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Friday, November 28, 2003

Norte de África 


Foto publicada no site da National Geographic, que aconselho a todos.

A Espanha 

De facto, penso que não nos damos conta do seguinte: dentro em breve, o mercado Ibérico será a 5ª Economia mais produtiva do Mundo. Digamos até que poderá suplantar a Italia. A Espanha sozinha já ultrapassou o Canadá e a Rússia!
Ora, Aznar, muito inteligentemente, o que até surpreende, deu uma cacetada ao Eixo Franco-alemão que não sei se deixa as contas saldadas. Prevê-se luta animada, com gancho de esquerda e golpes baixos. Goles baixos só virão da França por certo.

De facto, a Alemanha demora aí uns 15 anitos a recuperar a DDR, e isso dá tempo à Espanha para se chegar à frente. Aznar tirou de certeza lições de David S. Landes, e do que ele diz de Espanha, no seu "Pobreza e Riqueza das Nações". Poderá até ter a Opus Dei por trás. Mas uma coisa é certa, a Espanha está já quase a exigir ser consultada pelo G7, e isso diz muito. Mais do que imaginamos.

De resto aparece um grafico hoje no DN, tb, que não deixa de ser significativo. Não há link para o gráfico, fica o texto.
Ora, qual o papel de Portugal? Bom, a problemática da península não é nova. Nações meio unidas, meias de costas voltadas, sob um jugo tirano de Madrid, ou de Castilla/Léon, durante séculos. Só que os dados são novos. E podemos pagar caro a nossa desunião, como se pode ler no tal artigo.

No meu entender, Portugal não tem de hesitar. Tem de se unir e formar uma península que se imponha e que não aceite regras no futuro. Para tal acontecer, temos de ter a RAZÃO do nosso lado.
Ou seja, não embarcarmos em idiotices da INTERNACIONAL SOCIALISTA GUTERRIANA, e seguirmos, com a modéstia laboriosa e determinada da futura Primeira-ministra, Manuela Ferreira Leite.

Espantados? Eu votava nela. Foi desta fibra que sairam os portugueses que fizeram história da Humanidade.

Ha uns anos... 

Quando um tio meu Economista me explicava, nomeio da depressão geral, que um Euro fraco não era mau para a Europa, entendi, mas continuei, qual jornalista português marxista tí­pico a achar que os Americanos nos estavam a lixar outra vez.
A minha virilidade gaulesa secular europeia sentia-se atingida no seu valor. Se fosse britânico percebia logo que vantagem era, oh Deus, pôr os produtos mais baratos do que os americanos, por esse mundo fora.

Claro que o Jornaleiro típico só chega à  anti-globalização. Mais conceitos é mto complicado, do género saber o que são importações e exportações.
Ui que horror, esse azeite galo símbolo do capitalismo porque vende no Brasil e em África!
Hoje o euro atingiu o máximo histórico. A TSF, esse símbolo máximo da actualidade informativa, esteve em grande: "É um problema para as exportações europeias. São os EUA! DEPRESSÃO!" Os fantasmas, os fantasmas...os liberais radicais! os Capitalistas selvagens! Cuidado!

Por falar em Liberal...porque é que continua a ser complicado para a velha guarda de esquerda que o Marxismo morreu?
Com ele, os Srs Blair, Schroeder, Guterres e pq não dizer Prodi, engavetaram o Socialismo Democrático, usado pelos nórdicos qual substituto do comunismo (evitando a revolução! e a invasão!). De outro modo, as experiências de D'alema e de Jospin viu-se no que deu. Os comunistas nunca são uma boa companhia. Os Lisboetas que o digam.

O Estado-providência morreu. A economia de mercado é um dado adquirido e afirmado há muito por Judeus e Anglo-saxões. Hoje em dia, até uma Opus Dei se forma respeitando o mercado! E as pessoas espantam-se que ganhem poder! Pudera! vivem num mundo irreal! Quem é que lidera no mundo? Ciência, tecnologia, finança, musica, cultura, etc?? E é por acaso?

Ai ai, Sr Metello, o Sr anda muito atrasado na história. Precisa de umas actualizações.
Olhe, já agora, aproveite e faça umas reciclagens com os seus amigos do PS por Inglaterra ou nos EUA, para ver se quando forem para o Poder de novo não tornam a fazer asneira da grossa.
Já chega a porcaria que fizeram. Vá vejam lá se se portam bem.

Colherada (pequena) 

Não era suposto falar de futebol, porque já se sabe no que dá, começam todos a espingardar isto e aquilo, e ainda mais não sei quê, e depois estão todos contra todos, batem em tudo que se mexe, zangam-se, amuam, insultam-se, desenterram pormenores com dezenas de anos, todos cheios de si, todos com os seus argumentos, as suas verdades infalíveis: a técnica deste, a tática daquele, a arbitragem daqueloutro, o cabelo do outro ainda, etc., e ninguém, e sublinho ninguém, ninguém tem razão.Pelo menos toda (pousem lá as pedras, poupem-me a lapidação, obrigado). Não há razão no futebol. Pelo menos total (quietos...). Há demasiado coração. O que explica a sua paixão. Futebol= maior espectáculo do mundo.
Mas o que é que eu queria mesmo? Ah! Já me lembro: ... Não, não me lembro. Adeus.

Pois é. Sporting eliminado. 

Os nossos amigos Sportinguistas, eu diria todos os outros adeptos que não os Portistas, têm um defeito a ver futebol. E explico: estão mais do que nós colados à  clubite. E não estão habituados a jogos na UEFA. Ganha-se perde-se, alta competição. A sério. Ou então, não viram os jogos do Porto o ano passado!

Só assim compreendo que depois de quase dez anos de presenças do FCP em competições europeias a levar o índice Português na UEFA às costas, continuem a ter o teor de comentários que tem. Dizendo que são os árbitros, que a equipa não presta, etc. Pois aí têm: mais uma época em que por nós passarmos, todos os outros podem ter acesso à 1ª e à 2ª eliminatória no ano seguinte. Porque mais não dá, para tristeza de todos nós. Porque bem queria eu fossemos nós e não os Turcos a ganhar pontos no Ranking!

No meu entender e já explanei aqui essa teoria, as opiniões das pessoas estão dominadas por opinion-makers, articulistas e editores, que ganham muito com o que fazem nos seus meios de comunicação, mas que trazem muito pouco à  evolução da apreciação do futebol como jogo. São parciais e invariavelmente anti-portistas.

Vá lá, que a Sport TV nos traz jogos de outros campeonatos, ainda assim, não é toda a população que lhe tem acesso.
De facto, em Portugal, seja por os preços serem caros, seja por falta de puro hábito, não há habito de ver futebol no estádio.
A televisão é apenas o enquadrar de uma zona resticta do terreno, conta a história sempre a metade. No estádio não dá para mentir. De qualquer modo, se se está pre-concebido ao visualisar um jogo, não há volta a dar-lhe: é um jogo de contacto, e quer o o árbritro, quer os jogadores, quer os treindaores são humanos. Depois, há o acaso. Chateia, mas faz parte. Quem joga ou vai a um campo ver jogar, sabe que é assim.

Mas dizia eu, espanta-me que ao perder este jogo, o treinador seja mau.
Primeiro, porque discordo. Esteve nas Antas e achei que era um dos melhores treinadores de sempre. Sério, moderno, aplicado, tactico, dinâmico. Foi ele que introduziu em Portugal a pressão dos avançados, e o futebol total. Todos são defesas, todos são atacantes.etc.
Segundo, porque já venho dizendo que a defesa do Sporting anda muito fraquinha. O guarda-redes, insisto, não está a fazer uma boa época, e não deixa de ser significativo que o menos batido esta época seja o William, e que o Nélson esteja a procura de clube às 11 jornadas (sente-se injustiçado sem dúvida).
Ora, não contesto que teremos o Ricardo na selecção este verão. Para nosso mal, ele não está em grande forma.

[[ O Ricardo teve uma, vá lá, 2 épocas de muito bom nível, mas não tem 2 coisas. 1º estar numa equipa que tem de vencer sempre. Saber que pode estar 70 minutos sem fazer nada e conseguir estar atento para nesse momento ter uma intervenção decisiva.; 2º Entrar numa equipa de novo e organizar a defesa, que é também uma responsabilidade de um guarda-redes. Por cima disso, tem um aspecto de jogo péssimo: não sabe sair dos postes, nem a cruzamentos, nem aos pés dos avançados. Mas isto vocês não admitem, porque acham logo que estarei a puxar para o Baía... I rest my case. ]]

Se acham que é o treinador, estão enganados. Ele não tem material. Equipa. Ou melhor, sejamos correctos, está numa época em que a está fazer uma à sua imagem. Só que tá cheio de velhas mulas teimosas no plantel. Não é preciso dizer nomes, ou é?

Ao mesmo tempo, na Uefa, jogos ganham-se e perdem-se assim. Não tem a ver com a equipa ser má ou boa, tem a ver com a equipa não ser tão boa como as pessoas pensam! Essa é a desilusão. Só que enquanto o FCP leva 9 pontos de avanço e passou à fase seguinte, ou seja , é posto à prova duramente com equipas de topo, o Sporting e o Benfica não.
E ainda assim, não passam!

Com que legitimidade é que se continua a dizer que não é justa a classificação actual?

Fernando Santos 

Quero daqui agradecer imenso ao CAA que nos explica tão bem o real valor do Eng. Santos. Não tenho a mínima dúvida a respeito daquilo que diz, o que eu vejo cada vez que me sento no Alvalade XXI é tirado a papel químico da sua descrição. Venha a chicotada! Engenheiro, volte para o Estoril-Praia, de onde nunca deveria ter saído.
Há ainda este texto do Ivan, que bem me fez lembrar a minha infância. As tristezas de que tenho memória em criança foram-me todas dadas pelo Sporting. Apenas.

Eu respondo 

Ao post. Pois. Eu. Quem mais. Há dar. Há receber. E eu não me fico. Quem vai à guerra. Já dizia. Quem? Não. Chega. Pronto. Pim.

E respondo com argumentos recolhidos aqui e ali. Não faltou por onde escolher. São argumentos estafados porque já ouvidos. Fica uma espécie de compilação. Lançado o repto...
Logo à cabeça está o facto de Portugal ter sido já um prevaricador desse défice e tanto Alemanha como França não terem votado a favor de sanções. Depois, TMM, cumprir o défice vai, neste momento, de encontro aos interesses de Portugal. Sousa Tavares, na TVI, explicou bem, que é a maneira de melhor controlarmos as nossas finanças, não gastando o que não temos. Mesmo sabendo que nas épocas de crise se deve investir ainda mais para incentivar a ecónomia a descolar. Também, com esta posição, Portugal coloca-se a salvo de posteriores derrapagens gerarem sanções. Seja neste PEC ou, como alguns já vaticinaram a sua morte, noutro acordo qualquer. Terão a "lata" (Sarsfield Cabral), Alemanha ou França, de punir Portugal no futuro? Importa igualmente saber que não se cedeu a um livre arbítrio dos países transgressores em relação ao seu défice. Estabeleceram-se novas fasquias para o mesmo. "Foi o mínimo possível", diria mais tarde Ferreira Leite. "Melhor que nada", completou. Por fim, temos de ter a noção, e a humildade também, de perceber que a recessão portuguesa é um problema de Portugal. Enquanto a recessão francesa e alemã é um problema da França e da Alemanha, respectivamente, mas também de toda a União Europeia. Inegável que é o facto da economia do eixo franco-alemão ser o motor da UE. Tu, TMM, que há alguns posts atrás mataste o comunismo e lhe fizeste as exéquias juntamente com os restos vivos de Álvaro Cunhal, queres agora um "comunismo de Estados"? Pois é, a verdade é que os Estados não são, nunca serão, todos iguais. E como tal...

Sporting. 

Perguntam-me se desta vez não escrevo nada sobre o jogo de ontem do Sporting. Eu não tenho problemas nenhuns com isso! Nem com isso, nem com o banho de bola levado, nem com a vaia a um João Pinto que parece próximo do fim, nem com a eliminação por uma equipa de que nem sei dizer o nome e que joga a UEFA Cup pela 1ª vez, nem com os lenços brancos no final do jogo. Sobretudo com os lenços brancos! Aqueles lenços desfraldados no ar foram mesmo a única coisa que me deu algum alento, e me fez acreditar que é possível que o treinador de 2004/05 chegue mais cedo, comece a trabalhar mais cedo, limpe aquelas teias de aranha mais cedo, faça uma equipa mais cedo. Quanto ao Eng. Santos, estou como este senhor. Isso, e as palmas dos adeptos à equipa turca: no futebol como noutro desporto qualquer, aplauda-se quem merece!

