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Tuesday, September 30, 2003

Nem vi o golo. 

Ontem à noite, Alvalade XXI.
Estive lá, comme d'habitude e nem vi o golo. Já tinha saído, essencialmente por 2 razões:
-1ª: quando quero circo vou ao Coliseu, por alturas do Natal, não vou ver 2 míseras equipas cuja única intenção é não deixar a outra jogar - prefiro palhaços a sério, não 1 bardamerdas de um Hélio qualquer ajudado por dois falsos ceguinhos, ou um guarda-redes deitado 6 minutos no chão (ou que várias vezes põe uma 2ª bola em campo, ou ainda tantas outras tacanhices).
-2ª: depois de 2 contra-ataques do Gil Vicente (com 3 jogadores, porque de facto eles não pretendiam marcar, apenas espicaçar) em que a defesa do Sporting literalmente parou para ver jogar, preferi não ver mais nada a assistir a uma derrota (mesmo que imerecida).
Enquanto se mantiver a falta de pontaria do Sporting, o roubo descarado dos árbitros, e a atitude provocatória do adversário, é bem possível que vá continuando a sair mais cedo. Mas sem nunca deixar de ir.

Monday, September 29, 2003

Ainda o Porto. 

Pode ser que me engane, e uma noite não são noites.
Indústria do Porto. Sexta-feira, a última.
Já não ia lá desde Junho ou Julho, não tenho a certeza. Mas gostava sempre que ia.
Entretanto sairam os gajos que lá estavam (a tomar conta, coisa do género), entraram outros. Chego lá, um cenário novo, mas que não me é estranho de todo (onde é que eu já vi isto?): meia dúzia de candeeiros 60's e 70's, papel de parede imitação de algum modelo que porventura tenha em tempos existido, mais umas cadeiras / sofás da mesma época, outra meia dúzia de bibelots mais ou menos da época. Enfim, imitações e ambiguidades. Clientela, algumas caras conhecidas, menos do que o habitual, fico com a sensação de quase não haver ninguém mais velho do que eu. Ouço a música e parece-me que os mais velhos fogem. Música, e busílis da questão, um elektro nem mau nem bom (apetece-me dizer antes pelo contrário), talvez impessoal. Para mim é só isto: eu não desgosto de elektro, mas, já dei para esse peditório, quando a onda começou na Europa há 3 anos, até mais. Fez-me pena, chegar a um sítio como a Indústria - um raro caso dum espaço da noite do Porto que tem sobrevivido mantendo uma identidade inalterada - e ver um filme gasto, em reprise, acompanhado do júbilo de quem passa pelo tempo uns tempos depois.

Sunday, September 28, 2003

Sistema Eleitoral [ou Hondt (V)]. 

A bola de neve pode gerar uma avalanche, nunca se sabe. E do que se passará depois dessa avalanche ainda se sabe menos. É o que parece acontecer com a discussão bloguística sobre métodos eleitorais. Embora com pouco tempo disponível, consegui em poucas navegações na lusitana blogosfera perceber que há mais Blog's envolvidos.
Vontade de mudança de método parece ser uma conclusão quase unânime, o que leva à discussão sobre que método adoptar, e que já está em curso. Fiz uma lista de participantes, que poderá eventualmente estar incompleta (Blog's de fora nesta lista deêm-se a conhecer por email ou através de comment a este post), e que inclui os seguintes Blogs (sem qualquer ordem específica; abrem em janelas novas):

-Catalaxia
-Faccioso
-Fumaças
-Janela para o Rio
-Mata Mouros
-Católico e de Direita
-Epicurtas
-A Sombra
-Ter Voz
-Picuinhices
-O Complot
-Espigas ao Vento
-Cidadão Livre
-Veto Político
-Comprometido Espectador
-Terras do Nunca

São os que encontrei e ultrapassam os 15. Tentarei em breve, mas dependendo das minhas obrigações profissionais, criar um Blog onde apenas sejam postados todos os posts relacionados com a matéria, provenientes de qualquer Blog. Isto, respeitosamente, com a concordância dos autores dos posts, apenas para facilitar a discussão, e tentar que ela nos leve a algum lado ou a melhorar alguma coisa neste País.

No Porto. 

