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Thursday, July 31, 2003

Comments. (3) 

Estou aos poucos a passar todos os comments antigos para o novo coiso de comments. Mal acabe esta tarefa desligo de vez o antigo e passa a haver apenas 1 link para comments que em princípio funciona sempre (pelo menos até agora nunca falhou).
Enquanto ainda houver 2 links, façam comments apenas no da esquerda.

Wednesday, July 30, 2003

1 Ano.  

Faz exactamente hoje 1 ano que acordei manhã cedo, a meio do meu sono, com um telefonema sui generis. Voltei para a cama, dormi de novo, levantei-me por volta da 1. Só me lembrei deste telefonema 2 ou 3 horas mais tarde, e falei-lhes a dizer onde deviam jantar (o único Metzer Ecke), e onde nos encontraríamos à  noite.
A vida tem destas coisa, e embora vivamos ou tenhamos vivido a maioria das nossas vidas num raio inferior a 1 km, foi no Schwarz Sauer da Kastanienallee que nos conhecemos. Acabámos essa noite no Cookies e no dia seguinte jantámos em minha casa (Inês eu não sabia que detestavas coentros). Graças ao Zé que vos deu o meu número. Vielen dank, Zé.
Inês, Joana, Rita (ordem alfabética), acho que um prólogo assim tinha que dar uma boa Amizade. Para mim é o mínimo que ficou (e o mais que fica não interessa para este post) e gosto que assim seja. Um beijinho grande às 3.

O calor. 

Este calor estival, aliado a muito trabalho que deve ficar acabado antes das férias, levam-me a postar pouco. Peço desculpa aos leitores desapontados (que não existem) e fica a vontade de passar a postar mais após o regresso de férias, onde o descanso será incompatível com computadores. Mas as férias não começam já!

Friday, July 25, 2003

Vou-me embora... 

...mas segunda já cá estou.
Deixarei a metrópole por brevíssimas 48 para dar descanso à cabeça e cansaço ao corpo. Nada melhor! Ir até ao paraíso de vez em quando só faz bem, e então quando no paraíso nos esperam Amigos insanos, as previsões são as melhores.
O tempo ajuda, o calor de hoje é forte, e como rumo a sul, mais forte o espero.
Até segunda, que até voltar estou longe deste mundo.

Foi de férias... 

Finalmente foi-se embora, de férias, por umas 3 semanas, que ele até esperava serem prolongáveis.
Esta sua (dela) partida para férias era o fim pelo qual ele tanto esperava. Não adiantava prolongar o que nem sequer existia e dificilmente existiria. Claro que na cabeça dela tudo poderia existir, tudo era (que coisa estranha) ao mesmo tempo construível embora incompatível.
Assim, esta partida vinha resolver o que andava a ser adiado. Não havia nada, porque ele nada sentia por ela. E o melhor era ficar mesmo por aqui, e cada um resolver os seus problemas por si. Ainda por cima quando todas as suas "virtudes" eram por ele consideradas detestáveis, e quando os seus problemas era aquilo a que ele chamava "estupidezes de criança mimada"; cada encontro era para ele cada vez mais martirizante.
Ela foi de férias - ele está contente.

Thursday, July 24, 2003

Margem ténue. 

Nas Mulheres (isso eu sei) e nos Homens (imagino que sim) o que separa o Luxo do Lixo é apenas la delgada línea roja.
Pude verificá-lo recentemente. E agora que penso nisso, vou ali vomitar e volto mais tarde.

Comments. (2) 

O link para os comments que este Blog usava deixou de funcionar há 2 dias. Não sabemos quando retoma actividade, a própria página está unavailable. É uma vergonha mas não podemos fazer nada, excepto inserir outro link para comments que nos parece funcionar melhor do que o anterior. E esperar que a página volte a funcionar o mais depressa possível para podermos recuperar os comments antigos - e uma vez que estes comments são o feedback de leitores, fazem tanto parte deste Blog como os posts.

