alvrar terreno fertilizado pelos outros, com a recessão que não descola....
Mas eis se não quando se faz luz!
Signore Berlusconi está a tratar de nós! Que alívio!
....Não sei se é para rir ou para chorar...
E eu a pensar que os próximos tempos iam ser de decisões difíceis, com a constituição Europeia a reduzir a capacidade de pesca portuguesa para metade... Com o alargamento, com o EIXO a alvrar terreno fertilizado pelos outros, com a recessão que não descola....
Mas eis se não quando se faz luz!
Signore Berlusconi está a tratar de nós! Que alívio!
....Não sei se é para rir ou para chorar...
Reflexão de Bandeira, em cartoon publicado hoje no DN, de uma contemporaneidade.

Torres de Alcântara 1
Opinião de um não arquitecto.
No meio de toda esta saudável conversação importa deixar algumas considerações jurídicas ladeando as arquitectónicas. É que umas devem reflectir as outras. No sentido que o Direito, como ciência que regula todos os comportamentos e manifestações de uma sociedade (suas vivências), deverá estar sempre aberto a tentar perceber e assimilar as motivações das mesmas, pois só assim vencerá a temporalidade (acompanhando as evoluções do que naturalmente evolui) e chegará mais perto do valor justiça ( fim último que almeja).
Interessa, então, analisar um dos chamados instrumentos de gestão territorial, o Plano Director Municipal (PDM), mais concretamente a sua forma de revisão. O PDM existe para estabelecer "o modelo de estrutura espacial do território em causa", o território municipal, "constituindo uma síntese da estratégia de desenvolvimento e ordenamento do local". Ora, é precisamente aqui que cumpre ao Direito abrir-se às outras ciências, nomeadamente arquitectura e engenharia. É que se é verdade que para um PDM a lei exige um periodo mínimo de vigência de três anos contados desde a sua aprovação ou última revisão, no intuito de lhe assegurar a estabilidade necessária ao seu funcionamento, também é verdade que a alterabilidade do plano é um elemento que lhe é natural, adquirida que é a sua função realizadora, cumprida precisamente pelas duas disciplinas acima mencionadas, e a sua necessária ligação a elementos espaciais e temporais. Sendo que é esta espacialidade ou temporalidade que é necessário interpretar por ciência que não a jurídica. Entramos aqui no domínio da política urbanística do momento.
Então, e chamando à colação as torres de Alcântara, segundo um dos gangsters, o PDM em causa entrou em vigor no ano de 1994, o que mais que perfaz o periodo exigido por lei. Ora, partindo do princípio que o actual PDM não contempla uma obra daquela envergadura (bondade minha...), torna-se necessário desencadear um procedimento de revisão do mesmo. Ou, mais acertadamente, um procedimento de alteração pois o que estaria em causa seria "não uma reapreciação global do plano mas tão só a reanálise meramente parcelar ou pontual". E o que se exige para essa alteração? Rigorosamente o mesmo que foi exigido aquando da sua criação. E aqui começam os problemas. Senão vejamos: exige-se, entre outros, a aprovação pela Assembleia Municipal (AM), a comunicação à Direcção Geral do Ordenamento do Território e a publicação no Diário da República. Do que se depreende, desde logo, as dificuldades políticas que daqui resultam, com a necessidade da passagem por esse crivo democrático que é a AM (sobretudo em câmaras em que nenhum partido tenha a maioria, como é o caso do Porto). Mas também importa reter o carácter solene e público de que o acto se reveste. Impossível passar despercebido. E por aqui é díficil ir. Mas há uma maneira de fugir a este procedimento e atingir os mesmos objectivos. E é aqui que entram os famigerados Planos de Pormenor, sobre os quais falarei num próximo post. Já é tarde.
No meio de toda esta saudável conversação importa deixar algumas considerações jurídicas ladeando as arquitectónicas. É que umas devem reflectir as outras. No sentido que o Direito, como ciência que regula todos os comportamentos e manifestações de uma sociedade (suas vivências), deverá estar sempre aberto a tentar perceber e assimilar as motivações das mesmas, pois só assim vencerá a temporalidade (acompanhando as evoluções do que naturalmente evolui) e chegará mais perto do valor justiça ( fim último que almeja).
Interessa, então, analisar um dos chamados instrumentos de gestão territorial, o Plano Director Municipal (PDM), mais concretamente a sua forma de revisão. O PDM existe para estabelecer "o modelo de estrutura espacial do território em causa", o território municipal, "constituindo uma síntese da estratégia de desenvolvimento e ordenamento do local". Ora, é precisamente aqui que cumpre ao Direito abrir-se às outras ciências, nomeadamente arquitectura e engenharia. É que se é verdade que para um PDM a lei exige um periodo mínimo de vigência de três anos contados desde a sua aprovação ou última revisão, no intuito de lhe assegurar a estabilidade necessária ao seu funcionamento, também é verdade que a alterabilidade do plano é um elemento que lhe é natural, adquirida que é a sua função realizadora, cumprida precisamente pelas duas disciplinas acima mencionadas, e a sua necessária ligação a elementos espaciais e temporais. Sendo que é esta espacialidade ou temporalidade que é necessário interpretar por ciência que não a jurídica. Entramos aqui no domínio da política urbanística do momento.
Então, e chamando à colação as torres de Alcântara, segundo um dos gangsters, o PDM em causa entrou em vigor no ano de 1994, o que mais que perfaz o periodo exigido por lei. Ora, partindo do princípio que o actual PDM não contempla uma obra daquela envergadura (bondade minha...), torna-se necessário desencadear um procedimento de revisão do mesmo. Ou, mais acertadamente, um procedimento de alteração pois o que estaria em causa seria "não uma reapreciação global do plano mas tão só a reanálise meramente parcelar ou pontual". E o que se exige para essa alteração? Rigorosamente o mesmo que foi exigido aquando da sua criação. E aqui começam os problemas. Senão vejamos: exige-se, entre outros, a aprovação pela Assembleia Municipal (AM), a comunicação à Direcção Geral do Ordenamento do Território e a publicação no Diário da República. Do que se depreende, desde logo, as dificuldades políticas que daqui resultam, com a necessidade da passagem por esse crivo democrático que é a AM (sobretudo em câmaras em que nenhum partido tenha a maioria, como é o caso do Porto). Mas também importa reter o carácter solene e público de que o acto se reveste. Impossível passar despercebido. E por aqui é díficil ir. Mas há uma maneira de fugir a este procedimento e atingir os mesmos objectivos. E é aqui que entram os famigerados Planos de Pormenor, sobre os quais falarei num próximo post. Já é tarde.
Thursday, December 04, 2003
Greve na Carris
Todos os dias a mesma coisa. Não conseguem inventar mais nada? Já farta! Se eu fosse editor de um orgão de comunicação social recusava-me a noticiar a greve. Ainda por cima feita às pinguinhas. Uma hora hoje, uma hora amanhã, outra depois de amanhã... Irra!