O primeiro fim de semana do Outono é passado no Porto.
Entre rever Amigos, alguma night life, um restaurante novo e 2 museus.
Hoje foi dia de Soares dos Reis, um Museu que embora renovado me pareceu que o fora apenas fisicamente. Enfim, deixou-me a sensação de um museu banal português, e não me parece que valha a pena alargarmo-nos mais sobre isto.
Ontem, Serralves. Abrangente, aquele Museu onde muito me agrada ir (e não é só o espaço físico ou o conteúdo, há ali dentro aquela sensação de que estamos num espaço que pode ser em qualquer País civilizado do mundo), oferece-nos a possibilidade de no mesmo espaço podermos ver Pintura, Fotografia e ainda Arquitectura, em exposições com real conteúdo e bem organizadas. A Pintura chega pela mão de António Sena, na primeira retrospectiva feita da sua obra. Confesso que desconhecia a sua obra, mas conhecê-la foi agradável e interessante. Recomendo (pessoalmente a sala do meio). Há ainda a pintura de Francisco Queirós, que dada a hora tardia não pude, com pena minha, ver. A Fotografia é de William Eggleston, o Los Alamos Project, em que destaco a cor, o modo como nos é dada a ver através das suas fotografias de viagens no interior dos USA. Já a Arquitectura aparece pela exibição de parte do acervo de desenhos de Arquitectura do MoMA. Como é óbvio, nínguem espera que o MoMA ande propriamente a colecionar lixo ou os ensaios cromáticos do filho do Taveira para o Alvalade XXI, logo é-nos permitido ver desenhos de algumas das mais importantes e significativas obras deste século, que em muitos casos ajudam a melhor compreender a obra e as suas causas.

Friday, September 26, 2003

Coisas a tentar fazer... 

...pendant le weekend, e relacionadas com o Blog, serão a actualização e leitura do vários posts dos últimos dias sobre a discussão dos métodos eleitorais (não faço links exactamente por não estar actualizado em relação aos intervenientes), e ainda tentar começar a postar sobre os meus tempos na Ossiland.

Elas andem aí. 

Um post completamente descabido, mas de certa forma relacionado com uma óptima disposição (mesmo em fase de pré-constipação) que hoje sinto. Estou há já algumas sextas-feiras para postar isto, mas desta aqui está. É apenas um pequeno elogio às imensas miúdas giras que têm estado no bairro alto nas quintas à noite. Digo quintas porque noutras noites elas são menos. E também o digo porque subitamente o nosso país passou a estar "cheio delas", giras, arranjadas, até menos conservadoras, um pouco mais open-minded.
E não digam que não é bom estar rodeado de miúdas giras...

Thursday, September 25, 2003

Hondt (IV) / Método eleitoral. 

Também o Terras do Nunca e o Ter Voz juntam contributos à discussão sobre o método eleitoral.
Começa a ser preciso tempo para ler e ponderar os diversos pontos de vista. Mas isso já é bom, porque se discute, porque se apresentam ideias, porque no final de contas se tenta mudar o que está errado. (resta-me dizer que desconfio não me sobrar tempo até ao fim de semana para uma leitura atenta dos vários posts acerca da matéria).

Cuidado na Trindade. 

Logo à noite é preciso cuidado com a alta concentração de socialistas na área que envolve o Teatro da Trindade. Isto porque o grande filósofo do socialismo português estreia mais uma das suas peças de teatro, arte que ele domina il fait longtemps.

Wednesday, September 24, 2003

Hondt (III) e afins. 

O Nuno da Janela para o Rio atira também umas achas (no bom sentido) para esta fogueira, em que, ao que parece, se vai queimando o processo eleitoral actual. Também o João promete abordar o tema ainda esta semana.
Será que destas cinzas se inicia uma mudança?

Monday, September 22, 2003

Sporting 

Faltava-me dizer isto ainda hoje: Eng. Fernando Santos, está à espera de quê para perceber que Luís Filipe é o maior logro de sempre da história do Sporting????
Quanto a Martins dos Santos, 0 pontos pelo amadorismo demonstrado a roubar. Desde pequenino que estou habituado a ver o Sporting ser prejudicado nos mais diversos campos, mas tão descaradamente que até os adeptos dos outros clubes reconhecem, é de pilha-galinhas.

Ainda este...  

...livro que vi pela primeira vez nas mãos de uma boa Amiga (Ossi, Amiga dos meus tempos lá) no meio de várias histórias que me contou numa noite de nevão em Bern. Nem tudo era mau, ao menos isso.