Bem sei que aqui não falamos de bola, mas paciência, esta escapou-me.

Thursday, November 27, 2003

By the way... 

England, has won the Rugby World Cup.
Here is Johnny Wilkinson. kicking the winning drop goal in the final against Australia.
Mind you, he is left-footed...and he kicks this with his right one.

Fabuloso!!! 

Comecei a ler, atónito este artigo opinativo... de um poeta preto em Inglaterra a quem a Rainha quer dar um título.
Só em Inglaterra, a terra dos contrastes, do cricket, do aço e do betão armado, dos campeões do mundo de rugby, do Império, e do Capitalismo. Da cultura, do mundo, da tolerância e do racismo. Dos pubs, do rock, do pop, do UK Garage, do Ragga, do Reggae... Tudo é possível.

Francamente 

Não sei se o homem é maluco , atrasado mental, ou um herói patriota valoroso.

Braga 

Há poucos motivos para se falar dela, eu sei. É certo... mas não queria deixar de passar a oportunidade de vos mostrar o novo estádio. Em 1ª mão, para todo o país, eis o novo ...Estadio (?) do Braga!


Curta actualização. 

Queira o eventual leitor ignorar a ausência deste escriba nos últimos dias. A razão é simples: não tem havido nada a dizer, logo, nada a postar. É o princípio base, seguido da vontade própria.
Para além disso tem havido muita conversa e discussão acerca da actualidade com outro blogger desta casa, o Tiago, em 3 rounds, sorry, jantares, nos últimos dias. Seria penoso, e longo, passar para aqui as conversas ou sequer parte delas, uma vez que falámos de assuntos tão díspares como a presença da guitarra no jazz, Ljubljana, tivémos os nossos minutos da triologia Iraque-Bush-Al-qaeda, mulheres mediterrânicas, Aix-en-Provence, Churchill, doenças, importância da estatística na alta competição e sua ligação inequívoca ao campeonato do Mundo de Rugby, entre outros. TMM aflorou ao de leve Durkheim, mas eu fui pouco receptivo, contrapondo com todas as contradições do meu ser. Como lêem, nada disto vos interessa concerteza, mas é apenas para saberem que estou bem, entre os vivos.

Há ainda a novidade das imagens, que já sabemos inserir, mas ainda não conseguimos criar um arquivo online de jeito para podermos passar a postar imagens nossas. Em breve, em breve.

Enquanto não chegam a este blog imagens nossas, vão ficando outras. Hoje, a de uma cidade de que muito gosto e na qual hoje me apetecia estar.
Can you guess it?



Não reconsidera? 

O Rui decidiu acabar o seu Cataláxia. Assim, de repente, e sem aviso.
Ora, pela minha parte, resta-me congratulá-lo pelo seu Blog, e perguntar-lhe o mesmo que o P.G.: porque não reduzir a assiduidade?

União Europeia 

Alguém entende a razão pela qual o governo português votou por não haver sanções a Paris e Berlin?


Parece que hoje vai ser um dia histórico. 

Um decreto que mobilizou 54 678


A Ordem dos Arquitectos lançou em Outubro de 2002 a petição popular Direito à Arquitectura, para a revogação do Decreto-Lei 73/73 - que estabelece, a título transitório, por falta de arquitectos nos anos 70, que as autarquias podem aceitar projectos de pessoas não qualificadas. Diogo Freitas do Amaral redigiu um projecto de diploma e a petição, com 54 678 assinaturas, foi entregue ao Parlamento. Em Maio, aprovou-se uma recomendação ao Governo - que poderá revogar hoje o 73/73, incompatível com as normas da profissão e da UE.

Wednesday, November 26, 2003

Lá vai Valência... 

Uma vez mais os espanhois levaram-nos a palma. Rei, euros (já não posso dizer pesetas), Espanha, puderam mais. Que o Patrick Monteiro de Barros. Claro que tiveram ajuda dos trabalhadores da Docapesca- ai deles se doravante ousarem emitir um queixume! E o nosso rei que nem se pronunciou. Já sei, não faz vela. Depois pergunta porque não vem na Hola! Suspiro. Apanhemos lá as canas.
E agora nem peço ao mistral que apareça. Peço mesmo é que o vento não apareça. A enfunar as velas. O que seria tão Mediterrâneo.
Resta-nos torcer por nova vitória do Alinghi.

Enfim, a promessa ficou adiada. 

De facto, se não fosse o meu amigo e sócio ter-se metido o ano passado a aprender vela, estaria convencido que a vela é, com o golf, o desporto das elites em Portugal.
Ora, de acordo com ele, não há razão para isso. Os clubes são abertos e não cobram jóias milionárias como os Clubes e Golf, dando acesso a quem queira, aprender a andar pelo mar fora, de trombas ao vento. Ele está a aprender em Leça.

Seria difícil um paí­s sem cultura de vela ganhar, com jornais desportivos que ignoram outros desportos para além do futebol. O L'Equipe, por exemplo, faz capa umas 30 vezes por ano com vela. A Marca não tantos, mas também dá notícias quase todos os dias. Aliás basta abrir e folhear um Hola para perceber a cultura da vela em Espanha.
Acho que é uma lição que devemos tirar deste falhanço, que a vela é algo que está ancorado no nosso imaginário, na nossa cultura. O mar faz parte da nossa condição mesma de sermos portugueses. E no entanto está tão longe da prática.

Começar a fazer vela é ganhar terreno ao futebol. Popularizar a vela, é encontrar meios diferentes de usar os tempos livres de forma interessante, fazer viver também a memória de Portugal, numa época em que se dilui a noção de País, de Nação, autêntico e não saloio e provinciano, comum e não excepcional, característico e não excepcional.
Fora o futebol, vamos todos fazer outros restantes desportos.
Vamos dar a este país uma real cultura desportiva, que faz parte da vida de todos nós e não se vê só na Televisão.

Valência? 

Eu sei que é maldade e facciosismo, mas apetece-me contactar a ETA, apetece-me que o vento mistral apareça e destrua uns mastros, apetece-me que corra mal aquela coisa toda. Só para aprenderem.

2006/7 

É hoje que se conhecerá o veredicto da equipa de Bertarelli.
Pela minha parte, e também com alguma fezada tal como o prof. Marcelo, espero que a Cup venha para Lisboa. I'll cross my fingers...

Tuesday, November 25, 2003

Helicópteros 

Anunciou o Ministro da Administração Interna que os Bombeiros Voluntários portugueses passarão a dispôr, em regime permanente, de dois helicópteros para o combate aos fogos. Um ficará em Loulé. O outro já está em Santa Comba Dão. Ter-se-ão esquecido de Lamego?

Isto porque nem me apetece falar do do inquérito, levantado aos BV de Lamego, cujo resultado apenas deu como provados dois singelos voos. Andam a brincar com o pessoal. Das duas uma: ou o inquérito foi mal conduzido (quero responsabilidades, cabeças a rolar no patíbulo!), ou então, e não sei se é pior, mostra que em épocas de risco (leia-se Verão, e nem é preciso ser este Verão em especial) não existe um helicóptero 24 horas por dia à disposição dos bombeiros. Porque, que eu saiba, os fogos não têm horários. E numa ocasião de emergência pode perfeitamente a porcaria do helicóptero estar no ar com os tios do primo do presidente da câmara que adoraram e nunca mais vão esquecer, só foi pena o fumo, enquanto as chamas lavram o pinhal! Bois! Ai andam andam.

Fazem o que querem! 

Paris et Berlin ont obtenu que les procédures de sanction pour déficits publics excessifs soient interrompues. Prise contre l'avis de l'Espagne et de trois autres pays, cette décision est un désaveu pour la Commission et remet en cause la coordination des politiques économiques.

A crónica acertada. 

Como venho fazendo, chamo a atenção para a crónica de FSC.
Só que hoje ele vai tão certeiro sobre o tema, que me espanta.
De facto, tomar atitudes e ser reformista é fazer o que este governo faz.
Não se tem medo de mudar a Segurança social, de aumentar as vagas para a formação de médicos, de se instituir genéricos, de se tirar pescadores da Docapesca, de semi-privatizar alguns hospitais, de se impor um sistema de classificação das escolas e dos professores, de acabar com a RTP2 e dar oportunidade aos cidadãos de lhe terem acesso, de acabar com o beija-mão da cultura, de acabar de uma vez por todas com o Aeroporto da OTA, de impor o TGV quando todos já tinhamos desistido, de passar um Dec.Lei como o 73/73.
Não é perfeito, mas isto é que é ser reformista e ir contra interesses instalados.
São as reformas que eu votei para serem feitas.
É o governo que eu quero para Portugal.

Aqui está (julgo eu) aminha primeira foto do ano, também. 

Escolhi o cartaz por achar tratar-se de um ícone da cidade, da nossa cultura e imaginário.
O cartaz é conhecido em todo o mundo.


O 25 DE NOVEMBRO! 

Bem lembrado, por FMA, hoje é a data do nascimento da República Contemporânea Portuguesa. Faz hoje 28 anos que se deu a tentativa de golpe de estado comunista.
Graças às forças armadas moderadas pode-se conter a revolução em curso, que iria impor a ditadura do proletariado.
Para o nosso bem, conduzida pelo General Ramalho Eanes, a facção democrática manteve a ordem, de modo a poder-se redigir uma constituição, e establecer um regime sufragado pelo povo, em eleições livres e justas.
O 25 de Novembro foi a verdadeira revolução libertária em Portugal, quando o PCP ficou definitivamente para trás, apenas tolerado e temido apartir daí, mas sempre controlado.
VIVA PORTUGAL! VIVA O 25 DE NOVEMBRO!


Nuno Cardoso 

E mais disse Nuno Cardoso. Disse que foi com o consentimento da Câmara que se deixou um particular tratar da compra dos 13 hectares de terreno, frente da Circunvação, espalhados pela posse de vários outros particulares, por a Câmara para isso não ter meios. E que acreditava numa posterior negociação com esse particular sempre nos estritos limites da lei, de modo a poder adquirir a posse de parte desses mesmos terrenos, que aliás encontram-se já à  disposição do utente do Parque da Cidade. E frisou acreditar na sentido público que esse particular iria demonstrar na hora da negociação ( e deu o exemplo do lote de terreno onde foi construí­do o edifí­cio transparente que a particular pertence). Pois eu lembro ao Engº Nuno Cardoso que não cabe a um particular mostrar sentido público. Um particular move-se, nada a apontar, pelo "sentido lucro". A Câmara é que deve mostrar sentido público. E o Engº Nuno Cardoso só mostrou "sentido burla".

Casa da Música 

Ao contrário de um nosso conterrâneo, tenho a dizer que a Des-casa da Música não está quase pronta, foi mais cara do que algum dia devia ser, e que até estragou uma zona da cidade. Espero que leve ao Porto muita gente para ouvir música e não o verdete que o betão inclinado vai ganhar em...um ano apenas (minha aposta pessoal).
De qualquer modo, acabei de ouvir o Rui Rio a dizer que tinha visto nos jornais que a Imoloc tinha pedido 50 milhões de Euros de indemnização pela não construção do Empreendimento no Parque da Cidade, sendo que o Engº Nuno Cardoso aprovou o estudo prévio DOIS dias antes de terminar o mandato para o qual NÃO foi eleito.
O Engº Alfinete, não lhe chegou meter o dinheiro ao bolso, e desbaratar o dinheiro de todos os contribuintes, ainda tinha de fazer uma falcatrua de vigarista barato.
Olhe, posso-lhe dizer, de si, já nada me surpreende. Sei que há-de ser o próximo presidente da Câmara, mas hei-de fazer campanha contra si com tuda a energia que tenha.
E hei-de ir de propósito ao Porto só para dar o meu voto ao Rui Rio, para tentar vencê-lo a si e à sua Mafia de trazer por casa.