Público
Eu tinha de falar aqui sobre o jornal Público, que editou há dias atrás o seu número 5000, quase 14 anos volvidos desde o seu primeiro número. É que foi com o Público que eu despertei para a necessidade, digo o prazer, da informação pela leitura. E pela leitura diária. Até ao seu aparecimento não tinha o hábito de ler jornais. A única coisa que me lembro verdadeiramente de ler eram as tiras do Ferdinand no Comércio do Porto. E com o aparecimento do Público adquiri não só o hábito mas o vício de ler jornais, o vício de ler o Público, companheiro inseparével de todos os dias. Hoje, não consigo passar um dia sem o ler de fio a pavio. Ao ponto de, se por qualquer acaso não o pude ler, ou não terminar a sua leitura, retomo-a ou leio-o no dia seguinte, ou nos dias seguintes. Sim, guardo o jornal até o conseguir ler. Ou os ler. Claro que se o atraso for grande a leitura perde minuciosidade mas não deixa de acontecer. Chego até a pedir ao meu pai que, quando viajo, me guarde o jornal nos dias que o seu critério julgue de interesse, para além da , obrigatória, edição de sexta-feira. [ Guardados são também os jornais desportivos com as vitórias do FCP- o desportivo também é companhia diária inseparável, mas isso conta-se em outro rosário].
O aparecimento do Público veio agitar as águas da imprensa em Portugal. O que havia então eram jornais há muito estabelecidos, e pelo tanto completamente estagnados, e jornais com forte pendor político. Ao contrário, o Público surgiu como um jornal que tinha um forte grupo económico por detrás, e que apresentava um modelo mais próximo do que lá fora se fazia, reforçada pela forte colaboração, que ainda hoje mantém, com alguns dos melhores periódicos de França, Itália e Espanha, e que tinha como público alvo os quadros médios e superiores da nossa sociedade. Um jornal moderno e independente para as classes literatas. Era a pedradra no charco! Os jornais que já existiam foram então obrigados a evoluir para sobreviver. Assim o fizeram o Diário de Notícias e, em parte, o Jornal de Notícias. Outros, como o Comércio do Porto ( e este escrevo-o com alguma pena- alguma, porque nada faço, nem consigo, fazer para o evitar) ou O Primeiro de Janeiro entraram no marasmo de quem não vai lá das pernas e enfrentam um penoso calvário até ao suspiro final. Que já não deve estar longe.
Tive também há dias, coincidentemente mas por acaso, provas físicas desta minha relação profunda e duradoura com o jornal Público. Do fundo de uma caixa, religiosamente guardados, emergiram os jornais da altura da Guerra do Golfo (guerra que interessou e mais impressionou um rapaz de 14 anos). Guardei-os quase todos. Começa com as edições de 15 e 16 de Janeiro de 1991, com os fortes prenúncios de guerra. Depois, o dia 17 com o início da guerra. O dia 17, edição das 9 horas, com a actualização informativa. O dia 17 2ª edição, que sai nessa tarde. O dia 18. O dia 19. ...
Uma curiosidade é o hábito que tenho de ler o jornal sempre de trás para a frente. Talvez por causa do Calvin, que é a primeira coisa que ainda hoje leio no jornal (se calhar já não com a emoção de dantes, pois já conheço as tiras de cor, mas com a admiração de sempre).
E agora, se me permitem, vou ler o público de hoje.
O aparecimento do Público veio agitar as águas da imprensa em Portugal. O que havia então eram jornais há muito estabelecidos, e pelo tanto completamente estagnados, e jornais com forte pendor político. Ao contrário, o Público surgiu como um jornal que tinha um forte grupo económico por detrás, e que apresentava um modelo mais próximo do que lá fora se fazia, reforçada pela forte colaboração, que ainda hoje mantém, com alguns dos melhores periódicos de França, Itália e Espanha, e que tinha como público alvo os quadros médios e superiores da nossa sociedade. Um jornal moderno e independente para as classes literatas. Era a pedradra no charco! Os jornais que já existiam foram então obrigados a evoluir para sobreviver. Assim o fizeram o Diário de Notícias e, em parte, o Jornal de Notícias. Outros, como o Comércio do Porto ( e este escrevo-o com alguma pena- alguma, porque nada faço, nem consigo, fazer para o evitar) ou O Primeiro de Janeiro entraram no marasmo de quem não vai lá das pernas e enfrentam um penoso calvário até ao suspiro final. Que já não deve estar longe.
Tive também há dias, coincidentemente mas por acaso, provas físicas desta minha relação profunda e duradoura com o jornal Público. Do fundo de uma caixa, religiosamente guardados, emergiram os jornais da altura da Guerra do Golfo (guerra que interessou e mais impressionou um rapaz de 14 anos). Guardei-os quase todos. Começa com as edições de 15 e 16 de Janeiro de 1991, com os fortes prenúncios de guerra. Depois, o dia 17 com o início da guerra. O dia 17, edição das 9 horas, com a actualização informativa. O dia 17 2ª edição, que sai nessa tarde. O dia 18. O dia 19. ...
Uma curiosidade é o hábito que tenho de ler o jornal sempre de trás para a frente. Talvez por causa do Calvin, que é a primeira coisa que ainda hoje leio no jornal (se calhar já não com a emoção de dantes, pois já conheço as tiras de cor, mas com a admiração de sempre).
E agora, se me permitem, vou ler o público de hoje.
Alcântara - Siza- Q & A
A invocação ecologista é apenas politicamente correcta (quando dá jeito ) mais do que ser a raíz destes projectos na realidade. As imobiliárias estão-se borrifando para isso! O Modernismo acabou. LeCorbusier falhou e temos de aceitar isso. Tirar o que de bom há feito por ele - e tanto que é! - e passar a outra fase.
Passar a pensar que sem torres, é possível uma realidade urbana que não rejeita a natureza, antes pelo contrário, a integra. Num futuro onde as pessoas se encontrem na cidade, onde os percursos se possam reduzir entre o trabalho e casa, onde haja policentrismo e não unicentros macrocéfalos. Onde haja mobilidade, física, psicológica, de trabalho. Onde haja flexibilidade, de trabalho, de tipologia, de soluções constructivas, de escolha de transportes. A cidade da alternativa, do transporte público, do jardim de infancia acessivel, do modo de vida saudavel. A cidade em que os cidadãos ocupam de novo o centro desocupado! O renovam, o reutilizam! Para quê construir mais torres de 105 metros de altura? Com o centro da cidade mais bela da europa ABANDONADO??
Será que os Lisboetas têm a noção do desperdício que está a acontecer nas suas barbas? E eu e a minha mulher, temos de ir para a periferia só porque as imobiliárias não se querem dar ao trabalho de renovar os edifícios existentes? Terei de pedir empréstimos, só porque dá dinheiro construir e vender, e consequentemente impedir a Legislação do arrendamento de avançar? Porque é que o parque Habitacional de Arrendamento é tão inferior ao da Compra? Porque será que tão dificil para nós hoje começar a vida?
Bancos, Construtoras e Imobiliárias, com os seu métodos de avaliação económica, VAL's TIR's, LCC's, só porque são capazes de gerir e produzir dinheiro astronómico, fizeram dos jovens portugueses uns vencidos. Não podem despedir-se por causa das prestações. Cada vez que sobem as taxas de juro estão à rasca. Estão presos à cidade onde estão, mesmo que tenham melhor trabalho noutra. Estão atados, endividados, atolados, amordaçados.