Tuesday, July 22, 2003

AS CIDADES. 

Migmag, leitor deste Blog, tece-me crí­ticas no seu comment ao meu post Balancete, de 10 de Julho último. Este post não pretende ser apenas uma resposta ao seu comment, mas também um post normal.

I

Na minha curta vida só vivi ainda em 4 cidades diferentes. Numa pequena, numa média, e habito agora, pela 2ª vez, numa grande. Pela ordem da frase anterior, estas cidades são Cottbus (para quem não saiba é uma cidade da Alemanha de leste), Porto, Berlin (lamento que este n no fim me saia automaticamente - não gosto de ver nomes de cidades ou locais traduzidos, nem me lembro de alguém me dizer ou escrever que tinha estado em Dusseldórfia ou Lí­psia) e Lisboa. Creio que esta classificação é consensual se respeitarmos os principais padrões que classificam uma cidade (dimensão, número de habitantes, fluxos, movimentos pendulares). Há depois, muito obviamente, a nossa ideia pessoal, e como tal a nossa opinião, o nosso julgamento, a nossa classificação, em relação às cidades e aos locais que conhecemos (por lá viver ou visitar) - bem como em relação aos livros que lemos, aos filmes que vemos, a aquilo que comemos, etc, etc...
Estas opiniões são tão pessoais quanto cada cabeça pensa por si própria. Poucos compreendem que S. Petersburgo (em português) tenha sido para mim uma decepção, mas tal é apenas a minha apreciação. Tem o pouco valor que tem. E resulta, como noutras cidades que visitei, da consequência da minha vivência / experiência enquanto lá estive. Resulta daquilo que vi, da temperatura que senti, das carruagens de metro em que fui transportado, das senhoras que me venderam bilhetes nos museus, de outros viajantes que conheci, dos habitantes da cidade com quem falei, do que senti na espinha perante o fausto das catedrais, do que senti na alma ao verificar que os vendedores das estações apenas tinham 3 ou 4 peças de legumes para vender por dia, das vodkas bebidas com pintores no seu atelier, do que me passou pela cabeça quando descobri que tinha sido roubado por 2 polícias, de caminhar bastante bêbado já pela manhã sobre muita neve e óleo, de encontar um cigano que me indicou o caminho, dos tipos de carros que vi, e poderia prolongar esta lista até ela se transformar num "Lexotan 12" porque isto apenas para mim terá significado. É a minha experiência, a minha vivência, o resultado da minha mais ou menos longa estada lá. E é a experiência pessoal que faz a nossa ideia de cada cidade, experiência esta que resulta claramente daquilo que procuramos em cada sí­tio ou coisa, daquilo que nos interessa, daquilo que observamos. E nada é tão pessoal como o "feeling at home", que só algumas cidades nos proporcionam. Para mim espelha-se no ir ao cinema sozinho numa cidade que é nova para nós (em mais ou menos 50 cidades que pude visitar lembro-me de ter ido ao cinema em apenas 3 ou 4). Para outros revelar-se-à  de outra forma; o "feeling at home" é porventura o mais pessoal dos feelings que temos numa cidade que é para nós nova.

II

Tal acontece também com as cidades onde vivemos. Não é por acaso que as pessoas novas procuram cidades para viver; e que as mais velhas muitas vezes se refugiam no campo. O metabolismo duma cidade é, regra geral, proporcional à  energia de um corpo. Bruxelles pouco tem para oferecer a quem a visita aos 20 anos, mas porventura aos 40 pode tornar-se interessante apenas pelos seus restaurantes e antiquários; tal facto é natural e penso que todos concordamos. Para que não restem dúvidas: quantos museus visita um "inter-railer"?
Nas cidades onde vivemos nada é mais importante do que o "feel at home". Que sentido faz vivermos numa cidade onde não nos sentimos em casa? Para se viver feliz numa cidade (qualquer), não conta apenas a família que lá temos, os bons amigos, a beleza desta, o nosso trabalho, o número de cinemas ou exposições. Conta também o clima, o ritmo, a vista, o enquadramento, a cor, a dimensão das ruas, os transportes, a humidade, as perspectivas que se têm de diferentes sí­tios, a comida, as pessoas, a pronúncia, a mentalidade. E conta aquilo que é menos influenciável exteriormente: a nossa atracção pela cidade em si.