Ost Deutschland, Ost Berlin... 

Ainda não é desta que começo a passar ao Blog algumas experiências e ideias que sobram da minha vivência na Ossiland. Mas o facto de recomendar o texto de H.F.G. (e, caro M, as nossas iniciais podem ser sui generis, mas são as que Deus nos deu, por isso nem as devemos esconder, nem deixar de ter orgulho nelas, sejam quais forem) levantou dúvidas (leiam-se os comments ao post) acerca da minha colocação em relação ao muro. Talvez pelo facto de referir alguma ostalgie pessoal do tempo que lá passei. Pessoal, entenda-se (apenas memórias de lugares, acontecimentos, pessoas, situações, etc). E esta Ostalgie era referida obviamente lato senso. Com a minha idade (que é natural não saber, mas tenho 26 anos) não poderia ter lá vivido antes da queda do dito Mauer a não ser que os meus Pais fossem militantes de alguma coisa que certamente nos daria psoríase no mínimo - não é o caso.
Désolé Monsieur, mas não estou nem nunca estive desse lado do Muro, em termos ideológicos ou polí­ticos. Muito pelo contrário (e pensava que isso era fácil de entender no meu Blog) estou bem do lado de cá, do lado ocidental, do lado direito (e da direita com propensão liberal em certas matérias). Estive, sim, do lado de lá, mas geograficamente. O que não me faz concordar com o que lá se viveu, ou passou. E o que me fez ouvir, ver e sentir muita coisa em relação a esse passado que fica nas memórias de quem o viveu. E me deixou ver como se processa a transição do ancient regime, física ou social, e o que ela implica, e o que ela trará. E também me deixou ver como disfruta um País (refiro-me às 5 länder da D.D.R.) aquilo que não teve durante tanto tempo.
Mas isso e outras estórias ficarão para outros posts, pois o tempo é escasso.

Hondt (II) 

Antes de mais, obrigado aos Blogs que já responderam à minha questão, quer por e-mail, quer por publicação directa no Blog Próprio (o que pessoalmente acho mais enriquecedor para todos, uma vez que não se trata de uma conversa a 2).
A resposta do Rui do Cataláxia é a mais esclarecedora, até pelo suporte legal com que explica a questão.
Bem vistas as coisas, resta-nos (?) uma tentativa de referendo nacional, mas que deve ser precedida de discussão das alternativas. Fica então a questão: Como passar ao referendo? - sabendo que essa é uma luta contra toda a manhosa máquina partidária instalada.

Friday, September 19, 2003

Método de Hondt. 

Antes de mais saúdo aqueles que discutiram esta matéria: Cataláxia, Fumaças, Faccioso, Epicurtas , Católico e de Direita e Veto Político.
Parece consensual que se chega à conclusão de que o método de Hondt não agrada a ninguém (dos que o discutiram), embora não se conclua qual o método ideal. Mais, qual o método que melhor o poderia substituir no Portugal actual, dando mais poder aos eleitores e emenos aos principais partidos e às suas "sujas" máquinas. É também óbvio que a sua substituição teria que ser precedida de uma discussão alargada, não demasiadamente larga de forma a evitar que saíssem vencedores os interesses já instalados.
O que eu gostaria de perguntar (na minha ignorância) a estes Blogs (por me parecerem conhecedores do assunto) é: - o que é necessário para a alteração do método? Há formas de o fazer? Antes de mais, está previsto na Constituição fazê-lo?
Sem querer perpetuar uma discussão, procura apenas ficar mais esclarecido.

Deutsche Democratische Republik 

Óptimo, o artigo de Helena Ferro Gouveia, no suplemento Y do Público de hoje. Recomenda-se a leitura (trouxe-me uma certa nostalgie misturada com a minha ostalgie pessoal).
Tentarei em breve postar alguns relatos do meu tempo vivido na Ossiland, ou, como dizem os Wessis mais sarcásticos, West Polen.

Thursday, September 18, 2003

O Anormal. 

Como disseram os Galarzas chamei-lhe de palhacinho a génio (com jocosidade subentendida). Inicialmente achámos-lhe piada (ainda não sei se pelo superavit de estupidez ou pelo ramalhete todo) - e digo achámos porque é sabido que mais blogosfera se riu à custa dele. Não é necessário linká-lo, importante é linkar a Formiga de Langton que nos conta o que me leva a depois de palhacinho e de génio da administração o chamar, pela última vez e com carácter definitivo, de ANORMAL.