São estes energúmenos, estes bandidos, que contribuiram para que o País se endividasse até lá fora que querem que façam a minha cidade?? Estes que acentuaram os defeitos de um governo Socialista despesista, em vez de fazerem a sociedade avançar? Acredito na iniciativa privada, como meio de dinamização de um país onde o Estado tem um comportamento deficiente, atrasado e até decadente. Mas nesses senhores, não muito obrigado. Acho que já chega. São o exemplo do Capitalismo não controlável que prejudica a população. São a razão de eu acreditar numa democracia que alterne nas duas visóes: uma mais Estado-providencia, outra mais liberal, dando iniciativa aos privados.
Ou seja, é bom continuarem a haver VERDADEIROS socialistas que acreditam que o ESTADO deve ter um papel regulador das oportunidades assimétricas dos diferentes cidadãos. E que resistem em negociar com privados como vector principal das suas políticas. Acreditando no oposto, penso que este caso é uma boa justificação para o socialismo democrático. Enfim, não o da 3ª via, porque esse, por não controlar os processos do mercado, só explodiu mais as nossas cidades. Fernando Gomes, Nuno Cardoso e João Soares são o exemplo acabado disso. Socorridos pelos ideólogos da cidade densa, como o Nuno Portas, encarregaram-se de estuporar Lisboa e Porto.
A cidade densa morreu. Viva o policentrismo e a descentralização. Viva a cidade extensa.
Passar a pensar que sem torres, é possível uma realidade urbana que não rejeita a natureza, antes pelo contrário, a integra. Num futuro onde as pessoas se encontrem na cidade, onde os percursos se possam reduzir entre o trabalho e casa, onde haja policentrismo e não unicentros macrocéfalos. Onde haja mobilidade, física, psicológica, de trabalho. Onde haja flexibilidade, de trabalho, de tipologia, de soluções constructivas, de escolha de transportes. A cidade da alternativa, do transporte público, do jardim de infancia acessivel, do modo de vida saudavel. A cidade em que os cidadãos ocupam de novo o centro desocupado! O renovam, o reutilizam! Para quê construir mais torres de 105 metros de altura? Com o centro da cidade mais bela da europa ABANDONADO??
Será que os Lisboetas têm a noção do desperdício que está a acontecer nas suas barbas? E eu e a minha mulher, temos de ir para a periferia só porque as imobiliárias não se querem dar ao trabalho de renovar os edifícios existentes? Terei de pedir empréstimos, só porque dá dinheiro construir e vender, e consequentemente impedir a Legislação do arrendamento de avançar? Porque é que o parque Habitacional de Arrendamento é tão inferior ao da Compra? Porque será que tão dificil para nós hoje começar a vida?
Bancos, Construtoras e Imobiliárias, com os seu métodos de avaliação económica, VAL's TIR's, LCC's, só porque são capazes de gerir e produzir dinheiro astronómico, fizeram dos jovens portugueses uns vencidos. Não podem despedir-se por causa das prestações. Cada vez que sobem as taxas de juro estão à rasca. Estão presos à cidade onde estão, mesmo que tenham melhor trabalho noutra. Estão atados, endividados, atolados, amordaçados.
São estes energúmenos, estes bandidos, que contribuiram para que o País se endividasse até lá fora que querem que façam a minha cidade?? Estes que acentuaram os defeitos de um governo Socialista despesista, em vez de fazerem a sociedade avançar? Acredito na iniciativa privada, como meio de dinamização de um país onde o Estado tem um comportamento deficiente, atrasado e até decadente. Mas nesses senhores, não muito obrigado. Acho que já chega. São o exemplo do Capitalismo não controlável que prejudica a população. São a razão de eu acreditar numa democracia que alterne nas duas visóes: uma mais Estado-providencia, outra mais liberal, dando iniciativa aos privados.
Ou seja, é bom continuarem a haver VERDADEIROS socialistas que acreditam que o ESTADO deve ter um papel regulador das oportunidades assimétricas dos diferentes cidadãos. E que resistem em negociar com privados como vector principal das suas políticas. Acreditando no oposto, penso que este caso é uma boa justificação para o socialismo democrático. Enfim, não o da 3ª via, porque esse, por não controlar os processos do mercado, só explodiu mais as nossas cidades. Fernando Gomes, Nuno Cardoso e João Soares são o exemplo acabado disso. Socorridos pelos ideólogos da cidade densa, como o Nuno Portas, encarregaram-se de estuporar Lisboa e Porto.
A cidade densa morreu. Viva o policentrismo e a descentralização. Viva a cidade extensa.
Wednesday, December 03, 2003
As Torres de Siza
Mas dizia eu a LAC de O projecto, que um raciocínio estruturado e claro não é significado de ter maior adequação à realidade, ou a um melhor caminho de futuro para a cidade. Mas LAC fá-lo, e demos-lhe esse mérito.
No pós-guerra, a Carta de Atenas foi aplicada com abundância e profusão em vários países. Dois dos quais, onde vivi, a França e a Alemanha, carregam as cicatrizes sociais profundas da opção construir em altura que LAC defende. Como se fosse uma coisa altamente culta e contemporânea. Ora, precisamente, não é. É uma opção altamente modernista, não uma opção contemporânea.
Em qualquer destes países, as pessoas ficariam de boca aberta de ver hoje em dia Arquitectos defenderem estas opções. De facto, no passado, resultaram do aval e iniciativa dos Arquitectos. Foram falhanços tão rotundos, tão graves, que ainda hoje a profissão se ressente da má imagem que deu. Não sei se me fiz entender bem. É só visitar os ditos países.
Em relação a Portugal e a Lisboa, no post em baixo já digo a opinião sobre os anos 80 e 90. Não houve Arquitectos a acompanhar. Talvez só um: Taveira. Isto já diz tudo. Não é mal nem é bem, eu defendo que deve haver Arquitectos em tudo o que seja construido. Agora a opção conceptual dacidade densa não só é totalmente antiquada e ultrapassada, como se ainda para mais os Arquitectos se colarem a ela, pioram o pouco crédito que ainda vamos tendo junto da população.
Esta população, de facto, não imputa aos Arquitectos, e sim aos Empreiteiros e Imobiliárias, a criação de cidades denssíssimas em Chelas, Damaias, Amadoras, Sintras e Loures. Mas eles foram colaborando. Agora, se o Arquitecto expoente embarca na aventura do Imobiliário, as pessoas vão perceber que o Siza do Chiado morreu. É uma sombra do Homem de princípios que já foi.
O problema é que passa a ser também a nós, outros restantes que trabalhamos em Arquitectura, que é imputada esta relação de objectivo-lucro com a construção! O Siza e o Graça Dias estão-se borrifando. Têm o nome feito. Não têm que mostrar nada! Podem e querem ser artistas e modernaços. Agora nós, a trabalhar para ganhar confiança de clientes, para prestarmos um melhor e mais exigente serviço a todos os níveis, não podemos embarcar na cartilha esgotada do modernismo.
Há que procurar soluções contemporâneas que respeitam as memórias dos lugares, que induzam uma sociedade funcional, que permitam a mistura de funções, que acolham comunidades dentro do espaço urbano, que crie espaços mistos de público e privado, que permitam acessibilidades de transportes e possibilidade de instalação de diversos estratos sociais e de agregados familiares. A vida contemporânea volta, por toda a Europa aos centros históricos das cidades por isto mesmo.