III

O nosso leitor Migmag descarrega em mim fortemente pelo facto de eu não gostar da cidade do Porto. Tenho pena que o faça num tom furioso: tal fúria parece a dos revolucionários - e os revolucionários encondem sempre algo por trás da bandeira; estou certo de que não é o caso, a fúria era externa ao meu post de aniversário.
O que eu tenho a dizer em relação ao Porto é que antes de mais o acho bonito como cidade - para que não sobrem dúvidas. Muito mais do que isso, vivem lá os meus Pais (que nem são de lá e lá foram parar por acaso já depois de casados) e ofereceu-me os melhores Amigos do mundo: os meus, Amigos. De ninguém gosto mais do que das pessoas da frase anterior. De todo o tempo lá vivido até sair não trocava nem um segundo que fosse; como também não trocava a altura de sair. Tal não quer dizer que a cidade me completasse ou complete. E tal facto é practicamente inalterável. Seria impossí­vel mudar o clima, certa fisionomia da cidade (que sendo bonita não me é agradável), a mentalidade dos seus habitantes. Para que fique também claro que não é de dimensão que se trata aqui, podiam fazer Porto de Espinho a Sto. Tirso que tal (para mim) não alterava nada. Posso até dar alguns exemplos, mas são irrelevantes: um Metro que é feito de linhas de comboio regionais, uma casa da Música (mega-dimensionada no custo e tamanho) sem fosso de orquestra e teia, uma R. Miguel Bombarda (que é uma das iniciativas mais louváveis que me lembro de ter sido feita nos últimos anos) vazia nos Sábados em que não há vernissages. Isto são apenas alguns exemplos de factos que me entristecem no Porto como cidade. Não se faça disto causas.
Assim sendo, mais não tenho para dizer. Não detesto o Porto. Gosto do Porto. A cidade do Porto não me completa. Nunca completou. Ponto final.


Post Scriptum: Quanto ao emigrante que não fez fortuna, eu esclareço: eu saí para viver e aprender, a grande fortuna que fiz não é materializável.

Friday, July 18, 2003

Trabalho. 

Due to overwork não me tem sido possível postar nestes dias. Espero que a situação mude a partir de 2ª-feira. Quanto a T.M.M., encontra-se ausente por uns dias.

Comments. 

Esta coisa dos comments nem sempre funciona. Às vezes aparece fazendo um reload da página, outras nem assim. Caso tenha um comment a fazer, faça-o por e-mail ou tente mais tarde. O link dos comments não depende de nós.

Wednesday, July 16, 2003

Melgas milicianas. 

Ontem à noite, enquanto esmagava duas melgas que insistiam em voar na minha sala, ocorreu-me uma associação de ideias. Com o desaparecimento de Guterres, desapareceu também aquele franciscano milionário que gosta de assistir a futebol nas tribunas VIP e que estando presente em todo o lado tinha sempre algo a dizer. É caso para dizer: Graças a Deus!

Tuesday, July 15, 2003

Ontem, dia 14... 

...ia a pé para casa e passei à porta da embaixada de França, como todos os dias. Estava a ser o cocktail do 14 de Julho. Confesso que senti certo nojo...

Thursday, July 10, 2003

Balancete. 