George Bush 

Vigora nos EUA o sistema de governo presidencial (a influência é a inglesa- a figura do Presidente veio substituir a da Coroa). As suas características são o inverso do sistema Parlamentar: o Presidente é o chefe do executivo (o chefe do governo), e a ele cabe o poder da direção política. O Presidente é eleito por sufrágio universal, quer dizer, designado por escolha directa dos cidadãos ( embora, nos EUA, com a nuance de se eleger primeiro o chamado Colégio Eleitoral, que por sua vez elege o Presidente). Donde resulta que dispõe de um título de legítimidade democrática equivalente ao Parlamento (no sistema parlamentar). Ocorre, assim, o que pode chamar-se uma separação rígida entre Presidente e Parlamento, pois o primeiro não depende da confiança do segundo mas também não pode promover a sua dissolução. Esta autonomia só pára onde o princípio da separação dos poderes o impuser (atribuições próprias do Poder Legislativo, prorrogativa do Parlamento) e com a necessidade de aprovação para certos actos do Presidente. E então, estamos perante dois poderes autónomos sendo que, por seu lado, o Presidente só poderá ser atacado, e em último caso, pelo Parlamento em casos extremos que entrem no domínio do ilícito, o famoso "impeachment". O sistema presidencialista caracteriza-se, pois, pela atribuição de um forte papel ao Presidente, líder do executivo e primeiro interveniente no processo das decisões governativas. É o contraste com os sistemas onde o Presidente tem meramente funções cerimoniais ou de apontar o Primeiro Ministro. Com o sistema presidencial, nos EUA o Presidente é a 1ª figura do estado também materialmente.
No actual executivo norte americano encontramos o Presidente George Bush. O seu vice é Dick Cheney. Colin Powel é o Secretário de Estado. Condollezza Rice é a Secretária para os assuntos de segurança nacional (tradução minha). John Snow é o Secretário do Tesouro. E o famigerado Donald Rumsfeld é Secretário de Defesa. Para só falar nos mais importantes/conhecidos.
O que se pode retirar de tudo isto é: perante este sistema de governo, cuja responsabilidade das decisões políticas repousa nos ombros do Presidente, ou onde o Presidente assume importância máxima, e cujas acções governam um país mas também, é pacífico, influenciam o mundo, como pode o cadeira presidencial estar ocupada por alguém cujas capacidades e qualidades são unânimemente consideradas fraquissimas ao ponto de se ter tornado um ícon da piada de caserna? Ou somos todos ursos ou Bush tem algum valor.
Não. Tentemos de novo. O que se pretende retirar de tudo isto é: rodeado por uma equipa governativa, essa sim, reconhecidamente competente de pessoas com capacidade e algum valor, alguém tem dúvidas que qualquer acto praticado ou discurso proferido pelo seu Presidente não foi devidamente pensado, debatido, e, mais importante, aprovado por todo o elenco governativo, ou parte dele conforme o âmbito e também gravidade do assunto, antes de acontecer? Bush poderá dizer de livre vontade, e num improviso, que as Seychells são no Pacífico, mas quando decide atacar o Afeganistão ou invadir o Iraque, ou aliar-se à Inglaterra ou Turquia, ou pedir ajuda às Nações Unidas, ou ameaçar o Irão, ou reunir-se com a Coreia do Norte, ou..., não será nunca uma decisão pessoal. E embora a responsabilidade seja exclusivamente sua como chefe de governo, a decisão não o é.
Por isso, parem lá de atacar George Bush como tipo impreparado para governar um país com a importância dos EUA, ou como católico fundamentalista, ou como defensor da pena de morte, ou como o que quiserem. É que se o que querem é atacar a política internacional americana não é por aí que devem ir.

1ª imagem. 

Parece que é desta que descubro como pôr aqui imagens. Comecemos com esta:

Monday, November 24, 2003

Bénard da Costa 

Da sexta-feira muita coisa boa há a dizer, afinal é o dia mais bem vindo, pé ante pé aí está o merecido descanso de uma semana de trabalhos e canseiras. É o fim de semana que anuncia. Tempo de descanso, lazer, e trabalhos que se escolhem ter. Tempo para nós e para o que gostamos. Ou quem. A escolha é nossa. E é o dia em que o exercício de leitura, de si aprazível, recebe uma dádiva. Quase que dos céus, pois quase sempre fala de Santos, Santas, mestres de pintura, mestres de escultura, mestres de cinema, cada qual mais próximo de Deus, e sobre a forma de crónica. Assina e ensina João Bénard da Costa. Quem perdeu a desta sexta vá lá agora e deixe-se enlevar pela narrativa da estátua de Santa Catarina "(a de Alexandria não a de Sena)". Linda.

Recomendo ... 

O Diário Económico, como o único jornal sério na área, em Portugal. Vivamente.

Conselho da semana 

Uma loja na Rua da Torrinha, de Móveis de design nórdico, anos 60 e 70.
Fica no nº 194, chama-se EXTRA MÖBLER.
Contacto: 22 200 67 66

Sunday, November 23, 2003

Luto académico 

Espanta-me que ainda nenhum tenha postado sobre isto. De os estudantes universitários avançarem com novos protestos agora sob a forma de luto académico. O que seria um meio extremo de luta, indo ao ponto de suspender a própria queima das fitas (o que eu duvido que seja uma uma tão má notí­cia, sobretudo para quem tem de conviver de perto com os estudantes durante os festejos). Pior só o boicote aos exames. E isto para lutar por quê? Por uma reforma no plano curricular dos cursos (como vai mandar a Convenção de Bolonha)? Por novas regras de acesso à  Universidade? Por uma maior representação estudantil no Senado? Por uma política de atribuição de bolsas que seja mais justa e abrangente? Não! Protestam contra a política escolhida para a actualização das propinas. Uma actualização que é, por força da lei, obrigatória fazer anualmente. E que já se faz há dez anos.
Que se cubram de nojo à  vontade já que não dão pelo cobrir de ridí­culo.

Friday, November 21, 2003

Nostalgie. 

Cai chuva grossa sobre a cidade, rematando a semana ensolarada de manhãs de frio seco, desse frio sem humidade que me torna as mãos brancas e límpidas. Lá fora. Ouço sirenes, buzinas de carros - calculo: o (pan)demónio por perto. Mas lá fora.

Cá dentro, onde o ar é mais quente, onde ele é menos húmido, um Allegro vivace assai relembra-me tempos por mim já vividos e que queria agora repetir. Estou esclarecido: rewind, replay, fast forward, são botões dos vídeos que não se aplicam à vida real. Nunca mas nunca seria igual, qualquer momento (bom ou mau) do meu passado que pudesse repetir.

Mas estes dias de frio seco fizeram-me lembrar dos dias desta época na Alemanha, em Cottbus, e, acompanho estas boas memórias com um sorriso. A verdade, é que ontem, e hoje, tive saudades do Weinachtsmarkt (mercado tradicional de Natal) que se estendia por toda a Spremberger Strasse, onde se compravam as meias de lã mais grossas e mais quentes. De sair do campus ao fim da tarde com amigos e ir beber Glühwein ao frio no Stadtpromenade, mesmo em frente a casa. Não sendo sequer um grande apologista do Glühwein, dou pela falta do seu cheiro tão característico, tão desta época, tão do pré-Natal. Com os beergarten's fechados pelo frio, o Weinachtsmarkt traz as pessoas à rua, mesmo que ar esteja a menos que 0º. E ainda que a menos que 0º, o Weinachtsmarkt cheira a Glühwein, cheira um pouco a salcichas, cheira a pão escuro.

E depois, depois quando nos afastamos, volta subtil e lentamente ao nosso faro o cheiro do Inverno, aquele cheiro do carvão, que arde para aquecer as casas, o cheiro do fogão de sala, revestido a cerâmica, que anseia por mais carvão, que arrefece sem ele, neste ciclo de fogo e calor.
E este cheiro do carvão é tão presente, tão presente, que mesmo já não o cheirando diariamente continuo a conseguir senti-lo dentro do meu nariz, sei que ficará comigo para todos os Invernos, para todos os dias de frio seco.

Nostalgias de uma tarde de sexta-feira chuvosa, agora um Adagio como banda sonora da saudade. Anseio pelo retorno do frio seco, quase obsessão minha, pela partida da chuva, pelas manhãs frias de sol, de uma luz pura, quase alva, de um frio limpo...que faz as mulheres mais bonitas, que desata os nós do cérebro. Tudo é tão mais simples numa manhã de frio seco.


A complexidade de um Arbusto Denso 

Pude ver um pouco, cerca de 5 minutos do filme sobre JFK que deu na TV ontem à  noite.
Martin Sheen fazia o papel do dito cujo, e nesses 5 minutos passou um pequeno discurso ao congresso e uma conversa com dois congressistas e conselheiros.

Nesses cinco minutos viu-se um Presidente com noções de geografia, geo-estratégia, preocupado com Soviéticos, com noções profundas sobre história e imaginário Latino americano. Falou do Sudoeste asiático, da Europa, de questões da Nato. A conversa tinha a ver com a intervenção da Baí­a dos Porcos. Enfim, avançou, e foi um fracasso. Não interessa.
O que interessa é o seguinte: durante décadas o Presidente do EUA foi treinado para ter noções político-geo-estratégicas, pois havia realmente uma luta em cinco continentes pelo poder.

Em Washington e em Moscovo, houve de facto preocupação de ocupação, ou instalação de regimes fantoches. Sabia-se bem quem e o que era África, a Ásia, a América Latina. Angola, Portugal, Nicarágua, Cuba, Vietname foram palcos fulcrais na actualidade.

A inflexão deu-se no povo americano, que após a queda do mundo soviético, preferiu investir num Homem claramente virado para o interior dos EUA, com uma falta de preparo diplomático e de relações internacionais. É a alma de uma certa América, herdeira do Mayflower, das perseguições religiosas dos séc. XVIII, XIX, e XX na Europa. Voltar a olhar para dentro, tratar do país. Evitar a intervenção de polícia mundial. Palavras de Bush Jr durante a eleição!!

Uma adminstração poli­ticamente correcta, que se juntou segundo os princí­pios, em que as pessoas não formam uma verdadeira equipe unida, são antes uma manta de trapos que não é um tecido contínuo. Wolfowitz- judeu ; Rumsfeld- alemão ex-judeu; Rice- preta e mulher, Powell- preto, Baptistas, Adventistas, por a fora. Negócios? Por amor de Deus, todas as administrações americanas fazem negócios de armas petróleo, etc Estes apenas se inclinam MAIS para armas e petróleo.

Ora, o 11.09.2001 faz uma mudança brutal, e há a necessiade de: 1- Responder ; 2- Tornar a tomar rédeas ao mundo, a iniciativa; 3- Esconder que não se está preparado.
Esta administração tem a cobertura do congresso unicamente para que os EUA não fiquem mal. A maré está a mudar e tem de mudar. A forma como as coisas foram encadeadas, diplomatica e bélicamente, foi um dos maiores desastres da história para os próprios EUA, para a Democracia e modo de vida Ocidental. Vamos a ver se me situo: não falo de esquerda ou de direita, falo de uma civilização e de outras, que já não a respeitam ou sequer temem. Esta administração não teve respeito, numa altura da História da Humanidade em que países considerados sub-desenvolvidos já podem exigir esse Respeito.

Porquê? Nº1- têm poder nuclear, Nº2 - Não têm a nossa ética, Nº3 - Sentem-se justificados e vingados por centenas de anos de opressão colonial, Nº4 - Contam dentro de si, incontroláveis, tendências suicidárias, extremistas, violentas, organizadas e internacionais como a Alqaeda, Nº5 - O EUA nada podem fazer quanto a isso, por isso, perdido por 100, perdido por 1000, estes governos podem até dar cobertura a estas organizações.

Resumindo, parece ser cada vez mais óbvio que no Iraque se preparava qualquer coisa como uma aliança entre a AlQaeda e Saddam. O modo como as coisas foram e estão a ser feitas foi catastrófico. As consequências, espero que não sejam tão más quanto eu penso. Porque então isso significaria que naõ estamos a salvo em parte nenhuma e que tivemos e aceitámos ter, o maior inconsciente à  frente do destino dos EUA, do mundo, e de cada um de nós quando vamos para Berlin, Londres, Paris ou Nova Iorque e podemos morrer numa explosão de um suicida louco.