As torres são a antítese de tudo isto. As torres já eram. Já há. Não queremos, obrigado.
No pós-guerra, a Carta de Atenas foi aplicada com abundância e profusão em vários países. Dois dos quais, onde vivi, a França e a Alemanha, carregam as cicatrizes sociais profundas da opção construir em altura que LAC defende. Como se fosse uma coisa altamente culta e contemporânea. Ora, precisamente, não é. É uma opção altamente modernista, não uma opção contemporânea.
Em qualquer destes países, as pessoas ficariam de boca aberta de ver hoje em dia Arquitectos defenderem estas opções. De facto, no passado, resultaram do aval e iniciativa dos Arquitectos. Foram falhanços tão rotundos, tão graves, que ainda hoje a profissão se ressente da má imagem que deu. Não sei se me fiz entender bem. É só visitar os ditos países.
Em relação a Portugal e a Lisboa, no post em baixo já digo a opinião sobre os anos 80 e 90. Não houve Arquitectos a acompanhar. Talvez só um: Taveira. Isto já diz tudo. Não é mal nem é bem, eu defendo que deve haver Arquitectos em tudo o que seja construido. Agora a opção conceptual dacidade densa não só é totalmente antiquada e ultrapassada, como se ainda para mais os Arquitectos se colarem a ela, pioram o pouco crédito que ainda vamos tendo junto da população.
Esta população, de facto, não imputa aos Arquitectos, e sim aos Empreiteiros e Imobiliárias, a criação de cidades denssíssimas em Chelas, Damaias, Amadoras, Sintras e Loures. Mas eles foram colaborando. Agora, se o Arquitecto expoente embarca na aventura do Imobiliário, as pessoas vão perceber que o Siza do Chiado morreu. É uma sombra do Homem de princípios que já foi.
O problema é que passa a ser também a nós, outros restantes que trabalhamos em Arquitectura, que é imputada esta relação de objectivo-lucro com a construção! O Siza e o Graça Dias estão-se borrifando. Têm o nome feito. Não têm que mostrar nada! Podem e querem ser artistas e modernaços. Agora nós, a trabalhar para ganhar confiança de clientes, para prestarmos um melhor e mais exigente serviço a todos os níveis, não podemos embarcar na cartilha esgotada do modernismo.
Há que procurar soluções contemporâneas que respeitam as memórias dos lugares, que induzam uma sociedade funcional, que permitam a mistura de funções, que acolham comunidades dentro do espaço urbano, que crie espaços mistos de público e privado, que permitam acessibilidades de transportes e possibilidade de instalação de diversos estratos sociais e de agregados familiares. A vida contemporânea volta, por toda a Europa aos centros históricos das cidades por isto mesmo.
As torres são a antítese de tudo isto. As torres já eram. Já há. Não queremos, obrigado.
Fitness.
Gosto de supermercados; pequenas mercearias e grandes hipermercados.
Gosto sobretudo dos encontros fortuitos entre solteiros nos supermercados, da espreitadela esquiva ao carrinho de compras dos outros, da imaginação que se liberta em cada espreitador do carrinho do vizinho. Pelo carrinho de compras facilmente se percebe acerca do regime marital, da existência de crianças em casa, do divorciado nos congelados, dos casais que espalham o seu amor pelos corredores, seja o do café ou o das fraldas, da cara regalada de alguns homens na charcutaria, da voz enfastiada da chefe da caixa central central a chamar pela menina Lúcia da secção ménage à caixa 42, de como as senhoras da peixaria são quase sempre as mais simpáticas, de toda uma série de pequenos detalhes da vida quotidiana.
Acho mesmo igualmente interessante (excepto para a carteira) do ponto de vista sociológico, uma visita tanto ao Coop da Hauptbahnhof de Zürich como ao Minipreço da Rua de S. Bento. São momentos.
Ontem, num hipermercado, pude aperceber-me do grau psicótico a que chegou a relação das mulheres com os produtos dietéticos. Uma rapariga dos seus 28 anos, empurrava com leveza um carrinho carregado de cereais fittness, de leite magro, de produtos low cal. Ela era magrinha, bem feita, mas não estava feliz. Apeteceu-me oferecer-lhe um pote de mel, e dizer-lhe: Alegre-se, menina!
Gosto sobretudo dos encontros fortuitos entre solteiros nos supermercados, da espreitadela esquiva ao carrinho de compras dos outros, da imaginação que se liberta em cada espreitador do carrinho do vizinho. Pelo carrinho de compras facilmente se percebe acerca do regime marital, da existência de crianças em casa, do divorciado nos congelados, dos casais que espalham o seu amor pelos corredores, seja o do café ou o das fraldas, da cara regalada de alguns homens na charcutaria, da voz enfastiada da chefe da caixa central central a chamar pela menina Lúcia da secção ménage à caixa 42, de como as senhoras da peixaria são quase sempre as mais simpáticas, de toda uma série de pequenos detalhes da vida quotidiana.
Acho mesmo igualmente interessante (excepto para a carteira) do ponto de vista sociológico, uma visita tanto ao Coop da Hauptbahnhof de Zürich como ao Minipreço da Rua de S. Bento. São momentos.
Ontem, num hipermercado, pude aperceber-me do grau psicótico a que chegou a relação das mulheres com os produtos dietéticos. Uma rapariga dos seus 28 anos, empurrava com leveza um carrinho carregado de cereais fittness, de leite magro, de produtos low cal. Ela era magrinha, bem feita, mas não estava feliz. Apeteceu-me oferecer-lhe um pote de mel, e dizer-lhe: Alegre-se, menina!
www.iffhs.de
Notícia elucidativa.
Vejam o seguinte
Dossier aparecido no Le Monde sobre a Rússia.
Notável. Apesar de tudo, jornalismo a sério, não este de pacotilha que vamos tendo por aqui.
Notável. Apesar de tudo, jornalismo a sério, não este de pacotilha que vamos tendo por aqui.
A propósito de Alcântara (ponte em Árabe):
O caso só me choca por Alvaro Siza ser uma espécie de reserva moral da Nação. De facto, quando Abecassis o chamou para o Chiado, bradou-se ao escândalo em Lisboa por se achar que um provinciano do Porto poderia reinterpretar Lisboa. Só que de facto Lisboa estava mergulhada em pleno apogeu/boom capitalista selvagem do Cavaquismo áureo.
E em Lisboa vidro e aço eram a modernidade. Era o que as corporações e empresas queriam como imagem, era o que elas procuravam, não sei se por só irem para Frankfurt, Londres e Nova Iorque, se por não perceberem nada de nada e embarcarem na onda. Ora, Siza pode não ser um tipo completamente contemporâneo nos instrumentos/método, tecnologia usada, no produto espacial proposto para a cidade...
Mas tem uma virtude: não é rural/provinciano, tendo viajado por toda a Europa (eu diria Mundo) quando em Lisboa quem evoluia comprava grandes casas na Lapa/Algarve, Jaguares, ou Veleiros de 32 pés. Sempre fez o seu espírito crítico reflectir sobre os espaços que visitava e SEMPRE usou a SUA visão para reinterpretar o existente através das suas Obras. Antes do sampling, ele já o fazia. Sempre foi contemporâneo nesse aspecto do conhecimento de milhares de referências condensadas nas suas criações.