Faz hoje um ano que fiz anos pela última vez. Como tal, e como tem sido hábito meu, sinto que devo fazer um sucinto balanço dos últimos 365 dias.
Vivi em três cidades (reparem que estou bem disposto e aplico o conceito de cidade ao Porto); comecei em Berlin e acabo em Lisboa, com uma mais longa do que o previsto passagem pelo Porto. Há um ano, sabia que deixaria em breve, com grande tristeza, Berlin. Um ano depois sinto ainda um pouco o entusiasmo da mudança relativamente recente para Lisboa. Portanto, neste aspecto estou melhor do que há 1 ano, sinto-me a chegar e não a partir. Pelo meio fica uma passagem pelo Porto - valeu pelo que valeu, o importante é que não me arrependo nada de lá ter estado o quíntuplo do tempo previsto. Há ainda visitas repetidas a cidades já bem conhecidas, mas também algumas cidades e locais novos, como Aix-en-Provence, ou Bern, ou Milano, ou Zürich, ou Gijón, ou Saint-Tropez, ainda uns fantásticos 700 km's de táxi entre Léon e o Porto, acompanhado de música espanhola e a tentar não adormecer nem deixar que o taxista adormecesse.
Noutros campos não posso dizer que tenha sido 1 ano particularmente feliz, foram 9 meses sem um trabalho que se pudesse chamar tal coisa, mas o ano acaba bem, com o iniciar de um novo desafio, que se tem revelado interessante e me tem dado gozo.
Quanto a pessoas, ganhei 3 óptimas Amigas, curiosamente portuguesas, curiosamente conhecidas em Berlin. Foi interessante regressar após 2 anos de ausência e encontrar Amigos que tinha deixado noutra fase. Há de tudo, nas evoluções de cada um. Quanto a "gajas", foram menos que no ano anterior, ainda não percebi muito bem porquê. O pouco que foi sentido, não será esquecido. O habitual platonismo...
No que toca a família (entenda-se alargada e não nuclear) foi um ano de definições e de separar o trigo do joio. Por mim, melhor, deixamos-nos de hipocrisias. Pena é ter sido tão tarde. E tão chocante.
Quanto a leituras, filmes, expo's e momentos, vou deixar isso para outro post.
Agora vou-me embora e beber um copo.

Direita e esquerda. 

Não posso deixar de recomendar a leitura de um pequeno e muito bom texto sobre pequenas diferenças entre direita e esquerda. Está no Quinto dos Impérios, no dia 3 de Julho, e chama-se Duas Pessoas. Vale a pena ler.

Tuesday, July 08, 2003

Reconhecimento. 

Como todos os vícios também este é reconhecido assaz tardiamente, e sem que se vislumbre qualquer vontade de terapia, nem sequer de abrandamento. Na sequência de vários outros vícios que vão tornando a minha vida mais clara (tabacos, alemãs, copos, outras dependências menores - não necessariamente por esta ou qualquer outra ordem), e a minha alma mais negra, junta-se a internet. Conclusão a que chego por culpa de um estudo publicado na imprensa da semana passada.
Apenas me resta o reconhecimento (e um dia destes acabo por reconhecer também o chocolate e os coentros).

Monday, July 07, 2003

Observações - Passeando pela cidade 

A zona da Rotunda da Boavista
A Avenida da Boavista tem uma entrada de Parque de estacionamento a meio das faixas de rodagem.
A Casa da Música atrai imensos curiosos, - " Ai que giro que é!".

Há muitos povos e raças que aqui passam: ciganos-romenos, ex-sovietes, chineses, pretos, brasileiros.
Os semáforos são maus, o piso é péssimo, os condutores são um desastre, as árvores pertubadoras, o jardim sombrio.
Há alinhamentos claros em roda da Praça.
Cada artéria tem uma continuidade, para além do traçado que hoje em dia usamos.
Até a uma circunferência que apenas circula o jardim do monumento aos Ingleses.

A intervenção do (centi)Metro do Porto na Av. de França desalinhou esta do tal enfiamento.
As barracas do S. João ja foram desmontadas.
Li no Jornal que é viável a demolição do Cidade do Porto - Shopping Bom Sucesso.
Imaginei a cidade sem aquele aborto, e fiquei feliz. Por uma fracção de tempo.