Oxalá, oxalá me engane.

Thursday, November 20, 2003

A carta ao presidente. 

Não sou o primeiro a postar esta carta, nem o segundo. Mas ponho-a aqui porque concordo com o que Forsyth diz a Bush. Aqui fica:


Dear Mr President,

Today you arrive in my country for the first state visit by an American president for many decades, and I bid you welcome.

You will find yourself assailed on every hand by some pretty pretentious characters collectively known as the British left. They traditionally believe they have a monopoly on morality and that your recent actions preclude you from the club. You opposed and destroyed the world's most blood-encrusted dictator. This is quite unforgivable.

I beg you to take no notice. The British left intermittently erupts like a pustule upon the buttock of a rather good country. Seventy years ago it opposed mobilisation against Adolf Hitler and worshipped the other genocide, Josef Stalin.

It has marched for Mao, Ho Chi Minh, Khrushchev, Brezhnev and Andropov. It has slobbered over Ceausescu and Mugabe. It has demonstrated against everything and everyone American for a century. Broadly speaking, it hates your country first, mine second.

Eleven years ago something dreadful happened. Maggie was ousted, Ronald retired, the Berlin wall fell and Gorby abolished communism. All the left's idols fell and its demons retired. For a decade there was nothing really to hate. But thank the Lord for his limitless mercy. Now they can applaud Saddam, Bin Laden, Kim Jong-Il... and hate a God-fearing Texan. So hallelujah and have a good time.
Frederick Forsyth
Novelist


Trafalgar Square 

Onde se planeia acontecer a grande manifestação anti-Bush. Mas também anti-Rumsfeld, anti-Powel, anti-USA, anti-guerra no Afeganistão, anti-guerra no Iraque, anti-guerra ao terrorismo. Enfim, anti-existência de um mundo livre e democrático. Sim, porque o recurso à força contra quem prevarica é uma das permissas do Direito, baluarte da Democracia. E por esses anarquistas deslavados que têm demasiado tempo livre. Que nem se apercebem que o que pedem (parem a guerra) é precisamente, curioso, o mesmo que Bush quer, e com mais força do que eles (leia-se vontade). E quer bush e quer toda a gente. Bush à frente de toda a gente.
Vivemos tempos que não são fáceis. Mas é precisamente nestas alturas difíceis que manter a serenidade demonstra grande caráter. É nestas alturas que se consegue balizar a diferença entre a grandeza e a pequenez das pessoas, entre a ponderação e o histerismo. Porque é pura falta de serenidade encher T. Square com manifestações anti-guerra quando esta já acabou. É pura falta de sensibilidade reunir tanta gente dificultando o trabalho a uma polícia que teme atentados de terroristas que tão bem se saberiam dissimular na multidão. E é pura falta de solidariedade por todos quantos perderam a vida a lutar ao lado dos Aliados para nos defenderem a nós.
Devia- se era instalar um ecran gigante no meio da praça e difundir as imagens, captadas por um vídeo amador, do atentado que ocorreu hoje contra ao consulado inglês em Istambul. A ver se não perdiam a vontade de cantar e gritar.

Viagens 

Penso que toso já terão ouvido falar do ACP português, e do RAC - Royal Automobile Club.
Hoje proponho ostie do Rac, com esta função prática para quem faz viagens pela Europa de carro.
De facto, o Route Planner é talvez melhor que o Michelin.
Enfim, escolham, e serviam-se deles, pois são ambos bons.

Jorge 

Está próximo de todos nós.
Vê-mo-lo todos os dias, cada vez que um condutor no carro ao lado tira macaco do nariz, que o empregado do restaurante pergunta onde é que são esses gajos da suécia que falam tipo basco, essa língua que o compadre que era condutor de camióes e vinha de França lhe disse que era assim, que não se entendia nada. Jorge vê-se também no sapateiro de rua que diz essa malta dos mouros não vão passar, porque nós é que sabemos, devia é correr-se tudo à bomba. Já agora, as Bermudas são no Pacífico, não é?

Bom, Jorge preocupa-nos sobretudo por ser quem é, alguém de real que essas pessoas todas com nível de deficiência cultural elevada encarnam. Isso e ter um nome ridículo: Caminhante Arbusto.
Faz declarações de imprensa, de guerra, de paz, e pede ajudazinha à ONU, ele que até quer sair do Iraque em Junho de 2004. Arbusto Júnior, de boas famílias, sabe que só a lei do Colt impôe a lei e a ordem. O mundo é um por do sol e uma vaca, calças de ganga e um poço de petróleo.

De Resto, o Sr Bush é a cara visível da mais incompetente administração Americana desde que foi redigida a constituição. Notem que passo à frente do General Lee, essa hipótese de Presidente do Sul. Talvez Lee fosse mais infeliz. ... Nãh. Esqueçam, ele é pior. Conseguir pôr povos aliados contra ele é obra, e por mais que a Rainha Isabel II venha dizer que o R.U. está solidário com os E.U.A., quero ver quando continuarem a morrer Consules Ingleses, se ela explica aos súbditos a razão CLARA pelo qual os atentados a interesses britânicosa acontecem. E será que os Americanos não vão perceber que ele só os prejudica?

Em 2004, há eleições para a Presidência, esperemos que Nosso Senhor ilumine os diversos Estados Desunidos, e eleja seja quem for que concorra contra George Walker Bush Jr.
Nem que seja... um macaco.

Sub-21 na idade, Sub-0 na mentalidade. 

Exemplar sem dúvida o comportamento destes rapazinhos. Mas melhor ainda, prova de que falamos de pessoas com um QI inferior a um prego, são as brilhantes declarações à chegada ao aeroporto:
José Romão: Há balneários bem melhores. Tudo ficou intacto: a sanita, os armários.
Ricardo Costa: Não se passou nada (...) estava lá a direcção, estavam lá os técnicos, por isso não fomos irresponsáveis.
Bruno Alves (sem dúvida o melhor!): Temos que ver que os jogadores estavam a representar a selecção. Partimos só a mesa, reconheço que aquilo ficou muito sujo. Mas se quiserem mesmo que paguemos, cá estaremos para isso.

Mas qual é o problema? O Bruno cá está para pagar os estragos, o seleccionador Romão diz que a culpa é do balneário pequeno, o R. Costa afirma que como lá estava a direcção não seriam irresponsáveis. Afinal quem é frouxo aqui é o seleccionador, à procura de desculpas no tamanho do balneário, já que os seus pupilos se atiram ao touro sem medo.
Como é óbvio estes nobres e dignificantes atletas continuarão a representar o Burkina Faso europeu, nalguns círculos também conhecido como Portugal. Só é pena que neste mesmo país, a vergastada já tenha sido abolida. Não só para os jogadores, mas para toda a corja (dirigentes e técnicos) que os acompanha e escolta na árdua tarefa de barbarizar todos os locais por onde passam.

Wednesday, November 19, 2003

Bloguenças (crenças e doenças). 

Parece que aqui esta casa está em polvorosa.
Basicamente é assim: dá-se bola ao povo e o povo rejubila. Lá diz a ladaínha do condutor que atrás duma bola vem sempre uma criança. Pois eu corrijo: pode vir um adulto disfarçado de criança, quando a bola tem uma cor.
Ora isto tem que se lhe diga,
pois a tão notável crença,
defendida com fervença,
mais parece uma doença. (era 1 frase singela mas como rimou e detesto rima em prosa, aqui vai disto, um versinho horrível)

Voltando ao assunto não queria deixar de relativizar os galhardetes que por aqui temos trocado. Quando comecei o Blog, escrevi o que se segue, no e-mail que enviei ao Tiago e ao Gonçalo, a 1 de Julho último, quando lhes lancei o repto da participarem neste Blog:

UM PEDIDO: não caiam nunca no facilitismo e nulidade intelectual de cair em discusões/provocações bairristas ou futebolísticas (mesmo em larachas com a selecção nacional é fácil cair em grandes diferenças, sobretudo porque em cada português há um grande treinador de bancada - cujo talento ficou por descobrir, obviamente).

Ora, eu, que sou cristão, tenho que ser também pecador, ou não estaria a ser coerente. Assim, critianizo durante o dia e prevarico à noite, parece-me ser equilibrado. Mas esta prosápia serve apenas para reconhecer que errei, e adoeci com clubite. Eu tento ser imparcial, mas por vezes o pecado grita mais alto e ordena-me sem dar espaço a que vacile. Contudo, eu detesto o cabelo e a postura do Vitor Baía, e isso levou-me a ponderar os seus valores desportivos influenciado por esta asquerosa doença, a clubite. Dou a mão à palmatória, e toldado aceito a punição.

Isto tem mais que se lhe diga. Neste Blog todos somos Amigos de longa data, mas isso não faz de nós iguais. Antes pelo contrário, há concerteza um denominador comum que nos aproxima, e outros haverá que nos diferenciam. Assim como o estado de espírito de cada um. Se nas últimas semanas andei um pouco avinagrado, macambúzio, sorumbático, vá-se lá saber porquê, pode ser que esta semana tal tenha calhado a outro destes bloggers.
E é para isso que somos 3, sempre nos podemos ir revezando!

Exposição de fotografia no Centro Português de fotografia, antiga Cadeia da Relação. "Porta do paraíso, Manikarnika Ghat", fotografias de Júlio de Matos. Visitei ontem.


Primeiro é o edifício ele próprio marcante foi onde esteve preso Camilo Castelo Branco dos seus amores por Ana Plácido perdido imponente pedra e ferro onde ainda se imagina o ar glacial e pestilento e as paredes pegajosas de humidade das abóbadas solitárias e escadarias torcidas em que o carcereiro chiando os gonzos fechou porta e ferrolho do cárcere do pobre Camilo infeliz por ser apartado da mulher tragicamente amada. E ver uma exposição de fotografia sobre Varanasi que é Benares dos seus portões para o Ganges onde se cremam os mortos Manikarnika Ghat porta para o paraíso cais de partida para outras vidas onde a reencarnação leva vida após vida corpo após corpo mais perto da libertação final.
Num se prende noutro se liberta.
Fotos a preto e branco grandes ou pequenas de rostos cansados de trabalhadores ou fechados de familiares enlutados do rio Ganges calmo de curiosos que espreitam do sol que se põe dos velhos e velhas de olhar expressivo na cara enrugada que esperam a sua vez de morrer como antes esperaram nascer e as cinzas que se espalham nas águas consumado tudo está o fim da vida e de tanto sentimento. Índia.



Tuesday, November 18, 2003

Continuando o pluralismo... 

...e sendo o mais rápido possível, atiro aqui 2 coisas:

- quanto ao vosso estádio do dragão: além de ter o nome mais horrível que eu vi dar a um estádio, não é novidade nenhuma. Vêde o estádio do antigo Lokomotiv Leipzig, da DDR, agora VfB Leipzig, da 2ª Bundesliga Alemã.

- o Baía. Com essa de querer que um guarda-redes jogue porque estatisticamente é melhor, qualquer dia vamos acordar mortos aos cemitérios, porque estatisticamente são melhores. O estatuto de Vitor Baia não mente. Foi um bom guarda-redes no contexto português. A sua passagem pelo estrangeiro foi quase meteórica, e com bilhete de ida e volta - não o terá sido por acaso. E mais, só fica bem a um seleccionador escolher jogadores pelo que eles jogam no momento e não pelo que representam ou representaram.

As Tunas (ou Questões de Concertina, como preferirem) 

É sem dúvida hilariante esta pergunta de ZDQ do Gato Fedorento. Mas ainda melhor é o acrescento de ontem. Realmente, Almeida Santos, está tudo doido, ou quê?
O que eu agora gostava era de ver os Professores Marretas, da U.B.I., a dissertarem um pouco sobre este assunto, sobre o qual terão concerteza pano para mangas. Fica o desafio.