Help. 

Não sei se aconteceu o mesmo a mais bloggers, mas desde há cerca de uma semana que o template anda a funcionar mal. O espaço para escrever posts foi reduzido e o template vê-se em apenas 2 linhas, o que nem sequer permite qualquer modificação (o que me leva a não ter acrescentado links desde então). Dão-se alvíssaras a quem puder ajudar.

Wednesday, September 17, 2003

Cada vez melhor! 

Reparo que o novo animador oficial da Blogosfera começa a ver o seu trabalho reconhecido. Depois do Homem-a-Dias, também já a Bomba-Inteligente (chama-lhe cromo), os Galarzas (a chamarem-lhe seca - título injusto, afinal ele é um animador) e o maradona repararam nas belas lições de organização empresarial (confesso que nem sei bem que termo usar para descrever o que leio) que o Sr. Faria nos proporciona.

O novo Génio. 

O Homem a Dias tem toda a razão. Este homem é de facto o novo génio da Blogosfera nacional. Recomendo uma segunda leitura de cada post deste génio da administração, pois tantas ideias expressas requerem especial atenção. Quanto a dúvidas sobre a interpretação a dar ao Blog, aceitam-se sugestões nos comments ou para o e-mail deste Blog.

Tuesday, September 16, 2003

Palhacinho. 

Este rapazola que enche os comments de vários blogs é um pioneiro e pensa que vai vender serviços assim.

Friday, September 12, 2003

Obrigado 

ao amigo que me dedica um post.
Concordando ou não, aqui fica o meu merci bien.

Onde se escolhe estar, ou onde se veio parar. 

DEIXAR UM SÍTIO ONDE SE VIVEU

Faz por ora 1 ano que deixei Berlin. Na altura, quando parti da cidade de que tanto gostava, sabia que a estava a deixar porque tinha que passar algum tempo em Portugal (coisas inadiáveis), e não sabia se haveria oportunidade de lá voltar. Para viver, entenda-se. Sentia - certas coisas não se explicam, sentem-se, eis a intuição - que talvez não houvesse regresso, que seria difícil. Mas como queria voltar, tentei a minha sorte 5 meses depois. Em vão. Aliás, a estadia durante este novo ataque a Berlin foi bastante triste porque na altura vivia uma ressaca sentimental.
Creio que não vale a pena dizer que deixar uma cidade onde se viveu é complicado e causa uma misturada de feelings. Ia cair num lugar-comum.
Ontem, numa conversa com uma Amiga que está em vésperas de deixar N.Y. alinhavei algumas ideias em relação a este transitar de places que alguns de nós temos oportunidade de fazer na vida.
Regra geral, se vamos para algum sítio viver, é por nossa vontade própria. De certa forma estamos a moldar a realidade(mais do que geograficamente) à nossa vontade, a aquilo que queremos. É uma realidade condicionada (óbvio que não a 100%, isso não existe) porque vivemos onde queremos viver - o que em princípio indica que fazemos o que queremos, temos a vida que queremos, und so weiter, und so weiter. Mas dá-se também o caso contrário, quando a realidade nos impõe o local onde vivemos (p.e. o caso de um regresso, de uma colocação profissional, qualquer que seja o motivo) , quando a realidadde nos condiciona a nós.
Isto não nos trás nada de novo, mas o que sobra (e o que a vida me ensinou) é que também podemos ser felizes quando interferimos menos na "realidade" e deixamos que ela interfira condicionando-nos. Acredito que possa surgir mais felicidade da realidade que temos do que da realidade que queremos, já que os momentos verdadeiramente felizes não se fazem anunciar. E com a vantagem da imprevisibilidade, e de jogar (a vida) num tabuleiro que não escolhemos.
Agora que leram este post perguntem-se a vós mesmos: estou onde escolhi estar, ou onde vim parar?

Wednesday, September 10, 2003

Economistas/ Patrões/ Produtividade nacional/ Leste Europeu 

No último fim de semana pude falar com um Professor de Economia que me revelava grande preocupação com a entrada dos países de leste no mercado único. Nada disto é novo, todos o sabemos. Também os patrões se queixam da baixa produtividade dos seus assalariados. O que eu gostaria de ver e ainda não consegui ver, ou ouvir, quer vindo de uma quer de outra parte, e já vamos nesta conversa há 10 anos, foi alguém que apresentasse soluções, concretas, viáveis, sem segundas finalidades. Talvez seja altura de passar da ladaínha dos queixumes ao momento de puxar um pouco pela cabeça e brotar ideias que ainda nos possam safar a tempo.