Ele é tudo menos materialista, é um exemplo de investimento contínuo em formação, valorização e visão do mundo. Julgo que o exercício é altamente alienígena no contexto português, sobretudo confrontado com o Novo-riquismo dos anos 80 e 90. As suas obras têm essa marca distintiva muito própria: uma Ironia muito marcada, uma desilusão com o mundo que em 1989 lhe ruiu e destruiu o seu sonho estalinista de sociedade. Deste modo, Siza é um homem desencantado e triste, mas que se mantém com um humor fulminante e crítico nas suas propostas.
Só compreendo as torres de Alcântara por este prisma, sendo elas pura especulação Imobiliária, símbolo desse sistema que ele nunca compreendeu . Ou talvez isso, tentativa de se reconciliar com o Capitalismo neo-liberal, seguindo pisadas do seu delfim Souto Moura no Parque da Cidade no Porto. Só que Souto Moura é no máximo a 3ª Via, enquanto Siza é a caricatura do Capitalismo de Estado chinês. É uma antítese, um paradoxo brutal.
Num caso ou noutro, o 2º sentido é evidente para quem conhece o seu percurso. E exceptuando uma vontade enorme em marcar as cidades do país, mais nada haveria para justificar esta inexplicavel aposta. De facto, Siza leva esta amargura: ninguém em Portugal aprecia mesmo o seu trabalho. Nunca lhe pediram para fazer obras no Porto, por exemplo. Um pouco como António Lobo Antunes.
A maior parte das pessoas não tem cultura para o apreciar e ignoram-no. Há um género de pessoas, que o venera, mesmo sem o perceber bem, fruto da fama internacional que goza. É uma das razões porque ele não dá aulas. Não tem paciência para graxistas...Um último tipo de pessoas, como eu, não lhe admitem o estatuto de estrela que gasta o dinheiro de todos nós a fazer obras farónica, não na dimensão mas na duração no tempo, só porque muda em obra 39 vezes e meia uma parede, uma porta, ou uma pedra de chão.
Não lhe admito estar tão ocupado consigo próprio que se tenha esquecido de formar pessoas para que este país tivesse arquitectos com capacidade, com formação para relevar os desafiosque a contemporaneidade nos coloca. É um ego-centrico, sem grande ideal, sem escola, sem um projecto para a comunidade/país. Preocupou-se sobretudo no seu percurso, e por isso é a encarnação máxima da estrela prima-dona.
Mas pronto, há aquela ironia, aquele humor bom, que se mantém. Como intenção, revejo-o em Alcântara. Desde que não seja construido...GOSTO! Porque este país precisa de gente que dê pedradas no charco, que nos façam discutir e pensar. Devia ser função de escritores, artistas e filósofos. Mas esses...também se renderam às rotundas das Autarquias e ao beija-mão do Presidente e do Carrilho. São todos uns mansos.
E em Lisboa vidro e aço eram a modernidade. Era o que as corporações e empresas queriam como imagem, era o que elas procuravam, não sei se por só irem para Frankfurt, Londres e Nova Iorque, se por não perceberem nada de nada e embarcarem na onda. Ora, Siza pode não ser um tipo completamente contemporâneo nos instrumentos/método, tecnologia usada, no produto espacial proposto para a cidade...
Mas tem uma virtude: não é rural/provinciano, tendo viajado por toda a Europa (eu diria Mundo) quando em Lisboa quem evoluia comprava grandes casas na Lapa/Algarve, Jaguares, ou Veleiros de 32 pés. Sempre fez o seu espírito crítico reflectir sobre os espaços que visitava e SEMPRE usou a SUA visão para reinterpretar o existente através das suas Obras. Antes do sampling, ele já o fazia. Sempre foi contemporâneo nesse aspecto do conhecimento de milhares de referências condensadas nas suas criações.
Ele é tudo menos materialista, é um exemplo de investimento contínuo em formação, valorização e visão do mundo. Julgo que o exercício é altamente alienígena no contexto português, sobretudo confrontado com o Novo-riquismo dos anos 80 e 90. As suas obras têm essa marca distintiva muito própria: uma Ironia muito marcada, uma desilusão com o mundo que em 1989 lhe ruiu e destruiu o seu sonho estalinista de sociedade. Deste modo, Siza é um homem desencantado e triste, mas que se mantém com um humor fulminante e crítico nas suas propostas.
Só compreendo as torres de Alcântara por este prisma, sendo elas pura especulação Imobiliária, símbolo desse sistema que ele nunca compreendeu . Ou talvez isso, tentativa de se reconciliar com o Capitalismo neo-liberal, seguindo pisadas do seu delfim Souto Moura no Parque da Cidade no Porto. Só que Souto Moura é no máximo a 3ª Via, enquanto Siza é a caricatura do Capitalismo de Estado chinês. É uma antítese, um paradoxo brutal.
Num caso ou noutro, o 2º sentido é evidente para quem conhece o seu percurso. E exceptuando uma vontade enorme em marcar as cidades do país, mais nada haveria para justificar esta inexplicavel aposta. De facto, Siza leva esta amargura: ninguém em Portugal aprecia mesmo o seu trabalho. Nunca lhe pediram para fazer obras no Porto, por exemplo. Um pouco como António Lobo Antunes.
A maior parte das pessoas não tem cultura para o apreciar e ignoram-no. Há um género de pessoas, que o venera, mesmo sem o perceber bem, fruto da fama internacional que goza. É uma das razões porque ele não dá aulas. Não tem paciência para graxistas...Um último tipo de pessoas, como eu, não lhe admitem o estatuto de estrela que gasta o dinheiro de todos nós a fazer obras farónica, não na dimensão mas na duração no tempo, só porque muda em obra 39 vezes e meia uma parede, uma porta, ou uma pedra de chão.
Não lhe admito estar tão ocupado consigo próprio que se tenha esquecido de formar pessoas para que este país tivesse arquitectos com capacidade, com formação para relevar os desafiosque a contemporaneidade nos coloca. É um ego-centrico, sem grande ideal, sem escola, sem um projecto para a comunidade/país. Preocupou-se sobretudo no seu percurso, e por isso é a encarnação máxima da estrela prima-dona.
Mas pronto, há aquela ironia, aquele humor bom, que se mantém. Como intenção, revejo-o em Alcântara. Desde que não seja construido...GOSTO! Porque este país precisa de gente que dê pedradas no charco, que nos façam discutir e pensar. Devia ser função de escritores, artistas e filósofos. Mas esses...também se renderam às rotundas das Autarquias e ao beija-mão do Presidente e do Carrilho. São todos uns mansos.
Torres de Alcântara? Siza?
O Gang chama-nos hiperprodutivos, do norte, e pede para dizermos qualquer coisa sobre as Torres do Siza em Alcântara. Quanto à hiperprodução, obrigado; no que toca ao norte, para mais detalhes recomendo vivamente que consultem o meu post intitulado As Cidades, que está no arquivo deste Blog a 22 de Julho de 2003. É ligeiramente clarificador.