Iraque 

Decorre esta manhã na Basílica de S. Pedro, Vaticano, o funeral dos 19 soldados italianos "caídos" no ataque bombista na Nassíria. Comovente, claro. Mas não tão comovente que nos tolde o espírito. É que estas mortes, todas elas, mas sobretudo a morte de soldados americanos que já atinge a assustadora cifra de 420 vítimas, são uma tragédia para o mundo, são uma derrota para todo o mundo. E nunca serão um falhanço dos EUA que cause sorrisos sinistros em todos quantos, a seu tempo, se opuserem apaixonadamente contra a política de George W. Bush. O presidente americano errou, é verdade, ao não ter preparado convenientemente um plano pós-guerra. Mas a verdade também, é que Bush nunca imaginou ver-se cobardemente abandonado por quase toda a comunidade internacional. Mas Bush errou outra vez ao não prever que politicamente o Iraque, sem a presença de um líder forte (Saddam Hussein), um ditador que "abafava" toda e qualquer manifestação de vontade que se afastasse da dele, se iria desfazer, transformando-se numa amálgama de etnias e religiões. Com os curdos, quase 20 % da população, a reavivarem o seu desejo de independência, de criar o Curdistão juntamente com os curdos do sul da Turquia. Com os xiitas que representam a maioria da população e que por isso se sentem legitimados a deterem o poder. Poder esse que se encontra nas mãos dos sunitas não obstante estes serem uma minoria no Iraque (embora sejam a maioria no universo muçulmano, o que explica tudo). E com isto se pode fazer coro com o Eng. Angelo Correia ( nas suas vestes de brilhante comentador de política internacional) e afirmar que o Iraque morreu. E com isto, claro se torna que se deve exigir um progressivo empenhamento da comunidade internacional no conflito. E, pelo mesmo, se deve louvar e apoiar a intervenção de Portugal a dar o bom exemplo. Assim como a Itália. Mas é preciso mais, é preciso o concreto envolvimento de dois países em especial: a França e a Alemanha. E com isto, com tudo isto, a conclusão é una: deverá ser pedida ajuda à ONU para intervir no terreno. Pois que uma coisa é certíssima, uma saída intempestiva das forças americanas, aliás, das forças aliadas, provocaria o descalabro na região e significaria uma derrota. Uma derrota para os aliados mas também para o mundo.

E não me digam que este Blog não é pluralista... 

O Tiago (co-blogger desta casa) não gostou do meu post Mudanças Relativas. Bem, eu só posso dizer que realmente a escrita não me saiu ao melhor estilo. Mas o que eu queria transmitir era aquilo mesmo. Quanto ao comentário da ditadura do corpo...que tornas as suas vidas um infernozinho eu só posso dizer que nem pensei nisso. E mesmo agora que a questão se põe, pensando um pouco, acho que já temos preocupações que bastem na vida para nos deixarmos alienar por essas ditaduras menores. Quanto a racismo encapotado, eu só espero não conhecer nenhuma Senhora que sofra desse mal (vivendo nesse sofrimento), ou que veja o problema desse prisma. Isso seria grave de sobra, quem sabe até paranóico, eventualmente esquizofrénico, naturalmente hipocondríaco.

(o pluralismo ainda continua, se possível hoje)

Arbusto decidiu... 

Que ia dar a liderança à ONU na resolução do conflito do Iraque.
Não sei se notaram, mas há um mês ele foi lá pedir por favor que o ajudassem. Ninguém lhe ligou.
Neste momento há que ajudar a ONU a salvar a situação.
Porque vai ser o descalabro, esta retirada dos E.U.A.
É bem capaz de ser a pior administração que governou os Estados Unidos no último século.
O pior conjunto de pessoas, a governarem a nação mais poderosa do mundo.
E para o ano haverá de novo eleições presidenciais.
Deus os guie, Deus os guie...

Opinião 

De facto, tal como FSC nos diz na sua crónica diária no DN, o país precisa de gente, a nível de Lideranças, capaz de fazer reformas profundas. A cobardia dos governantes do último governo resultou numa situação grave de injustiça social e deificuldades para todos.
Mas, tal como FSC, eu defendo que onde essa cobardia é mais presente, é nas Autarquias. Aí, onde o poder é exercido em grande contacto com a população eleitora, o medo de reformar é enorme. Faz pessoas mudarem de clube, como Fernando Gomes no Porto ( é sócio do Benfica, já era havia 10 anos), e outros passarem a gostar de futebol, como Nuno Cardoso no mesmo Porto.
De facto, reformar implica coragem, valentia, dar o peito às balas pelas nossas convicções. Tal como FSC, estou convencido que faz perder eleições. Mas, como ele próprio diz, faço parte daquela minoria que exige esse comportamento dos políticos para continuar a acreditar na Política.
Pessoas como eu são cada vez mais. A democracia só estará a ser cumprida quando medo da mudança e a liberdade individual da escolha forem resolvidos.

Ajuda a selecção. 

Peço daqui a todos para ajudarem a Selecção de Portugal.
Temos que apoiar estes profissionais que nos representam, mesmo que não estejam em Portugal há  cerca de 8 anos, e cá venham em Agosto comer peixe ao Algarve.
Desculpem, mas revejo-me cada vez menos naqueles palhaços que dizem que sentem imenso a camisola e pedem poucos apupos. Mas eles merecem-nos.

Jogar contra dez durante 60 minutos e não ganhar, tratando-se da Grécia, é menos que medí­ocre. É péssimo. Pode ser que o dito público não esteja habituado a ver futebol. Mas são trabalhadores, são empregados, habituados a ter pouco, e mesmo que não produzam muito.a trabalhar. Esperam dedicação destes jogadores que não aparece em campo. Esperam justiça do seleccionador, que não aparece em campo.

Como se pode comparar um guarda-redes como o Ricardo ao Ví­tor Baía?? Vão por favor ao ranking da IFFHS. Depois de analisarem o ranking dos Guarda-redes dos últimos 20 anos, digam-me que é comparável sequer ,o estatuto de Ricardo com o de Vítor Baía.
Porque se temos jogadores que achamos escandaloso por em causa, como o Rui Costa ou o Figo, porque não se usa o mesmo critério para o Ví­tor Baía?

Porque acham todos que não foi legítimo levar Ví­tor Baía em baixo de forma à  Coreia como titular, quando fizeram o mesmo com Figo? Bom, Figo foi o melhor do Mundo, Baí­a não. Figo é de Lisboa, Baí­a não.
Para mim, a diferença fundamental está aí­. Tal como esteve com Rui Barros, Fernando Gomes, João Pinto, Secretário, Madjer, Hernâni,ou António Oliveira.

Que dizer? Nada. Não há muito mais a dizer. Só as pessoas da proví­ncia podem saber o que digo. As pessoas da capital estão demasiado cheias delas mesmas.

Só resta então pedir a todos que ignorem a selecção nacional.
Depois, se ela nos der alegrias, melhor.
Entretanto, vamos evitando as decepções a que ela nos habituou.

Monday, November 17, 2003

Mudanças relativas. 

Sábado, numa festa, perto de Vila Real de Trás-os-Montes, reencontro bons Amigos. Os convidados(as) do costume na festa do costume. Curto diálogo com um bom Amigo meu:
-Está tudo igual...
-Nem mais...
-Somos os mesmos do costume, e esta festa continua igual a sempre...
-Nada muda...

(passam-se 2 minutos já noutro tema)
-'pera lá, houve uma coisa que mudou!
- O quê?
- Elas estão mais gordas!
- Tens razão!Já tinha reparado, todas!


Enfim, o tempo passa, e sem mudar muita coisa, vai deixando as suas subtis marcas.

Algumas Notícias 

De facto ,ao ler o Le Monde saem-nos algumas à vista.
Chirac empenhado a lutar contra o anti-semitismo, Al-qaida reivindica atentados em Istanbul, mas melhor que tudo é a moda que se instalou em Paris dos jornais gratuitos nos transportes públicos, que se pagam só com a publicidade.
É obra!

Estádio do Dragão 

Acabo de assistir à  festa de inauguraçãoo do estádio do Futebol Clube do Porto. Estádio do Dragão assim se chama. Elogios, mais elogios, elogios sem fim, era o que recebia a obra a inaugurar do sem número de pessoas entrevistadas ao longo da maratona televisiva que cobriu o evento. Retive um deles por me parecer o que mais se adequa, e para além da incontestável e esperada beleza, e que é a sua leveza. Do projecto do arquitecto Manuel Salgado resultou este estádio leve, desafogado, que respira, um estádio que quase se apaga para deixar brilhar o que tem por funções acolher: o espectáculo do futebol. E impressiona bastante o facto de, olhando para aquele estádio cheio, dificilmente se dizer que estão lá 52 mil almas. Parece que estão muito menos. Tal facto, por um lado, e arquitetonicamente falando, é de génio, mas por outro, e volvendo o discurso para o ponto de vista futebolístico, não provoca aquela sensação de esmagamento e de pressão que jogar num estádio desta dimensão sempre acarreta. O que é, reconheça-se, uma desvantagem. Existirão muitos estádios com menor lotação que este novo Dragão que facilmente passarão a ideia de parecer comportar mais espectadores. Quando de todo tal não acontece.
A mudança do, desde ontem, velhinho Estádio das Antas para o moderno Estádio do Dragão (nome provisório como é fácil perceber), não dispensará deixar saudades. Algumas delas foram já expressas por TMM. A resistência à  novidade, esse salto para o desconhecido, mais a nostalgia do passado (que aí é que era bom...), hão de continuar a ser características muito portuguesas. A famigerada curva terá mudado de poiso tendo agora assento num dos topos, o topo sul, mas que, estou convencido, rápidamente se tornará no temível topo sul. Ainda mais temível que a sua antecessora curva pois nele se irão congregar as duas maiores claques do Futebol Clube do Porto, até aí colocadas em extremos opostos do estádio. Assim, as claques, mesmo que mantenham a sua independência, proporcionam, a quem vê de fora, a leitura singular de claque. E de claque bem mais numerosa e, por suposto, ruidosa. A curva deixa saudades, como tudo o que é bom, mas o topo sul saberá cumprir o seu papel.
É também desta forma, que o "tribunal das Antas" se muda para uns metros ao lado. Famoso pelos seus "constituintes", os sócios do FCP, o "tribunal das Antas" tornou-se célebre pelos seus juízos acertados. Nas Antas não se começa a assobiar logo ao terceiro passe falhado, nem ao quinto atraso ao guarda redes, nem se mostra desagrado pelos 25 minutos da partida que se esgotaram sem um golinho para amostra, ou, pior, quando a amostra é dada pelo adversário, e também não se arejam os lenços brancos com a primeira derrota. E é esta plêiade de juízes que se irá mudar para ,no conforto de quem está abrigado das intempéries, poder tornar os seus juízos mais ponderados, mais sensatos e, pelo tanto, mais justos.
Mas nem tudo está bem, claro. E para começar, aquilo que saltando saltou à vista de todos: a relva, a relva ainda não está preparada para receber um desafio de futebol. A situação não foi tão calamitosa como a de Alvalade mas anda lá perto. A empresa responsável pela colocação da relva até é a mesma de Alvalade. Será que não aprenderam com os erros? Valha-nos a a fortuna de termos, ainda, um estádio alternativo à disposição. Pois bem que vamos ter de disputar lá uns joguinhos para além dos que estamos formalmente obrigados. É que o principal prejudicado é o FCP que não consegue explanar todo o bom futebol a que nos habituou. O que, em parte, também explica o joguinho mediocre com o Barcelona.
Outra coisa que não gostei será uma coisa de pormenor, de somenos importância. Uma birra pronto, se assim o quiserem. É que eu não entendi por que carga de água filmavam a Tribuna Presidêncial de perfil! Que diabo, filmem-na de frente! Deêm-nos um plano onde se consiga perceber quem lá está. É que eu ainda não consigo reconhecer uma pessoa pela ponta do seu nariz.
Também pormenor pequeno serão a s redes da baliza. Podiam ser mais fundas, como o eram nas Antas- mas sem o exagero do Estádio de Aveiro, que aquilo dá para pôr lá uma criação inteira de frangos! Gosto mais de ver a bola a anichar-se bem fundo nas redes quando grito golo.
De resto lá se conseguiu cumprir a obrigação de marcar o primeiro golo e obter a primeira vitória no primeiro jogo disputado. De forma tranquila mas sem brilho. Ao Barcelona, convidado que nos honrou, ainda coube um lugar na história: fez a primeira substituição.
E a festa foi bonita. Simples, honesta e sem pretensões. E, por isso, bonita. E o número do Luís de Matos foi fantástico.