A crítica. 

Tem muita razão este arquitecto. Os nossos críticos limitam-se a jogar um five against one por palavras, dependendo o orgasmo do número de palavras (obviamente não óbvias) com que conseguem expor ideia nenhuma. Pior que isso é o ar sorridente com que se acham sabedores e senhores da razão, quando não passam de uns vendilhões do templo mais literados, porém, com grande dificuldade em fazer passar qualquer tipo de ideia menos óbvia que fritar um ovo, por escrito. Basicamente (e aqui eu vejo uma ligação com a sociologia): ganha quem disser menos com o maior número de palavras.

Tuesday, September 09, 2003

Eles por cima. 

Tenho pensado no cara-de-pau.
Tem nome italiano, nunca sorri, é super-intenso, um típico militar-intelectual.
Acha-se superior às crí­ticas em geral, e aos portugueses em particular.
Padece do mesmo mal que o Brasileiro comum: acha os portugueses um povo rasca e inferior.
Estou convencido que o caso Deco foi um sintoma disso, mais do que uma opção pensada. "o que para nós não serve, para vocês está muito bem".
Está a "matar" o pai.
Em geral, o brasileiro orgulhoso diz que é descendente de italiano, ou alemão, nem pensar em dizer que são descendentes de portugueses. E acham que são melhores, maiores, superiores.

Isto é espantoso para nós, que temos ideia do que é o Brasil.
Seja por novela, seja por GNT, ou por pessoas que conhecemos que lá viveram.
Conhecemo-los por vermos, um excesso de gente com "sôtaqui" a servir nos cafés de Lisboa e Porto, e ouvirmos falar das putas brasileiras que "fazem tudo" e arruinam famílias às mães de Bragança.
No meu caso, tenho famí­lia um pouco por todo o Brasil, e já lá estive.

Para o Brasil emigraram cerca de um milhão de portugueses.
Esta emigraçãoo, a sua postura nos negócios, o que buscam da vida, são ao mesmo tempo lendárias e reais.
O Português é considerado o Judeu (mais rasca), piegas, unha-de-fome, ignorante, comerciante de baixo calibre, dono de padaria, sapataria, e pouco mais. Atarracado, de bigode, a mulher também, um personagem tipificado e caricatural, anedótico agarrado ao tostão e que não socializa.
Pior, para eles Portugal é o paí­s colonialista, que tão bárbaro como a Espanha foi, e portanto merecedor de desprezo. Enfim, ao menos esses, como chacinaram a eito ou não se misturaram, têm o respeito deles.

O Brasil não é um país, é um continente, sendo portanto impossivel generalizar.
No entanto, há características comuns: o tal savoir-vivre, a preguiça, a ignorância, a desorganização do estado e dos particulares, o caos das grandes cidades, o esquecimento do interior, o triunfo da corrupção, do espertinho, do vígaro, o paí­s dos Coronél, da ausência de perspectivas.
É o país onde o sonho é um pesadelo no dia a dia, do mercado negro, da banditagem que governa até das prisões, de uma classe rica que é 5% da população e duma classe pobre que é 70% da mesma população, de injustiça social. Em resumo, um país insolúvel.

Esta descrição não é muito diferente da de Portugal, é um facto.
Mas aqui a República vai-se cunprindo, enquanto oportunidade para alguém evoluir a sua condição de vida.

Estou farto deste Sargento.
Se calhar estou farto deste país.
Poneys.


Monday, September 08, 2003

Atentos 

Vejam o fait-divers da semana.
Fenómenos que só podem nascer em cidades intensas e critaivas como New-York.
O flash-mob, de que nos falava o nosso inestimável Edson-Athayde na última e moribunda dNA.
Vejam filme no site da Nova Paris. Link aqui ao lado.
Tem a sua piada.
Depois passa.
O Edson, fiquei eu a saber na entrevista que deu à Radio Renascença, é um sobredotado incompreendido.
Aos 14 anos já estudava marketing numa Universidade.
Aos 17 já tinha dado uma volta ao Brasil e outra à Europa.
Só não percebo porque ficou em Portugal.
No geral, para além do facto de que é Brasileiro e ter a mania que é bom, é uma pessoa interessante.
Dentro do género.