Qualquer coisa sobre as torres do Siza é que vai ser mais difícil. Só sei o que sei por 31 de boca, e é pouco. Não vi esquiços, fotografias de maquetes, muito menos qualquer desenho do projecto. Como não sou o Miguel Sousa Tavares, que sem querer falar de arquitectura escreveu uma crónica inteira no Público da última sexta-feira, pouco posso dizer. Digo que gostava de saber do que realmente se trata de uma forma credível (peço desculpa por não ter confiança na nossa imprensa); digo que as imobiliárias perceberam que este filão de pôr um gajo famoso a fazer o próximo condomínio é meio caminho andado para se fazer o que se quer onde se quer (se as torres projectadas para o Parque da Cidade do Porto não fossem de Souto Moura, é certo e sabido que não haveria nem metade da discussão, para a Imoloc Souto Moura foi um investimento para garantir a aprovação do projecto); digo que me parece estranho que Jean Nouvel pouco ao lado vá fazer algo low profile dentro do seu género, e seja Siza a projectar as torres; e digo a única frase que me ficou disto tudo e que nem sei se é verdade: “mais altas que o tabuleiro da ponte”. E isto já é dizer demais com conhecimento a menos.
Caro Gang e demais leitores, deixem chegar até mim alguma informação, e aí possivelmente mais direi.
Qualquer coisa sobre as torres do Siza é que vai ser mais difícil. Só sei o que sei por 31 de boca, e é pouco. Não vi esquiços, fotografias de maquetes, muito menos qualquer desenho do projecto. Como não sou o Miguel Sousa Tavares, que sem querer falar de arquitectura escreveu uma crónica inteira no Público da última sexta-feira, pouco posso dizer. Digo que gostava de saber do que realmente se trata de uma forma credível (peço desculpa por não ter confiança na nossa imprensa); digo que as imobiliárias perceberam que este filão de pôr um gajo famoso a fazer o próximo condomínio é meio caminho andado para se fazer o que se quer onde se quer (se as torres projectadas para o Parque da Cidade do Porto não fossem de Souto Moura, é certo e sabido que não haveria nem metade da discussão, para a Imoloc Souto Moura foi um investimento para garantir a aprovação do projecto); digo que me parece estranho que Jean Nouvel pouco ao lado vá fazer algo low profile dentro do seu género, e seja Siza a projectar as torres; e digo a única frase que me ficou disto tudo e que nem sei se é verdade: “mais altas que o tabuleiro da ponte”. E isto já é dizer demais com conhecimento a menos.
Caro Gang e demais leitores, deixem chegar até mim alguma informação, e aí possivelmente mais direi.
França e Alemanha
Não deixa de ser curioso examinar e reflectir a posição Franco Alemã na intervenção no Iraque.
Já se percebeu o seguinte: a intervenção é para quem pode. Quem tem o país na bancarrota não pode ir mesmo à guerra. é o caso. Porque vontade, não falta aos legionários franceses e à nova Wermacht. Em 2º lugar, de facto era quem armas vendia a Saddam, indo buscar sobretudogás natural e petróleo. Depois, separadamente: no caso da França a questão Presidencial/Jospin, que levou o universo Socialista a votar Chirac, e este a terde defender os seus ideais.
No caso Alemão, duas intervenções em um ano é demais , para quem esteve 50 anos parado, até à guerra da Bósnia, a Alemanha não estava autorizada pelos Aliados (leia-se E.U.A.) a deslocar o seu exército para teatros de Operações. A acrescentar, a crise grassa, e a reunificação demora e atrasa. Demais.
Durante o conflito, quer um quer outro, mas sobretudo os Franceses, tiveram palavras de ameaça duras para com os países do Ex-bloco de Leste e para a Ibéria, muito mal digeridas por todos.
Houve, posteriormente, uma cimeira entre os dois países, muito cordial, onde cada um avisa o vizinho que não cumprirá o défice do Pacto de Estabilidade, e que se o fizessem os dois, politicamente estariam a salvo. Voilá!! Remédio santo.
Se não estivesse em curso a redacção da muito pomposa Constituição Europeia, nem um alargamento a mais uns quantos países, poder-se-ia encarar este não-cumprimento, como algo possível. Só que depois dos insultos de Chirac à carta dos Oito (apoio aos EUA) a Europa periférica deu-se conta que nem os Francos nem os Germanos estão na União pelo Ideal.
Estão na União enquanto formos mercado para os seus produtos. Enquanto formos obedientes e bem-agradecidos. Mal discordemos, mudam as regras para seu benefício, eles que são indisciplinados que chegue para deixar os seus défices Públicos ultrapassar o limite de 3% que eles próprios tinham imposto! Será que a Inglaterra não tinha razão em suspeitar desta Europa? Deste Euro? Será que estamos bem entregues? Será esta a Europa que nós queremos que seja construida?
Não queria pensar que vamos cruzar os braços.
Já se percebeu o seguinte: a intervenção é para quem pode. Quem tem o país na bancarrota não pode ir mesmo à guerra. é o caso. Porque vontade, não falta aos legionários franceses e à nova Wermacht. Em 2º lugar, de facto era quem armas vendia a Saddam, indo buscar sobretudogás natural e petróleo. Depois, separadamente: no caso da França a questão Presidencial/Jospin, que levou o universo Socialista a votar Chirac, e este a terde defender os seus ideais.
No caso Alemão, duas intervenções em um ano é demais , para quem esteve 50 anos parado, até à guerra da Bósnia, a Alemanha não estava autorizada pelos Aliados (leia-se E.U.A.) a deslocar o seu exército para teatros de Operações. A acrescentar, a crise grassa, e a reunificação demora e atrasa. Demais.
Durante o conflito, quer um quer outro, mas sobretudo os Franceses, tiveram palavras de ameaça duras para com os países do Ex-bloco de Leste e para a Ibéria, muito mal digeridas por todos.
Houve, posteriormente, uma cimeira entre os dois países, muito cordial, onde cada um avisa o vizinho que não cumprirá o défice do Pacto de Estabilidade, e que se o fizessem os dois, politicamente estariam a salvo. Voilá!! Remédio santo.
Se não estivesse em curso a redacção da muito pomposa Constituição Europeia, nem um alargamento a mais uns quantos países, poder-se-ia encarar este não-cumprimento, como algo possível. Só que depois dos insultos de Chirac à carta dos Oito (apoio aos EUA) a Europa periférica deu-se conta que nem os Francos nem os Germanos estão na União pelo Ideal.
Estão na União enquanto formos mercado para os seus produtos. Enquanto formos obedientes e bem-agradecidos. Mal discordemos, mudam as regras para seu benefício, eles que são indisciplinados que chegue para deixar os seus défices Públicos ultrapassar o limite de 3% que eles próprios tinham imposto! Será que a Inglaterra não tinha razão em suspeitar desta Europa? Deste Euro? Será que estamos bem entregues? Será esta a Europa que nós queremos que seja construida?
Não queria pensar que vamos cruzar os braços.
Mystic River.
Sobre a ida a Alvalade XXI, e estando preparado para um mau jogo, nada melhor que aproveitá-la para poder ver Mystic River, e poder experimentar as salas de cinema do Alvaláxia. Sempre se ganhava alguma coisinha. E ganhou. As salas são óptimas, qualidade acima de tudo. Se a discussão é entre as salas do Alvaláxia e as do Corte Inglês, achei as do Alvaláxia bastante melhores, em conforto, imagem, som, nos normais parâmetros de classificação. Esteticamente também gostei (atenção, só a zona dos cinemas e as salas, não confundir com a Alvaláxia), mas não me consigo lembrar da componente estética das do Corte Inglês, logo não as posso comparar - mas se eu gostasse muito por certo não me esquecia.