Sunday, November 16, 2003

Bayer 

Caso não tenham ouvido:
Alfredo Pequito, o Delegado de Propaganda médica que expôs o escandalo dos pagamentos da Gigante Farmacêutica alemã a muitos médicos.
Foi perseguido, repudiado, arruinaram a sua reputação, teve de ter protecção policial...
Um tribunal deu-lhe razão, ha uns dias, e confirmou que de facto houve subornos, pagamentos a congressos não existentes, viagens que não foram feitas, descontadas em dinheiro vivo.
Não sei que dizer , este país pasma-me, sinto-me deprimido!

Estádio 

É com um sentimento muito contraditório que recebo este estádio, visto não concordar com a estratégia e visão das pessoas que estão à frente do Clube. Representam o passado do clube, da cidade e do país.
Quanto ao estádio antigo, pude à bocado pegar num livro de memórias, na Bertrand. Li o que disse Paulo Futre, sobre as equipas do FCPorto, que quando podiam, jogavam de iní­cio para Norte, para sentirem o Tribunal na 2ª parte.
Acho que se sente bem a emoção para os jogadores ao jogar de frente para a Curva.

A Curva Sul era o povo, mas era sobretudo intervenção, núcleo duro e cultura futebolística.
Antes de mais, era ver os jogos todos em casa. Desde os dez anos de idade, contava, dentro da minha mesada, dinheiro para ver todos os jogos e para pagar as cotas. À chuva, ao vento , à noite, ao sol. Horas de autocarro da Foz às Antas.

Nem pensem que comparo estes sócios de ano inteiro com o Tribunal que enchia todos os Domingos a Tarde.
Ser portista é ter sentido o Povo na Curva Sul, influenciar o resultado, por não admitir uma má decisão de um árbritro, ou a sua equipa jogar mal.
O tribunal mandou embora treinadores como Pedroto, Yustrich, Artur Jorge, Tomislav Ivic ou fernando Santos.

Entre 1980 a 1990, vi os jogos na Bancada Central ou no camarote do meu Pai.
Quando fui assistir ao meu primeiro jogo na Superior, foi um jogo Porto x Benfica, em que a Curva Sul encheu.
Nunca retornei à  Bancada, até a uma célebre renovação de cartões que enviou os sócios de cartão de Bancada para a Arquibancada. Aí passei os últimos 6 anos, sempre olhando a Curva, quando as coisas iam melhor, sempre que não corriam bem. A Curva Sul era a dos indefectíveis, daqueles que nunca se rendem, apoiam a equipa até ao fim.

O Arqtº Salgado, Benfiquista que gosta de Râguebi, tirou-nos a memória do espaço que me marcou. A relação dos jogadores com o público vai mudar. A velha guarda,o que vai sentir?
Que vão todos sentir quando tivermos grandes equipas a ganhar nas Antas, o estádio em silêncio, a claque adversária a cantar...? Que vão sentir quando não houver a mole humana do tribunal, que tantas vezes carregou com estes rapazes às costas? Quando o silêncio dos velhos da bancada, dos senhores em posição ordenada de cadeira quente e seca, resignar uma equipa ao resultado adverso? O mesmo povo vai reagir unido no grito da revolta? Vai puxar pela equipa quando ela estiver em dúvida?

Quando os olhares em descrença, descaí­rem, como é hábito nas Bancadas centrais, para as curvas e não estiver a massa que NUNCA DESISTIA, vamos todos perceber que a memória de nós todos foi traída por alguém que não percebeu o peso da história, o sabor da tradição vivida.
A curva sul desapareceu, temos algo semelhante a Braga...de um lado o vazio, do outro o silêncio frio do granito.

Friday, November 14, 2003

À Portuguesa! 

Nesta manhã recebi já 2 e-mails iguais, de título America's Cup, com o seguinte apelo:

Muito importante!!

Só se perde um minuto. Votem por Lisboa

http://www.tdg.ch/accueil/avis_sondage/sondages/index.php?Page_ID=5333&s


Vou até lá, à Tribune de Genève, onde posso votar por qualquer das 4 cidades finalistas. Voto obviamente por Lisboa, e espero pelos resultados. Surpresa! Tal como as eleições do benfica. Votação inteiramente dominada por portugueses, quem sabe também a comunidade portuguesa na Suíça. Às 12:26 de hoje a votação vai assim:

Marseille 8.85%
Lisbonne 89.68%
Naples 0.50%
Valence 0.97%


Está certo, os Suíços adoram Lisboa, e obviamente detestam Valencia e Napoli. E eu devo ser só o 3º ou 4º português a votar nesta sondage. A sério!

Para quem é curioso 

Curioso pelo mundo da Arte e dos Artistas, há uma série agora à venda, bem barata, da Taschen, que vem com o Público.
Vale bem a pena.
Enfim, na linha do que a editora de "Bolsos" (Taschen), nos vem habituando.
Elevada qualidade a um preço acessível.
Coisa estranha para português, pode ser que nos habituemos.

Mariza 

Parece que Pedro S. Lopes ficou "emocionado" com o show da cantadeira (como ela gosta de chamar a si própria- aliás só os outros do bairro lhe podem chamar fadista...), na semana passada no CCB.
Parece que a mocinha tem jeito.
Eu vou já procurar no Soulseek, porque se a BBC percebe de Fado, também eu, carago, ai carago não carago!
Melhor, procurem tudo no Soulseek, é o melhor site para sacar música.

Thursday, November 13, 2003

Râguebi - CM2003 - Já há equipas para Domingo! 

Numa intensidade, alegria e entusiasmo que nunca se viu até hoje no Râguebi, preparam-se as duas meias-finais do Campeonato do mundo.
O jogo a não perder mesmo para não amantes do desporto, é o França X Inglaterra de Domingo de manhã. Equilibrado e com espetáculo garantido.
Apesar da Nova Zelândia ser a equipa mais completa e creativa, a Austrália apresenta sempre um râguebi demasiado realista/ eficaz, muito baseado em intensidade defensiva, que não trará muita animação à outra meia-final.

Equipas:

França X Inglaterra :

França: 15 Brusque , 14 Jauzion, 11 Dominici , 12 Rougerie, 13 Marsh, 10 Michalak, 9 Galthié, 8 Harinordoquy, 7 Magne, 6 Betsen, 5 Pelous, 4 Thion, 1 Marconnet, 2 Ibanez, 3 Crenca.
Suplentes: Bru, Milloud, Auradou, Labit, Merceron, Traille, Poitrenaud.

England: - 15 Josh Lewsey - 14 Jason Robinson - 13 Will Greenwood - 12 Mike Catt - 11 Ben Cohen - 10 Jonny Wilkinson - 9 Matt Dawson - 1 Trevor Woodman - 2 Steve Thompson - 3 Phil Vickery - 4 Martin Johnson - 5 Ben Kay- 6 Richard Hill - 7 Neil Back - 8 Lawrence Dallaglio.
Suplentes: 16 Dorian West - 17 Jason Leonard - 18 Martin Corry - 19 Lewis Moody - 20 Kyran Bracken - 21 Mike Tindall - 22 Iain Balshaw.



Fico...assim. 

O presidente da Sérvia apresentou desculpas formais pelo mal feito na guerra da Bósnia.
Não sei se chore.

Taiwan inaugura o edifício mais alto do mundo.
Não sei se pasme.

O novo governo palestiniano tomou hoje posse.
Não sei se ria.



Mais nada! 

O Estágio da OA é uma vergonha. O pretexto para a sua implementação é uma maior qualidade da arquitectura em Portugal. O pretexto seria cómico, se não fosse trágico.

Ao longo da última década, a OA assistiu impávida e serena à abertura de cerca de 20 (!) cursos de arquitectura, que foi oficialmente reconhecendo com critérios duvidosos, visto que o posterior processo de acreditação veio a revelar que a maioria, entre outros problemas, funcionava com currículos desajustados. Ou seja, durante anos, a OA foi sancionando a desmedida proliferação de cursos independentemente da sua qualidade; depois elaborou essa emenda manca e hipócrita que é o recente Regulamento Interno de Admissão (RIA), onde aparecem as acreditações e o estágio pós-licenciatura.

Ainda antes da aprovação do RIA, formou-se um movimento estudantil de contestação, no qual eu estive envolvido. Na altura escrevi um texto que foi assinado pela maioria das escolas de arquitectura e endereçado à OA, onde se chamava a atenção para os efeitos perversos do processo. Tudo o que na altura denunciámos veio a acontecer. O texto tinha quatro páginas, que eu resumo numa ideia principal: a obrigatoriedade de estágio, sem que a OA garantisse colocação ou remuneração, iria provocar uma situação de trabalho precário durante um ano, ao qual se seguiria o provável desemprego, visto que passaria a estar ao dispor dos arquitectos mais velhos uma abundante mão-de-obra gratuita renovada anualmente. Resultado: a grande maioria dos estagiários aufere o ordenado mínimo ou menos e muitos nem sequer têm um vencimento; apesar disso, na maioria dos casos a exigência laboral é a mesma de um emprego bem remunerado; já existem arquitectos a despedirem outros arquitectos para poderem empregar estagiários sem vencimento. E isto são apenas alguns casos já típicos...

O que eu vejo é que o Estágio, previsivelmente (não foi concerteza por falta de aviso), mostrou-se meramente um meio de travar o acesso à profissão a milhares de jovens licenciados, para benefício daqueles já instalados no meio, que não hesitam em explorar jovens qualificados, colegas de profissão.

Mais concretamente: todo este processo é uma falta de vergonha na cara colectiva.

Onde é que aqui está a preocupação com a qualidade da arquitectura é algo que ainda me hão-de explicar um dia…

Emprego X Gerações - Questões 

Na época dos nossos avós ou dos nossos pais, não se pode dizer que houvesse mais trabalho do que hoje. Se sempre houve emigração em Portugal, é porque faltava trabalho. Mas há diferenças. Hoje, apesar de o desemprego começar a aumentar, existe uma contínua e sustentada imigração para Portugal, para profissões de menor qualificação.

De há cem anos para cá, os países desenvolvidos mantêm taxas de desemprego acima dos 5%. Isso garante uma mobilidade muito grande nas empresas, com uma massa grande de gente à espera para tomar o lugar de quem sai, garante rotatividade, e permite sobretudo maior exigencia de produtividade. Ao mesmo tempo, estes países puderam incorporar comunidades imigrantes, para níveis baixos de trabalho. O sistema resulta do desenvolvimento, e é um sinal desse mesmo desenvolvimento.

Para além de caminharmos para algo muito idêntico, há diferenças para épocas passadas. A rede de bibliotecas, não que seja muito actual, mas é efectiva em quase todasas áreas do saber. A internet permite-nos ter acesso a uma rede alargada de conhecimento. A nível pessoal, as viagens nunca foram tão baratas, e nunca como hoje foi tão curto o tempo de deslocação para fora de Portugal. Hoje, um desempregado, mesmo que não recorra às instâncias oficiais, como o IEFP, dispôe de informação que nunca em sonhos um desempregado nos anos 40 ou 70 poderia sonhar.

Mas o desafio hoje é diferente: é ser capaz de gerir informação e de ter estratégia para a própria vida profissional. As solicitações exteriores são enormes. Não podemos andar ao sabor das marés, temos de ter o nosso rumo. Ao mesmo tempo, tem de se ter relativa flexibilidade e mobilidade, pois há mercados que acabam e outros que se criam, para além de quase todos os mercados se estarem a expandir no território.

A nossa geração não pode falar de emprego, mas sim de trabalho.
E tal como os americanos , talvez nos dirijamos para os tais 25 jobs/vida que tem em média cada um deles. E porque não?



Bolha. (II) 

Não é meu costume postar da coisa privada. Em 5 meses de Blog-sem-Nome, lembro-me de um post a 31 de Julho e outro por volta de 5 de Setembro, mas poderá haver mais.
Mas agora que o Gonçalo postou acerca da chegada do nosso Grande Amigo Bolha (a identidade permanecerá incógnita), vejo-me empurrado pela alma que empurra o corpo (ou será o contrário - às vezes baralho o que há de Descartes dentro de mim, cartesianismos invertidos entre alma e corpo) a dactilografar meia dúzia de linhas.
Lembro com especial saudade (palavra substituível por amizade ou ternura) um dia passado connosco os 3. Aliás, ficamos só pela manhã. Mantendo a identidade de Bolha do lado de cá não o estou a aviltar, penso eu. Assim, depois do despertar em Cottbus, Bolha vomita; causa: ressaca profunda. Mas o melhor ficou para o caminho até Praha. Na autobahn até Dresden, Bolha presenteou-nos com várias bolhadas avulsas com que ia quebrando a amena cavaqueira. Mas a que me ficou na memória, e que originou uma gargalhada seguida de 5 minutos de silêncio, foi esta pérola solta a 140 km/h depois de passar em mais uma saída: Porque é que há tantas terras na Alemanha chamadas "ausfahrt"?