Imaginei uma cidade modesta, com pouco dinheiro mas bem planeada e pensei que talvez fosse possível.
Atrair mais pessoas, mais nacionalidades, mais qualificação, mais ambiente, mais vivência, mais profissões. Mais riqueza. Diversidade.

E depois pensei: as pessoas daqui não querem. elas vivem bem, têm o que precisam.
Mudar é para quem pode. Não é para quem quer, nem para quem precisa.
Com estas pessoas, vindas do passado e que fazem o nosso presente, podemos fazer algum futuro?

A Praça de Wellington, é amarrada ao passado humilhante da necessidade do Inglês para salvar a Pátria dos Franceses, que o Rei liberal abandonara à pressa, mais preocupado com as mulatas do que com a mimosa minhota.
É agrilhoada ao presente da nossa incapacidade, incultura, bloqueio mental, ao peso da nossa incompetência.
E está irremediavelmente atada a um futuro sinistro, de chacota e de ridículo, por estes nado-mortos provincianos que serão a Casa da Música e o Corte-Inglés.


Serão as mesmas? 

Pedro Lomba prefere o branco, mas fala-nos de camuflados. Confesso que também eu por várias vezes tenho dado por mim a tentar perceber o porquê da moda dos camuflados, o motivo que leva a que em tempo de guerra surja como moda o padrão militar. Às vezes há coincidências...
Mas o que mais estranho, é que a grande maioria das raparigas e mulheres que vejo vestidas de camuflado parecem-me sempre aquelas (será qualquer coisa na cara, no corpo, no olhar?) que estão nas manifestações contra a guerra, e posso apostar, que se lhes perguntarmos, serão obviamente a favor da paz.
Coerência? - Claro, coerência com a moda!

Willkommen. 

Após uma ausência de fim de semana, volto ao espaço. E desta vez com o bom motivo de saudar os recém-chegados colaboradores deste Blog. Posso então anunciar que a partir de agora o Tiago e o Gonçalo vão passar a colaborar regularmente neste Blog. O Tiago já se estreou, o Gonçalo, por motivos seus, só se iniciará nestas lides depois do próximo fim de semana.
Não preciso de explicar porque passam a fazer parte deste Blog. Tenho poucas dúvidas de que o irão enriquecer e completar. Nem me parece ser necessário acrescentar mais nada por agora.
Apenas e só, sejam bem-vindos!

Sunday, July 06, 2003

A tradição portuguesa. 

Olá a todos, parece que funcionamos.
Depois de muita animação inicial, o evento arrefeceu nas nossas memórias.
Ma(i)s um blog foi ciado.
Para o fazer foram precisas três semanas.
Falta de tempo, falta de jeito, falta de coordenação, viagens internacionais para Lisboa, etc.
Somos de facto portugueses.
Mas assumamos essa condição, que não nos diminui, antes nos dá alguma piada.
E avancemos.

Friday, July 04, 2003

Nouvelle cuisine de café. 

Ontem ao jantar no Nicola pude constatar que também ao antigo café já chegou a nouvelle cuisine. A surpresa, não só minha mas também dos outros comensais, foi total quando nos serviram tornedós com uma média de 15cm2, e destacadamente abaixo das 100g, num prato composto de forma pós-moderna para tentar disfarçar o ridículo tamanho do naco de carne. Fico com pena que a dose diminua e o preço aumente, dá aquela ideia de que certos estabelecimentos ainda só se mantêm para explorar o turista, cuja única preocupação é ter o very typical no old town centre.

Thursday, July 03, 2003

Mais vale tarde que nunca... (2) 

A páginas tantas do seu brilhante "Faust's Metropolis" diz-nos a Dr. Richie "The first train between Berlin and Potsdam was a roaring success and the astounding financial returns led to a flurry of speculation and an increase in private investment in new lines. Hundreds of miles of shiny track were soon snaking their way across Prussia: over Dessau to Köthen in 1842, to Stettin in 1843, to Frankfurt-an-der-Oder in 1842, to Breslau and to Hamburg in 1846; the original Berlin-Potsdam line was extended to Magdeburg in 1846. By 1848 there were 5.000 kilometres of track in Germany; by 1870 this had risen to 18.810 kilometres." Um século e meio depois somos informados de que em breve o comboio Lisboa-Faro irá demorar apenas 2h45. Pequenas diferenças...