Desarrumação / Arrumação. 

Por enquanto, Setembro, desarruma mais do que arruma. Esperava um pouco de arrumação, mas por enquanto nada, só vento, mais desarrumação. O melhor é dar tempo ao tempo. Pode ser que o frio chegue e arrefeça as ideias. Mau não seria, um inverno arrumado.

1000 

Como já atingimos as 1000 pageviews - foi durante o fim de semana, não vi nada - creio que moralmente já podemos encaminhar uns desviados do google através deste generoso grupo de palavras sugerido pelo jaquinzinho:

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PORTO x SCP 

Apostei e perdi.
Que o Porto dava cinco secos ao Sporting, ao longo da 2ª parte.
Gritámos festival. Durante 3 minutos deram-se olés!
Não chega a vergonha?
Ainda acham que foi o árbitro?

Havia de não ter o Derlei falhado à boca da baliza, e cinco eram de certeza.
Foram 3 vezes à baliza do Baía na 2ª parte.
Nem conseguiam sair a jogar da defesa.
O Beto tem razão de queixa, mas é cómodo iludir a incompetência com a agressão.

O 2º golo é de 2ª Div. Distrital.
Já agora nesse 2º golo o Rocca revelou-se.
Apesar de tudo foi o 2º melhor em campo a seguir ao João Pinto.
Que fintou imenso, mas não fez uma jogada objectiva, não construiu nada de especial.
Fintou bem, a jogar para o lado, como é seu hábito.

Os media, dão-vos expectativas, mas a realidade confronta-vos com a vossa posição real:
2ºs ou 3ºs classificados.
No máximo.

PORTO vs SPORTING 

Quatro não chegam?
Em Alvalade tentaremos ganhar por mais.
Eu acredito que é possível.
Não o digo, mas penso.

Um dia Normal 

A festa do " à retaguarda!" , não deixa de nos surpreender. cada ano que passa.
De facto, não sei se a surpresa é maior por haver muita gente que lá vai, ou pelo tempo de antena que é dado nos media aos LOOPS do Secretário-geral.

De resto, continuo sem entender a tolerância dos latinos para este fenómeno que é a Organização Secreta Partido Comunista.
Ouvir o porta-voz do PP chamar forças conservadoras ao PC é paradozal, anacrónico, estranho.
O monstro que teve todo um povo suspenso até Novembro de 1975, está moribundo.

A indiferença para o matar em definitivo, não chega.
Há que, de forma correcta, os confrontar em blogs, na praça, em casa, nos jornais.
Não me consola o facto de irem a eleições, não admito pura e simplesmente organismos anti-democráticos como o PCP.
Algo vai mal, para em Portugal o PCP ser a voz dos críticos ao regime.

Significa que o próprio regime não faz auto-crítica.
Aliás, o caso dos fogos e da passagem aérea de peões é elucidativo.
Não se antevêem medidas efectivas práticas que lidem com este género de dificuldades.
Jorge Coelho teve a honra (?) de demitir-se.

Onde está a cultura da responsabilidade, que apesar detudo o PS instituiu?
O Estado é um novelo, que nem as melhores fiadeiras hão-de conseguir desfiar.
Alguma vez poderemos dizer que está ao serviço dos cidadãos eficazmente?
Alguma vez poderemos confiar nele?

Reformar precisa-se, e este governo não tem desculpa.
Isto, se quer marcar a diferença e lançar Portugal para a contemporaneidade.
Ou não será mais do mesmo que tamos a tragar ha um ano e meio?
Teremos de ser forçado a ouvir o que diz o PCP?
Espero que não.


Friday, September 05, 2003

2 no mesmo dia 

Casam amanhã 2 grandes Amigos. Um deles o meu primo Duarte, outro o meu Amigo Xico. Infelizmente vão casar-se em locais (países) demasiadamente distantes para que eu possa assistir a um momento tão importante das suas vidas nos dois casos.
Porém, Duarte, Xico, onde quer que eu esteja, vou estar fisicamente com um de vocês e em espírito com o outro. E como já falámos sobre isto sei que todos entendem.
O que eu não queria mesmo deixar de escrever aqui é que desejo que amanhã seja um dia GRANDE para vocês, um dia... não preciso de dizer mais nada, não é? Iria dizer mais do mesmo.
À vossa!

técnicos 

1000 e tal bloggers em Portugal significam que há mais 1000 e tal técnicos (de 2.ª) de html?