Bolha 

É já amanhã, sexta-feira, que chega o amigo de muitos, bolha. O Rodrigo que nós chamamos bolha.
Vem do Canadá onde esteve no último ano. Era lá laborioso trabalhador em empresa de aglomerados de madeira, ou coisa que o valha, função que acumulava com a de Conselheiro Sentimental para a comunidade sul-americana. E até nos constou que aí, sobretudo pela comunidade colombiana, especiais saudades irá deixar. Mas saudades dele temos nós e não são poucas, são muitas, inclusivé, imagine-se, das suas famosas bolhadas (N.A.- Bolhadas são piadas inventadas por bolha que, de tão secas que são, claro que não têm piada absolutamente nenhuma. E por isso têm piada. Confusos?). Mas destas famosas tiradas não estivemos nós totalmente privados. Graças às maravilhas da internet, pelo menos eu e o Francisco ( mais alguém?), fomos bafejados pela fortuna quando recebemos um e-mail que continha uma bolhada escrita. Uma verdadeira raridade (dado que uma das características fundamentais da bolhada assenta na espontâneidade e na oralidade com o resultado, óbvio, do disparate) que nos saciou a alma e acalmou as saudades durante um bom par de meses. Era sobre a origem do canadá e o rapaz, coitado, estava absolutamente convencido do que escrevia. Então é assim: a origem do nome Canadá dever-se-á a um navegador português que em lá chegando, e perante o desolamento das terras com que se deparou, quase todas geladas, terá arrancado um suspiro desde a profundeza das suas entranhas e exclamado com desencanto: - Cá nada!!
Sê bem vindo bolha. Cá te esperamos de braços bem abertos.

Leituras. (II) 

Agora num registo mais sério, recomendo vivamente a leitura deste artigo de Mark Steyn na última Spectator. É um artigo muito interessante acerca das diferenças entre Europa e América. Mas é mais um artigo que resvala para Israel, habitual em Steyn. Vale a pena lê-lo nem que seja para se compreender melhor o feeling que existe do lado de lá. Deixo aqui um aperitivo:

Europeans are worse than cockroaches
There is a Cold War between the US and the EU, says Mark Steyn, and it will end with the collapse of Old Europe.

Leituras. 

Já tinha recebido por e-mail este excerto duma notícia do Correio da Manhã sobre o inenarrável Zé Castelo Branco, mas agora que lhe encontrei o link, aqui fica:

DORMIU DE PORTA ABERTA E DIVERTIU

"Foi a noite mais divertida que já passámos na prisão". A frase é de João Braga Gonçalves e foi proferida ontem, durante o café da manhã, no Estabelecimento Prisional junto à Polícia Judiciária (EPPJ). Na mesma mesa, João Vale e Azevedo e José Braga Gonçalves, outros dos notáveis daquela prisão, assentiram e o riso foi geral.

Tudo por causa de José Castelo Branco, cuja passagem pelo EPPJ dificilmente será esquecida, de acordo com aquilo que os irmãos Braga Gonçalves contaram ontem a uma das suas visitas. Tudo começou quando Castelo Branco teve de se despir, regra da prisão. O facto de estar de 'collants' de lycra e cueca fio dental foi, obviamente, alvo da maior chacota. Depois, o 'marchant' ex-modelo, não aguentou ficar fechado na cela. Gritava bem alto que sofria de "afrontamentos" e "claustrofobia".

Numa primeira fase, os guardas iam-lhe abrindo a porta da cela a espaços. Mas face à gritaria, com frases como "são os invejosos", "eu sou um senhor, casado com uma dama multimilionária e conhecido em todo o mundo" e "é por causa desta inveja que eu detesto este País, quero voltar para Nova Iorque", quando a espertina já tinha atingido toda a ala e todos riam, foi tomada a decisão de deixar a porta da cela aberta e colocar um guarda de vigia.

De manhã, na tal mesa do café, continuaram as lamentações. Castelo Branco queria estar "apresentável" para ir a interrogatório, até porque só veste grandes marcas. Pediu gel e um elástico para o cabelo. Como não havia, protestou alto e bom som. Voltando às suas frase preferidas – "Eu sou um lorde, um senhor, vocês são uns invejosos, não posso ir assim ao juiz" –, Castelo Branco lá conseguiu um elástico de borracha normal e puxou o cabelo para trás com água.

Wednesday, November 12, 2003

Mais contente 

Com a notícia que vem hoje no "Público" sobre Ribeiro Cristovão. Afinal irá manter-se ligado à Rádio Renascença como assessor para a área do desporto , não obstante a sua condição de deputado. O "dedo" de Ribeiro Cristovão, até agora director da informação desportiva da estação, continuará a fazer-se sentir. É menos mau que assim seja.
Mas R. Cristovão quer mais, quer fazer a cobertura efectiva do Euro 2004. Eu também quero que ele a faça.

Publicidade 

Foi com um misto de espanto e tristeza que vi passar na sic-notícias um reclamo do Mercedes classe S. Existem marcas e produtos que deviam estar acima da necessidade comezinha da publicidade. Nunca ninguém viu um anúncio a um Ferrari, a um Rolls-Royce, a um Jaguar. São marcas que não precisam de se publicitar. Vendem-se por si só. Simplesmente. Estão para além dessa necessidade. Que se anuncie um Toyota Corolla, um Renault Twing, uma Mercedes Vito ou até mesmo um Mercedes classe C ainda vá. Mas um topo de gama de uma prestigiada marca não carece de tal escrutínio público. Dá-se como adquirido que é bom. Que é o melhor. E pronto. Torna-se até uma redundância vir afirmá-lo publicamente. E, às tantas, ainda funciona ao contrário.
Um Mercedes classe S como se de um "mon cherry" se tratasse.
É pena. Sinais da crise?

Matrix revolutions 

Simplesmente para chamar a atenção de todos de vários filmes com potencial de entretenimento elevado.
Vejam aqui o que de bom está a passar.
Atenção ao ciclo Kubrik na Cinemateca, em Lisboa. Hoje passa o "Dr Strangelove".
Há também :
- "Goodbye Lenin" (Wolfgang Becker),
- "Dogville" (Lars von Trier),
- "Kill Bill" ( Tarantino),
- "Cueldade Intolerável" (Irmãos Cohen).

O indispensável 

Artigos interessantíssimos com reflexões que tenho tido também.
o 1º do já referenciado FSR, o 2º de VGM, ambos no DN.
De facto, estão inter-ligados, e são óptimas referências de questões altamente contemporâneas.
A noção de Nação, Estado, soberania, livre circulação, moeda única, de que modo nos afectam?
Que sentimentos colectivos iremos partilhar com que grupo de pessoas, no futuro?
Quantos de nós já foram emigrantes? Quantos emigrantes Portugal teve no passado?
Onde se situa neste momento a nossa identidade cultural?
Somos indivíduos em processo? Um país em processo? Cidades? Regiões?
Uma Europa?

Livro da Semana 

Este interessante livro fala sobre um tema algo obscuro da nossa história.

Doentes que procuram. 

O Sitemeter proporciona-nos destes momentos. Desta vez, de entre os visitantes enganados, não tenho palavras para quem cá chega à procura de:

- videos arquitecto taveira
- portas deneuve monde
- meninas escort lisboa
- anal forçado
- videos porno blog
- 14 anos erotico video

Se ao princípio se poderia achar graça a quem aqui chegava por engano, desta vez algumas pesquisas indicam bem quantos tarados navegam por essa net fora. Que se procurem na net os vídeos do arquitecto Taveira, não me incomoda rigorosamente nada, o senhor filmou-os ele mesmo e era maior e vacinado, embora possa duvidar da qualidade cinematográfica das suas obras. Agora, que se procure "14 anos erotico video" no Yahoo é pura e simplesmente doentio. Muito doentio.

Tuesday, November 11, 2003

Comentários dos leitores. (II) 

Confesso que iniciava a escrita deste post com outra vontade. Ia explicar, como se faz às crianças, algumas coisas relativas aos comentários. Mas não vale a pena perder muito tempo. Já bastou este post que certamente nem todos leram, mas que fez alguns muito estimados leitores enfiarem carapuças que não eram as deles. Não sei porquê.
Once again:
- os comentários são bem vindos, mas podem ter um objectivo: ser construtivos, ou ter piada, acrescentar algo ao que se diz, and so on, and so on - assim têm sido a maioria.
Agora, explicava a certos senhores, nomeadamente apelidados de Funini e TM (comentários ao meu post A Lua) que talvez percam o vosso tempo neste pasquim, e aceito perfeitamente que estes textos vos enfadem. Tal facto é normal. Como alternativa, posso recomendar-vos alguém bem mais divertido, o Professor Beita, ainda que tema pelas dificuldades de leitura dada alguma erudição no palavreado. Mas vão lá ver, e divirtam-se.

Beijos- adenda 

A confirmar o post anterior Manuel Alegre em artigo de opinião hoje no "Público". Lá está a tal palmadinha nas costas: força Ferro, vai em frente, nós estamos contigo...cá atrás.

A Lua. 

Nunca percebi porque tem a Lua um nome masculino em alemão: der Mond. E o Sol: die Sonne - é feminino. Enfim, poderá até ter feito sentido numa ou noutra noite de devaneios na minha vida na Alemanha - mas neste momento não lhe encontro razão.

Mas! Este post, porquê? Porque a Lua tem estado enorme! Enorme, mesmo. Chego a perguntar-me: Estará avariada?
Vale a pena olhá-la com atenção nestes dias, por horas do princípio da noite. Porque ela não está enorme, apenas parece enorme.

ESPANHA 

José Maria Aznar é tudo menos burro.
Na mesma semana, ele fez cimeiras com os eternos rivais e vizinhos, Portugal e França.
No nosso caso na Figueira, no outro, em Carcassone.
A Espanha prepara-se para aparecer com uma explosão na cena europeia.

Para tal, tem de harmonisar processos com Portugal.
Portugal, para efeitos puramente económicos, é o mercado maior de todas as regiões da península, é o território mais densamente povoado, com melhores recursos e menos problemas a nível interno.

Sejamos realistas: os Espanhóis têm de começar a ver-nos como uma boa aposta.
Eles estão no comboio que nós perdemos a partir de 1995, com a incompetência Socialista Guterres-Ferro.
Portugal tem de saltar para a carruagem, não nos podemos dar ao luxo de cometer género de erros que foram cometidos no passado, como o da adjudicação da linha Porto-Lisboa aos Italianos do Pendulino.

Tem-se a impressão de que seremos assimilados pela Espanha.
Ora, de facto, o nosso espaço histórico-político está mais que marcado, não temos de temer o domínio castelhano.
Tivemos 1385 e 1640. Acho que chega, não?

Então vamos a isso, porque unidos somos mais fortes, e os grandes países nunca vão querer perder posição dominante. Se puderem calcar-nos, fazem-no.

E nós? Vamos (poder) deixar?
Temos meios para o impedir?
A construção europeia torna-se cada vez mais ingrata para os pequenos.
Não ha muitas alternativas.
Quem não mata, morre.