Passando ao que interessa, o filme é genial. O filme é genial. Ainda sobre o filme: é genial. E aquelas duas mulheres são bonitas a sério; mesmo com a cara cheia de lágrimas, uma mulher bonita é sempre uma mulher bonita, aos 20, 30, 40 ou 50. Mais, às vezes percebo que uma mulher é bonita quando lhe vejo a cara com lágrimas, os olhos brilhantes.
Não me apetece tecer aqui meia dúzia de frases sobre o conteúdo do filme, sobre a qualidade da realização, sobre o guarda-roupa, sobre a história. Sobre Clint Eastwood. Sobre a moral do filme, no filme, ou a ausência dela. Sobre a tristeza. Sobre o tanto que este filme nos pode dar que pensar. Não, eu não tenho autoridade ou conhecimento para escrever mais linhas do que estas sobre isso. Por isso, só me resta dizer: vejam Mystic River.

Passando ao que interessa, o filme é genial. O filme é genial. Ainda sobre o filme: é genial. E aquelas duas mulheres são bonitas a sério; mesmo com a cara cheia de lágrimas, uma mulher bonita é sempre uma mulher bonita, aos 20, 30, 40 ou 50. Mais, às vezes percebo que uma mulher é bonita quando lhe vejo a cara com lágrimas, os olhos brilhantes.
Não me apetece tecer aqui meia dúzia de frases sobre o conteúdo do filme, sobre a qualidade da realização, sobre o guarda-roupa, sobre a história. Sobre Clint Eastwood. Sobre a moral do filme, no filme, ou a ausência dela. Sobre a tristeza. Sobre o tanto que este filme nos pode dar que pensar. Não, eu não tenho autoridade ou conhecimento para escrever mais linhas do que estas sobre isso. Por isso, só me resta dizer: vejam Mystic River.

As coisas que um árbitro é ou Rir como uma criança.
Como poderão calcular pelo título do post, lá fui a Alvalade XXI. (Levava no bolso o lenço branco, pronto a agitá-lo com vontade, mas ainda não foi desta.) Em todo o caso, não é de futebol que quero falar aqui. Desta vez, acompanhei um Amigo e sentei-me numa bancada que não a minha habitual. O interessante disto tudo, foi poder escutar todo um leque de insultos diferentes daqueles a que estou habituado no meu lugar habitual. Insultos estes, que curiosamente, raríssimas vezes são dirigidos ao árbitro himself, mas antes a quem o trouxe à Terra. Senhores, como a língua portuguesa é rica! Como é poética! A Senhora Mãe do árbitro só é chamada de puta porque ele nasceu dela, ora então? Ou o mais pobrezinho nasceste na rua, já para não falar do não sabes quem é o teu Pai. Ao fim e ao cabo, são 90 minutos do melhor e mais elaborado vernáculo português, só acessíveis a quem está nas bancadas. Chega a haver, pasme-se, arcaicísmos, entre ricas metáforas e outras figuras de estilo. Mas o que eu queria mesmo destacar, pude ouvir vindo da minha fila, a poucos metros de mim. Numa chuva de insultos graças a uma asneirada da grossa, eis que um digno espectador presenteia o árbitro com este filosofal: Filho de um saco cheio de cabrões!!! Eu, confesso, nunca tal tinha ouvido em 26 anos de vida. E, no meio daquela gritaria e confusão, mais não consegui fazer do que rir com vontade. Rir, como ria em criança quando escutava o que já sabia que não se devia dizer. Rir, como ri uma criança quando sabe que é disparate. Afinal, o futebol, mesmo sendo mau, ainda é uma festa.
Interessante.
Este artigo, no Diário Económico, por Álvaro Santos Pereira.
De algum modo correspondem a preocupações por mim expressas neste blog há dias.
Portugal, em termos económicos, se unido à Espanha, tornar-se-á em parte essencial da estratégia global Europeia. Isto se se mantiverem as opções de finanças públicas deste governo, que não são mais do que seguir o exemplo espanhol dos últimos anos.
Salários congelados, diversificação dos contratos de trabalho, investimento público contido, aposta em gestão mista de escolas e hospitais, melhoria das condições de funcionamento dos organismos estatais, aposta na valorização de quadros. Sobretudo a contenção do Estado levou a que a produção de riqueza fosse ganhando terreno.
Espanha não tem défice, tem Superavit de 3%. Produz mais riqueza bruta que o Canadá ou a Rússia.
Comemorámos na 2ª feira a Independencia do Reino dos Bourbons. É de uma enorme actualidade este feriado. Ele está no cerne da nossa visão de nós mesmos. Por e contra Espanha. A nacionalidade ainda pode ser afectada? Seríamos mais avançados se não temos retomado a independencia? Vale a pena competir/aprender com os Espanhóis? O mercado, é mesmo global? Qual o nosso papel na Europa da nova constituição? Teremos voz efectiva?
A Península Ibérica, se unida, torna-se demasiado forte para ser ignorada na construção europeia. O único ónus é termos precisado do dinheiro deles para subir. E no caso português, nos 6 anos de governação socialista, termos desbaratado de uma forma IRRESPONSAVEL esse dinheiro.
Tirando isso, não podemos aceitar esta nova construção europeia de animo leve e sem críticas.
De algum modo correspondem a preocupações por mim expressas neste blog há dias.
Portugal, em termos económicos, se unido à Espanha, tornar-se-á em parte essencial da estratégia global Europeia. Isto se se mantiverem as opções de finanças públicas deste governo, que não são mais do que seguir o exemplo espanhol dos últimos anos.
Salários congelados, diversificação dos contratos de trabalho, investimento público contido, aposta em gestão mista de escolas e hospitais, melhoria das condições de funcionamento dos organismos estatais, aposta na valorização de quadros. Sobretudo a contenção do Estado levou a que a produção de riqueza fosse ganhando terreno.
Espanha não tem défice, tem Superavit de 3%. Produz mais riqueza bruta que o Canadá ou a Rússia.
Comemorámos na 2ª feira a Independencia do Reino dos Bourbons. É de uma enorme actualidade este feriado. Ele está no cerne da nossa visão de nós mesmos. Por e contra Espanha. A nacionalidade ainda pode ser afectada? Seríamos mais avançados se não temos retomado a independencia? Vale a pena competir/aprender com os Espanhóis? O mercado, é mesmo global? Qual o nosso papel na Europa da nova constituição? Teremos voz efectiva?
A Península Ibérica, se unida, torna-se demasiado forte para ser ignorada na construção europeia. O único ónus é termos precisado do dinheiro deles para subir. E no caso português, nos 6 anos de governação socialista, termos desbaratado de uma forma IRRESPONSAVEL esse dinheiro.
Tirando isso, não podemos aceitar esta nova construção europeia de animo leve e sem críticas.
Let’s post!