Faltava esta... 

Perguntam pelo treinador do Porto. Eu pergunto: é o arrogante egocêntrico? é o professor de ginástica que fala depois dos jogos? Depois avisem s.f.f..

Thursday, September 04, 2003

9 PONTOS 

Contra factos não há argumentos.
Está aqui, aqui e também aqui.

Deficientes. 

Os ditos comentadores que o canal de serviço público disponibilizou roçam o deficiente. No mínimo! É inacreditável o chorrilho de alarvidades facciosas que foram ditas. Espero que alguém que mande naquela casa (será que existe?) tenha a honestidade intelectual de o reconhecer seriamente e dispense os serviços destes senhores. Um Gabriel Alves pode dizer muita asneira, mas pelo menos não apoia o seu clube quando é pago pelo Estado.

Mau. 

Árbitro
Fazer vista grossa e não dar amarelo a Costinha aos 7' é má arbitragem. Não há desculpas, uma falta não é mais ou menos merecedora (e esta falta foi feia mesmo) de cartão por ser feita mais ou menos tarde. Falta é falta, em qualquer sítio e a qualquer hora. Quanto ao penalty do 4º golo do Porto, acredito que o árbitro tenha sido enganado, mas para isso existe 1 fiscal de linha... que vê o que quer ver.

Luís Filipe
Talvez por ter marcado o primeiro golo do Alvalade XXI seja 1 talismã para Fernando Santos. Se o é, espero que o treinador se deixe de lucky charms e passe à realidade. Luís Filipe é 1 jogador com características únicas: seja qual for o adversário consegue sempre acertar um passe. E consegue sempre falhar todos os outros. Contra o Man.U., a Académica, o Belenenses, o Porto. É obra!
Ó Luís, que tal umas horas extra de treino (com o Rui Jorge p.e.) a aprender a passar bolas para o sítio desejado?

Lição? 

Parece-me que se o Sporting tivesse entrado com 3 centrais teria fechado a baliza ao Porto. Podia mais tarde, depois de feita a pressão do Porto, voltar ao esquema que foi usado desde o início (Beto e Hugo apenas). Primeiro fechar bem enquanto eles se gastam, depois fazer o nosso jogo.

Táctica. 

O Porto entrou bem e o Sporting fez o jogo que eles quiseram: defender tão atrás quanto possível, tornando a defesa mais difícil e o arranque para o ataque condenado à nascença.
Percebo a ideia de Fernando Santos: o Porto não tinha dado ainda sinais de estar tão forte como há 3 meses, e apresentar uma equipa virada para o ataque (e que ao mesmo tempo se vê aflita a defender) não era aparentemente um grande risco. Creio que se o Porto não tivessse entrado tão pressionante (que fome de golo!) e as coisas tivessem corrido bem para o Sporting, F. Santos seria o "corajoso" que foi às Antas com uma equipa de ataque.

Jogo. 

24 horas depois, está digerido o jogo de terça à noite.

Wednesday, September 03, 2003

Outra coisa. 

Acrescentei alguns blogs ali nos links. (à direita do monitor) --->
"Descubra as diferenças"

Coisas a dizer. 

Tinha algumas coisas a escrever hoje aqui, mas com outros afazeres pelo meio e sem ter escrito em qualquer lado aquilo que queria postar, confesso que me esqueci. A seu tempo tais coisas aparecerão na minha mente e aí tentarei não as esquecer (e já agora postá-las).

Tuesday, September 02, 2003

Munícipe. 

Envio, com um sentimento de desconfiança e frustação antecipada que se sente ao reclamar de algo público, um email para o email do munícipe da C. M. de Lisboa às 10:43 da manhã. Apenas para reclamar de um candeeiro de rua avariado há pelo menos 4 meses, em frente a minha casa.
Às 11:14 sou surpreendido pela velocidade do serviço. Quem, no serviço camarário (penso que a linha azul do munícipe) recebera o email, já o reencaminhara para a divisão de iluminação pública dando-me conhecimento do facto. Só espero agora que esta divisão não estrague o serviço bem feito de outra, demorando eternidades.

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