Monday, November 10, 2003

Beijos 

A Comissão Nacional do PS reuniu-se este fim de semana. Objectivo: sufragar a liderança de Ferro Rodrigues. O resultado, lia-se nos jornais, saldou-se por um mais que esperado cortejo de beija mão ao actual líder. Foi o voto na confiança que a Comissão Política lhe havia reiterado há uns dias atrás. E assim o líder continua líder. É o meu líder, disse José Sócrates. Terá todo o meu apoio e este não é hipócrita, argumentou António Costa perante a insistência da comunicação social.
Mas que partido é este que voltam a entregar a Eduardo Ferro Rodrigues? Eu respondo: um partido sem espírito ou alma. Sem ânimo. Um partido desirmanado, onde nem sequer se vê cada um a puxar para seu lado mas antes todos a não puxar para lado algum. Desunido. Um partido sem estratégia ou projecto. Um partido onde os objectivos pessoais se sobrepõem aos comuns. Cada um procura que a sua imagem sofra o menor desgaste possí­vel com este desnorte. Para isso está lá o líder, ele que se amanhe, e que procure salvaguardar o partido o máximo possí­vel,e de nós nem palavra, claro! E, pior, um partido sem rumo na pior posição: oposição. E sem saber sê-lo. E que o será por mais uma legislatura. E mais, um partido que, faça o que faça, vá para onde vá, está condenado, e por opção própria, a viver à  sombra do processo Casa Pia. E todos sabem quão demorados podem estes processos crime ser.
Assim sendo, fácil é perceber que o ósculo com que foi presenteado Ferro Rodrigues não terá sido dado na mão mas antes na face. O beijo da morte.

Ainda Viena 

Oh Tiago, essas são precisamente as coisas que vêm e vão. Porque isso de relatos, e desse relato, o que veio e não mais partiu, nem partirá, foi o provérbio, o provérbio que se tornou famoso e "futeboleiro": "água mole em pedra dura tanto bate até que fura, mas desta vez não furou". Uns instantes depois acontecia o inesquecí­vel calcanhar de Madjer.
No início era o provérbio...

Comentadores de radio Parte II 

Ficará famoso o relato da Taça dos Campeões Europeus pela RTP, feito por Ribeiro Cristovão, que diz, aos 70 minutos, que a equipa portuguesa de facto não tinha armas para o maior poderio alemão. O resultado estava feito.
Aos berros quando os alemães atacavam, calmo quando os portugueses o faziam.

Foi em Viena, 27 de Maio de 1987.
Há coisas que vêm e vão.
Outras, não se esquecem.

Rugby - Campeonato do Mundo 

Chamo a todos a atenção para as meias-finais do CM que se está a realizar na Austrália.
Tudo aponta para dois jogos memoráveis, o 1º será: Austrália x Nova Zelândia, o 2º: França x Inglaterra.
Não é por nada de especial, só por se estar a jogar um rugby muito dinâmico, com menos confusão, super agradável de se ver na televisão.
Quem tiver TV5, ou SporTV pode ver os dois jogos em directo. Próximo Sábado e Domingo, às 9h00 da manhã em Portugal.
Para mais informações de rugby, vão ao L'equipe, ao site do CMR2003, à Federação Portuguesa, ou ao "nosso" CDUP.

Tremendo 

De facto, Francisco Sarsfield Cabral é jornalismo de referência em Portugal.

Neste artigo, FSC termina uma fase menos lúcida nos seus artigos, e volta aos velhos tempos de análise política cirúrgica.
Trata-se de alguém que não fala dos temas da moda. Fala do que sabe.

O Sr. Cravinho, um dos mais mordazes críticos da política de finanças/transportes actuais, foi responsável por esta decisão favoravel ao PENDULINO italiano, contra a instalação imediata do TGV françês.

Na altura falou-se numa diferença de 30%. Falamos do percuso Lisboa-Porto.
Ora, a linha para o TGV tinha que ser toda substituida, o que retirou competitividade de preço a proposta francesa.
Verifica-se que o Pendular poupa meia hora ao intercidades.

Se isto não é uso incompetente de recursos, o que será? Pura incompetência.
A que o PS, infelizmente, nos vem habituando.

Obra do túnel 

Hoje começaram as obras no túnel do Marquês.
Este género de medida política de cedências a Lobbies, para mim, está ultrapassado.
Fazer ali um túnel é chover no molhado, é resolver o que já está resolvido.
É investir no que já funciona, quando há um país, há Km de Estradas Nacionais deste país para melhorar, há sinalização vertical e horizontal em Milhares de Kilómetros de estradas deste país que podiam ser melhorados.
Não, este sentimento de " a MINHA cidade tá em Obras" continua a vencer, qual Fernando Gomes dos anos 90 no Porto.
Este orgulho do povo " a minha cidade tá em obras" que eu nunca percebi, esta parvoíce dos túneis do campo alegre e de Faria Guimarães, que não resolveram nada...
Estes autarcas que gastam aquilo que não têm...
Uma tristeza.

Outra vez... 

Cunhal ainda não morreu?
Mas porque é que as rádios insistem em lhe dar destaque?!
Escapa-me à compreensão que um vencido da vida tenha importancia de comentários de mais de 2 minutos.
Estalinista, comunista, elitista.
Chega...ou não?!

Friday, November 07, 2003

Ribeiro Cristovão 

Sempre se confirma a renúncia de Maria Elisa ao cargo de deputada da nação. O comunicado veio à tona ontem nos Paços do Concelho do Fundão. Assumindo o cargo de Conselheira Cultural da Embaixada Portuguesa em Londres, e não obstante a lei permitir a acumulação de cargos(!?!), disse, Maria Elisa prefere proceder deste modo e assim acabar com o "barulho" que à sua volta se tem gerado, e que é prejudicial para si e para o país, acrescenta.
Mas isso não interessa nada. O que interessa é que Ribeiro Cristovão, número dois da lista, é quem deverá ocupar o lugar deixado vago na Assembleia. O que é uma péssima notí­cia. Ribeiro Cristovão é o melhor jornalista desportivo da rádio portuguesa. É mesmo mais, é a sua referência. Modelo a seguir pelos actuais jornalistas e exemplo a procurar pelos mais novos. Ribeiro Cristovão é um Senhor na rádio, com anos e anos de casa na Rádio Renascença, onde é um dos seus rostos. Quase que apetece dizer que Ribeiro Cristovão é ele mesmo uma Instituição dentro da rádio. E disse-o.
E agora querem-nos tirá-lo. Não pode ser, não pode ser. Quem mais poderá conduzir da forma serena e eficaz (sem tempos mortos) a Frente Desportiva ("os nacionais de futebol em destaque mas o resto também é notícia") dos domingos à tarde como o fazia Ribeiro Cristovão? Resposta fácil: ninguém, claro. E eu que já me imaginava nestas chuvosas e frias tardes de domingo que se avizinham, bem almoçado e refastelado no sofá enquanto puxava o cobertor para as pernas e regulava o volume do rádio, a ouvir essa voz inconfundível flutuando no éter e vindo ao meu encontro para me fazer companhia e informar que "atenção ao Estádio do Mar, onde o Leixões acaba de se adiantar no marcador através de um golo apontado na conversão de um livre directo por Detinho", para pouco tempo depois, muito pouco, porque o tempo até parece mais leve, vir completar a informação, e o nosso contentamento, com: "Detinho faz assim o seu segundo golo de livre e leva já seis tentos apontados neste campeonato". E que delícia era ouvir o sinal sonoro que avisava vir aí­ notícia, e vinha mesmo, e depois dela sentiamo-nos mais informados, mais completos, mais realizados, mais...felizes. " A Frente Desportiva informa...". E a chuva lá fora. E que dizer do Programa (a letra maí­scula não é despicienda) Bola Branca em cujo "jingle" a sua voz nos esclarecia se estavamos a ouvir a "edição alargada da noite" ou somente a "edição da tarde". Bem sei que muito recentemente o "jingle" mudou e a sua voz desapareceu, mas eu ainda não consigo dissociar as duas coisas.
E agora vão-nos tirá-lo! Não pode mesmo ser. Querem levá-lo para tomar lugar no sensaborão hemiciclo e debater problemas e o futuro do país. Tirando-o daquilo que é mesmo importante, de onde ele é mesmo necessário. Será que não dá para passar directamente para o número três da lista? (a não ser que esse número três seja o Trindade Guedes)Portugal agradece.



Nota: apesar do tom de brincadeira acima assumido, tenho mesmo pena se Ribeiro Cristovão com a sua passagem para o Parlamento tiver de abandonar por completo as suas funções na Rádio Renasença.


El trén (de grand vitesse)... 

Recomendo a leitura deste post do Gabriel. Verdades...

FMA

Comentários dos leitores. 

Um prezado leitor, envia-nos por e-mail um comentário que não cabe na caixa de comments. Devo dizer, de minha justiça, que estes comments, da Blogextra, são uma bela merda. E são israelitas, ainda por cima - don't misunderstood, eu estive em Israel, o país é bonito, mas não simpatizei muito com aquela malta de lá, e digo com todos, arabescos e sionistas.

Mas, e voltando aos comentários aqui feitos, parece-me indicado recomendar a aqueles que aqui comentam, que pensem 1 minuto antes de escrever a primeira merda que lhes vem à cabeça. Os comentários são bem-vindos, mas refreiem-se. Infelizmente tenho lido aqui coisas desagradáveis, sem nexo, e penso que são de uma amiga. Calma, malta! Pensar não dói nada e não faz mal.

Finalmente, aqui fica o mail do leitor, acerca do post Também já fiz o teste:


"E o resultado é perfeitamente indiferente." - é o problema de se fazerem testes tipo revista feminina, sem haver uma preocupação de se entender (e de quem os faz de explicar) toda a teoria subjacente ao teste. Devo dizer que fiz um curso de eneagrama e se quando entrei para lá, era o protótipo do cepticismo, no momento em que o terminei, permitiu-me encarar muitas situações da vida (particularmente ao nível de relações interpessoais) de uma forma bastante mais pró-activa.
Mas obviamente que o teste só por si não tráz nada a ninguém...mas nem este nem nenhum!

Cumprimentos,

Alexandre Magalhães


FMA

Gaspar 

Tenho um professor que em 25 anos, nunca deixou de dar uma aula, nem por causa do seu Benfica. Fanático do clube, participa sempre nas listas que vão a eleições.
Penso também que não haverá muitos Engºs Civis melhores em Portugal.

Ser capaz de motivar Arquitectos para a constituição do cimento e da cal hidráulica é obra. Por que carga de água nos poderia interessar o tri-silicato de cálcio e afins?
Explicado por ele vale a pena.

É de tal modo que lhe chamamos o Super-homem, temos a impressão que é daqueles génios invulgares que resolve qualquer problema que se lhe coloque.
Ontem, ao fim de duas horas de aula, saiu para o estádio da luz. Eram 22:15.
É dos meus. O futebol vê-se no estádio, não se comenta pela TV.

Thursday, November 06, 2003

Inexistente 

Já quase ninguém ligava a Álvaro Cunhal.
Mas não deixa de ser surpreendente o eco mediático que o velho ainda hoje tem.
Depois de ler na Visão de ha duas semanas, o acessor da Embaixada americana em Lisboa (em 1975), falar sobre o comunismo/estalinismo/leninismo e sobre o PCP, as coisas tornaram-se mais claras.

O PCP baseou a sua força na figura tutelar e paternal de Cunhal. A estratégia foi sempre intelectualizada por este, e passou por dominar as elites, recrutar intelligentsia, formando uma espécie de oligarquia que tocava os Media, Justiça, a Arte, a Saúde, enfim, os meios intelectuais em geral. Os meios de poder.

O PCP nunca teve como estratégia conquistar a simpatia do povo.
Nunca foi popular, populista, socializante, proletário.
Nunca pegou no saco de batatas, se sujou na terra, com a metalurgia ou com as minas.
Isolou-se nas elites que arrebatava apaixonadamente.

Um erro, posteriormente foi cometido: com a primavera de Praga, o PC faz profissão de fé Estalinista, que continua após Krutchev, e se prolonga até hoje.
Bernardino Soares tem dúvidas que Cuba e a Coreia do Norte não sejam democracias!

Ora, Cunhal já morreu, mas porque é que não o enterram de vez?!
Não me deixa simpatia, empatia, admiração ou qualquer espécie de saudade.
Vai tarde.
Cunhal, esse doce comuna.

Resposta a TMM 

Ao comment feito ao post "A notícia Casa Pia". E porque não cabia num outro comment. Por uma unha, mas não cabia.

TMM,
o jornal Independente é, ao contrário do que escreves, e inegávelmente, um orgão de informação/opinião de referência. Só que é-o para a direita portuguesa. E num universo jornalistico dominado pela esquerda, louve-se a existência de um jornal abertamente de direita. Aliás o único, se não contarmos com o velhinho e moribundo Diabo. E não vale a pena referir o Expresso. O Expresso não é um jornal de direita. Nem de esquerda. É uma amálgama.

GPT

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