O que todas as Mulheres querem. 

Um Homem que transborde segurança (mesmo que cheio de rabos de palha) e que as faça rir. A inteligência fica para a próxima.

Vassoura. 

A propósito de novas namoradas, bem com qualquer outro novo apêndice ou acrescento à vida de um ser (o que inclui electrodomésticos), e do comportamento submisso destes nos primeiros tempos, lembro-me de uma frase mesmo a propósito dita por um Amigo num contexto não muito distante deste: "Vassoura nova varre sempre bem!".
Nada mais certo!

SMS. 

Ainda alguém me há-de conseguir explicar porque gostam tanto as mulheres de mensagens (de telemóveis). Onde está a componente perversa?

Dúvida sobre a Dúvida (ou os enigmáticos caminhos da mente). 

A Dúvida é oposta da certeza, ou é oposta na certeza?

Dúvida linguística. 

Porque é que em Português verdadeiro (entenda-se o falado e escrito em Portugal) as pessoas insistem em recusar-se a usar a 2ª pessoa do plural? Atraso, avanço, soa a campo?

Mais vale tarde que nunca... 

É de louvar o re-styling feito pela cerveja Cristal. Alguns anos e muitos litros depois, decidiu poupar-nos ao papel de prata que envolvia o gargalo, bem como a carica twist off. Enfim, embora tardias, há modificações bem feitas.

Wednesday, July 02, 2003

Telemóveis. 

Não posso deixar de confessar a irritação profunda que o reforço estival da publicidade das 3 operadoras móveis portuguesas me causa. Para além da ridícula jovialidade dos anúncios (se és jovem tens que ter um topo-de-gama moderno), impressiona-me ainda mais a tristeza a que chegaram os slogans usados, com coisas do tipo "segue o que sentes" e "revoluciona os teus sentidos", já para nem referir a guerra musical entre as operadoras, com cada uma a identificar-se com uma música mais feliz que a dos concorrentes (a partir da Boemian like you dos Dandy Wharhols tudo não passou de imitações, umas mais felizes que outras, rien plus).
Alguém me consegue explicar que raio vem a ser "revolucionar os meus sentidos"?? E porque é que eu preciso que uma operadora me venha dizer para seguir o que sinto, quando é o que faço desde que me conheço?? Francamente, senhores, fazer anúncios às 3 pancadas só porque a concorrência faz até podia ser visto como um desafio.... não um motivo para pôr no ar a primeira coisa que vos ocorre.

Humilde opinião. 

A minha humilde e única opinião acerca das coisas que diz Pedro Rolo Duarte. Graças a esse senhor, não volto a comprar o Dn ao Sábado. Melhores dias virão, espera-se.

Tuesday, July 01, 2003

Um teste. 

Faço o teste recomendado por MEC e sai-me isto.

What Drink Are You?
What Drink Are You?



Tranquilizante. Pensando bem, podia ser pior. Se me saía qualquer coisa tipo batido colorido ficaria francamente assustado (e imediatamente diria que estes testes são todos a mesma tanga).

Julho. 

O dia de hoje marca algo. Ainda não sei bem o quê, mas sei que é qualquer coisa. Em todo o caso marca sempre o começo de um mês, o primeiro que se desenrola inteiramente no Verão, e, mais do que isso, marca a passagem à segunda metade do ano, que naturalmente se quer melhor que a primeira. Marca também o caminho rumo ao final de 2003, como sabemos em acabando a silly season começa o Natal, ou a histeria pública que o antecede.
Vou deixar correr o dia (hoje é terça-feira - dia de filetes de garoupa com arroz de feijão) e tentar ver o que se anuncia para este 2º semestre de 2003.

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