Eis que finalmente encontro um tempo para postar o que havia olvidado dos últimos dias, os tais de turismo pela vida. Não se apoqüentem, o quotidiano não tem sido profícuo, e o que se segue são apenas coisas.
Tuesday, December 02, 2003
Pois. (post imcom-pleto)
A única coisa que me apetece dizer neste momento, e em exclusivo para este Blog, é: porra! Sobretudo para a blogspot que esteve avariada todo o dia. Pronto, já passou.
Tinha variadíssimas coisas a acrescentar aqui, luzes que se acenderam durante o último fim de semana, outras que não deixei que se apagassem, e ainda outras que se me apagaram nas mãos (provavelmente velas à míngua de cera)!
Enfim, turismo pela vida, ou o que isso for, pode por vezes ser uma sensação que fique de um fim de semana comprido como o último. Como a pasta dos dentes, fica na boca. Que sentido fará tudo isto? - pergunta. Pouco - resposta.
Bem, vou-me embora. Amanhã tentarei completar este post. Adeus, até ao meu regresso.
Tinha variadíssimas coisas a acrescentar aqui, luzes que se acenderam durante o último fim de semana, outras que não deixei que se apagassem, e ainda outras que se me apagaram nas mãos (provavelmente velas à míngua de cera)!
Enfim, turismo pela vida, ou o que isso for, pode por vezes ser uma sensação que fique de um fim de semana comprido como o último. Como a pasta dos dentes, fica na boca. Que sentido fará tudo isto? - pergunta. Pouco - resposta.
Bem, vou-me embora. Amanhã tentarei completar este post. Adeus, até ao meu regresso.
The Office
Podia ser, perfeitamente, um exemplo de serviço público prestado pela RTP2, futuro "canal a dois", esta reposião da série "The Office" que, aquando da estreia, a tanta gente passou despercebida. É que esta é a mais genial série de humor que eu vi em muitos anos a par de Seinfeld. Com a diferença que "The Office" tem um humor tipicamente inglês. Negro, negro, negro até mais não. De tal forma que o barulho do riso não raro se mistura com o do uivo de dor. Em "The Office" os personagens são tão reais que de certeza que existem algures. E as suas atitudes perante os problemas são tão normais que nem parece ficção. As filmagens são feitas de câmara ao ombro, e dá-nos os planos, foca ou corta as cenas de forma totalmente amadora. O seu realismo é assustador e hilariante ao mesmo tempo. O sentimento que mais nos suscita a série é a comiseração. Aqueles tipos levam uma vida tão banal, tão desinteressante, são tão medíocres, que nós só conseguimos sentir pena deles, da mesma forma que sentiriamos se eles não tivessem emprego, vestissem roupas rotas, passassem fome e dormissem ao relento. Como se fossem, e são, uns desgraçados. Sobretudo o seu personagem principal, David Brent- The Renaissence man, que se tem em altissima conta. É o tipo que faz um pouco de tudo, e, julga ele sem admitir nada em contrário, que faz melhor do que quem quer que seja, ou fez. Uma criação fabulosa. É o verdadeiro bobo da corte, o verdadeiro rei vai nú, o verdadeiro rei que nunca esteve vestido, o verdadeiro rei que nunca foi rei, que nem aio do rei sequer, que nem mesmo para bobo verdadeiramente serve. Um miserável! E nós rimo-nos.
Passa ao sábado à noite na rubrica Britcom e não se pode perder.
Passa ao sábado à noite na rubrica Britcom e não se pode perder.
Monday, December 01, 2003
Como é óbvio.
Um excelente artigo de FSC no DN de hoje.
Para além de concordar com o Economista e cronista do DN, penso o seguinte: se a Espanha se encontra na posição que está, foi precisamente porque controlou a despesa pública e investiu fortemente na renovação do país.
A Espanha não embarcou em facilidades em época de abundância. Poupou, e agora tem para gastar. Seguiu lições de Economia dadas pelos Ingleses durante séculos. Esses que não confiavam na França nem na Alemanha, no Pacto de Estabilidade e na moeda única. Casmurros ilhéus, pensámos todos nós. Hoje, viu-se que eles tinham razão.
Agora, pelo facto dos nacionalismos Germânicos e Gauleses se sobreporem ao sentido do dever e obrigação perante todos, os restantes países não se podem amedrontar ou sentir justificados pela má atitude. Justamente, por ela ser má. É época de cumprir. Época de aproveitar e procurar apanhar o pelotão da frente, quando eles fraquejam e seguem a via mais facil do despesismo.
E rever a nossa posição na Europa. No mundo. Deixarmos de ser coitadinhos, passarmos a ser cumpridores e disciplinados, empreendedores, justos, progressistas, renovadores. Da nossa sociedade, dos nossos fracos e pobres, das nossas cidades, do nosso interior, deste país que ainda faz sentido sentirmos nosso. E aí vamos estar em posição priviligiada para o salto que vai ter de ser dado por alguem na Europa.
Se o Leste ocupa muita gente, alguém tem de comunicar com a América e com África. A Península pode E DEVE voltar a ter esse papel. Contemporano, de futuro, de desenvolvimento e progresso para os nossos irmãos que foram no passado ocupados, colonizados, talvez até maltratados. Mas que sem serem os Portugueses, não conseguem comunicar com mais ninguém. Esse algo mais esteve, está e estará nos nossos corações. É indizivel e inseparável do nosso sentimento de sermos portugueses.
Estejamos preparados para esse dia. Porque esse dia virá.
Para além de concordar com o Economista e cronista do DN, penso o seguinte: se a Espanha se encontra na posição que está, foi precisamente porque controlou a despesa pública e investiu fortemente na renovação do país.
A Espanha não embarcou em facilidades em época de abundância. Poupou, e agora tem para gastar. Seguiu lições de Economia dadas pelos Ingleses durante séculos. Esses que não confiavam na França nem na Alemanha, no Pacto de Estabilidade e na moeda única. Casmurros ilhéus, pensámos todos nós. Hoje, viu-se que eles tinham razão.
Agora, pelo facto dos nacionalismos Germânicos e Gauleses se sobreporem ao sentido do dever e obrigação perante todos, os restantes países não se podem amedrontar ou sentir justificados pela má atitude. Justamente, por ela ser má. É época de cumprir. Época de aproveitar e procurar apanhar o pelotão da frente, quando eles fraquejam e seguem a via mais facil do despesismo.
E rever a nossa posição na Europa. No mundo. Deixarmos de ser coitadinhos, passarmos a ser cumpridores e disciplinados, empreendedores, justos, progressistas, renovadores. Da nossa sociedade, dos nossos fracos e pobres, das nossas cidades, do nosso interior, deste país que ainda faz sentido sentirmos nosso. E aí vamos estar em posição priviligiada para o salto que vai ter de ser dado por alguem na Europa.
Se o Leste ocupa muita gente, alguém tem de comunicar com a América e com África. A Península pode E DEVE voltar a ter esse papel. Contemporano, de futuro, de desenvolvimento e progresso para os nossos irmãos que foram no passado ocupados, colonizados, talvez até maltratados. Mas que sem serem os Portugueses, não conseguem comunicar com mais ninguém. Esse algo mais esteve, está e estará nos nossos corações. É indizivel e inseparável do nosso sentimento de sermos portugueses.
Estejamos preparados para esse dia. Porque esse dia virá.